Parábola da semente

"Saiu o semeador a semear..." (Mc 4,3)



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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Mistagogia é Missão de catequista em nome da Igreja

 


Catequista é mistagogo!

Comecemos por entender o que significa a palavra.  A palavra ‘mistagogia' vem do grego e á composta de duas partes: ‘mist' + ‘agogia'.  ‘Mist' vem de ‘mistério' e ‘agogia' significa ‘conduzir', ‘guiar'.  Podemos definir a palavra como: a ação de guiar, conduzir para dentro do mistério. É muito interessante!

E o que diz a Igreja?

Na carta apostólica de Motu Proprio, Antiquum Ministerium , o Papa Francisco diz: “O catequista é simultaneamente testemunha da fé, mestre e mistagogo, acompanhante e pedagogo que instrui em nome da Igreja. Uma identidade que só mediante a oração, o estudo e a participação direta na vida da comunidade é que se pode desenvolver com coerência e responsabilidade” (AM, n.06)

A mistagogia, então,  como ato de iniciar e instruir alguém nos valores da fé, é própria de catequistas.

Pode-se dizer que mistagogia é o tempo em que a pessoa aprofunda  e transmite aquilo que já é realidade na sua vida cristã.

Isto acontece a partir do diálogo que Deus vai tecendo amorosamente com cada pessoa e com cada comunidade. É uma espécie de eco dessa relação com Deus.

Primeiro a iniciação cristã. Depois a mistagogia

A mistagogia normalmente vem depois da celebração dos sacramentos da iniciação cristã. A pessoa chega ao conhecimento completo dos mistérios através das explicações e da experiência dos sacramentos recebidos.

Assim, os fiéis são ‘iniciados' no mistério, não somente com palavras, mas através de ações simbólicas como os ritos. No sentido original, são os ritos das celebrações litúrgicas que têm esta função mistagógica de conduzir para dentro do mistério.

Conhecer Jesus é o melhor presente

A celebração, cada momento, cada palavra, cada gesto, cada movimento, revela o mistério e faz mergulhar nele: no mistério de Deus, no mistério da vida, no mistério da história e no próprio mistério.

Ser cristão não é um dever pesado, uma obrigação, mas um dom: "Deus Pai nos abençoou em Jesus Cristo”. O Documento de Aparecida diz: “A alegria do discípulo é antídoto frente a um mundo atemorizado pelo futuro e oprimido pela violência e pelo ódio... Conhecer Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber e dar; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DAp. 29).

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Oração do Catequista



PAI NOSSO
Primeiro catequista da humanidade e nosso Mestre
Pai de todos nós, seus discípulos e missionários
Presente na vida e na missão de todos os catequistas
Presente nos catequizandos que acompanhamos

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME:
Na Palavra que anuncio
Na atenção que dedico aos catequizandos
Pelo/a catequista que sou.

VENHA A NÓS O VOSSO REINO:
Reino de paz e justiça
Reino de fé e testemunho
Reino de amor
Reino de serviço e doação

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU:
Em minha vida e na vida de nossa comunidade
Em tudo  que comunico e testemunho
No testemunho que recebo
No coração de todos a quem sou chamado/o a evangelizar.

sábado, 24 de junho de 2023

O ministério de catequista

 



Através da Carta Apostólica “Antiquum Ministerium” o  Papa Francisco instituiu o Ministério de Catequista. A Carta Apostólica é composta por onze parágrafos nos quais apresenta sua justificativa, importância desse serviço e define algumas orientações pastorais.

O ministério antigo na Igreja

Esse ministério faz-se presente na Igreja deste os primórdios das Comunidades Cristãs. Os diversos textos do NT nos convidam a refletir sobre a importância desse serviço. O evangelista Lucas ao escrever o seu Evangelho tinha como objetivo oferecer uma base sólida para a instrução (cf. Lc 1,3-4). Aos Gálatas comenta o apóstolo Paulo: «Mas quem está a ser instruído na Palavra esteja em comunhão com aquele que o instrui, em todos os bens» (Gal 6,6). A solidez da catequese contribui, portanto, para a profundidade da comunhão da Igreja. Onde impera a ignorância teológica, lá reina a confusão.

A diversidade de dons

Na Igreja há diversidade de manifestações do Espírito Santo como afirma o apóstolo Paulo aos Coríntios quando menciona os mestres: «E aqueles que Deus estabeleceu na Igreja são, em primeiro lugar, apóstolos; em segundo, profetas; em terceiro, mestres; em seguida, há o dom dos milagres, depois o das curas, o das obras de assistência, o de governo e o das diversas línguas. Porventura são todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Fazem todos milagres? Possuem todos o dom das curas? Todos falam línguas? Todos as interpretam? Aspirai, porém, aos melhores dons. Aliás vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros» (1Cor 12,28-31). Na Igreja há diversidade de dons, mas o Espírito e o Senhor são o mesmo e, cada dom, é dado para a promoção do bem comum (cf. 1Cor 12,4-11).

Ao longo da história a Igreja reconheceu este serviço como expressão concreta do carisma pessoal, que tanto favoreceu o exercício da sua missão evangelizadora desde as primeiras comunidades. Ainda hoje a Igreja estimula esse mesmo ministério como sinal de fidelidade à permanência na Palavra de Deus. Ao longo de dois milênios de história a Igreja reconheceu o delicado e generoso serviço de tantos que se dedicaram à instrução catequética realizando uma missão insubstituível na transmissão e aprofundamento da fé, como bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos, leigos e leigas. Dentre tantos, reconhecemos também muitos beatos, santos e mártires catequistas.

A catequese edifica a Igreja

A catequese em sido uma forma de ministerialidade (de experiência de serviço eclesial) concretizada por homens e mulheres que, obedientes à ação do Espírito Santo, dedicaram a sua vida à edificação da Igreja. Com múltiplas expressões esse é um serviço essencial para a vida da Igreja, pois a fé precisa ser a aprofundada.

Renovada consciência catequética

A partir do Concílio Ecumênico Vaticano II, a Igreja assumiu uma renovada consciência sobre a importância do compromisso do laicato na obra de evangelização. O Decreto “Ad Gentes” afirma: «É digno de elogio aquele exército com tantos méritos na obra das missões entre pagãos, o exército dos catequistas, homens e mulheres, que, cheios do espírito apostólico, prestam com grandes trabalhos uma ajuda singular e absolutamente necessária à expansão da fé e da Igreja. Hoje em dia, em razão da escassez de clero para evangelizar tão grandes multidões e exercer o ministério pastoral, o ofício dos catequistas tem muitíssima importância» (AG,17). Diversos outros eventos contribuíram para a renovação da Catequese: o interesse constante dos papas, os Sínodo dos Bispos, as Conferências Episcopais, o magistério dos bispos, a Compilação do Catecismo da Igreja Católica, a Exortação apostólica Catechesi tradendae, o Diretório Geral da Catequese, etc.

A corresponsabilidade

O bispo é o primeiro Catequista na sua diocese, mas isso não dispensa a corresponsabilidade e a colaboração de outros sujeitos eclesiais como, os pais, catequistas leigos e leigas que, em virtude do batismo, são chamados a colaborar no serviço da catequese em cada ambiente. O ministério da Catequese abraça as condições culturais de cada contexto, mas conservando sua fidelidade ao evangelho. A Catequese, frente a tantos desafios culturais, vê-se diante de um grande desafio: “despertar o entusiasmo pessoal de cada batizado e reavivar a consciência de ser chamado a desempenhar a sua missão na comunidade requer a escuta da voz do Espírito que nunca deixa faltar a sua presença fecunda”.

O apostolado dos leigos

O Papa Francisco através do ministério de Catequista nos recorda a importância do apostolado dos leigos na Igreja. Eles «são especialmente chamados a tornarem a Igreja presente e ativa naqueles locais e circunstâncias em que, só por meio deles, ela pode ser o sal da terra» (LG, 33); «os leigos podem ainda ser chamados, por diversos modos, a uma colaboração mais imediata no apostolado da hierarquia, à semelhança daqueles homens e mulheres que ajudavam o apóstolo Paulo no Evangelho, trabalhando muito no Senhor» (LG, 33); o Catequista é chamado, antes de mais nada, a exprimir a sua competência no serviço pastoral da transmissão da fé que se desenvolve nas suas diferentes etapas; o Catequista é simultaneamente testemunha da fé, mestre e mistagogo, acompanhante e pedagogo que instrui em nome da Igreja.

A diversidade de ministérios

O ministério de catequista não é único e não está isolado. Ao lado desse ministério há outros que já foram oficialmente reconhecidos pela Igreja, como ministério de leitor e acólito, bem como os serviços de ostiário, exorcista, etc. Tais ministérios são preciosos para a implantação, a vida e o crescimento da Igreja e para a sua capacidade de irradiar a própria mensagem à sua volta e para aqueles que estão distantes (cf. Paulo VI. EN, 73).



O perfil dos catequistas

O papa Francisco também nos apresenta alguns critérios sobre o perfil daqueles que podem ser convocados para serem catequistas. Não é um serviço para qualquer um; por isso o ministério de Catequista requer o devido discernimento  e se evidencia com o Rito de instituição; é um serviço estável prestado à Igreja local de acordo com as exigências pastorais dadas pelo bispo. “Convém que, ao ministério instituído de Catequista, sejam chamados homens e mulheres de fé profunda e maturidade humana, que tenham uma participação ativa na vida da comunidade cristã, sejam capazes de acolhimento, generosidade e vida de comunhão fraterna, recebam a devida formação bíblica, teológica, pastoral e pedagógica, para serem solícitos comunicadores da verdade da fé, e tenham já maturado uma prévia experiência de catequese. Requer-se que sejam colaboradores fiéis dos presbíteros e diáconos, disponíveis para exercer o ministério onde for necessário e animados por verdadeiro entusiasmo apostólico”.

Leia na íntegra o Motu próprio Antiquum Ministerium

domingo, 26 de agosto de 2018

Parabéns e gratidão, catequista!


Parabéns e gratidão, catequista!
Hoje é o dia do Catequista.
Nós, da Casa de Oração, homenageamos a todos os catequistas do Brasil.

SER CATEQUISTA Ser catequista é muito mais que ser um prestador de serviço na comunidade, é ser ministro da evangelização, pois a Catequese é um ministério. Isso não significa status dentro da comunidade, significa um compromisso de fidelidade a Jesus, ao seu Evangelho e à Igreja, compromisso que deve ser assumido na vida cotidiana, vivido com amor e disponibilidade e testemunhado com fé e perseverança. Ser catequista é ser espelho do Evangelho na comunidade e no mundo. O SIM de todo catequista tem três dimensões: 

1. A DIMENSÃO PESSOAL – é um chamado de Deus para uma pessoa e exige uma resposta pessoal e intransferível de quem quer se comprometer com essa missão, ciente das exigências e dificuldades que esse chamado acarreta. 

2. A DIMENSÃO ECLESIAL – é um chamado da Igreja, que necessita de operários para a sua messe. Catequista por excelência são os Bispos, pastores do rebanho do Senhor, auxiliados pelos Presbíteros, zeladores das paróquias e comunidades. Mas a messe é grande e os operários são poucos, por isso a Igreja necessita que leigos assumam a vocação de catequista para auxiliar na missão de catequizar.

3. A DIMENSÃO COMUNITÁRIA – é também um chamado da comunidade, que escolhe as pessoas que serão porta-vozes da fé e da doutrina da Igreja, anunciando com fidelidade o Evangelho e educando na vivência cristã. Ser catequista é ser um enviado de Deus, da Igreja e da comunidade; uma tríplice responsabilidade de quem responde a esse chamado com seu SIM!


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Dia Nacional do Catequista

No último domingo de Agosto a Igreja comemora o “Dia Nacional do Catequista”. É uma boa ocasião para refletir sobre a vocação do catequista. “Não fostes vós que Me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi” (Jo 15,16). Catequista é ser chamado por Deus para uma importante missão. “O chamado a SER CATEQUISTA não é algo pessoal, mas obra divina, graça. A missão do catequista está na raiz da palavra ‘catequese’, que vem do grego ‘katechein’ e quer dizer ‘fazer eco’”.

Catequista é aquele/la que se coloca a serviço da Palavra, que se faz instrumento para que a Palavra ecoe. O Senhor o/a chama para que, através da vida, da sua pessoa, da sua comunicação, a Palavra seja proclamada, Jesus Cristo seja anunciado e testemunhado.

A Igreja deve à Catequese todo o seu passado. É importante ressaltar a importância do catecumenato na igreja primitiva, que iniciava, aprofundava e difundia a fé de Jesus Cristo. Era perigoso catequizar nos inícios da Igreja por causa do risco do martírio, das perseguições, a exclusão da sociedade, o risco de perder a liberdade por ensinar uma fé proibida pelos poderosos da época. Quantos catequistas morreram mártires ou vítimas das doenças em regiões inóspitas. Todos nos lembramos de nossos catequistas que ainda hoje vão à luta, não se cansam, cumprem religiosamente o seu ministério, e tem um amor invejável pela messe, pelos catequizandos. O futuro da Igreja está nas mãos desses trabalhadores da fé!

Para anunciar e aprofundar a fé nesta sociedade culturalmente hedonista, consumista, injusta, sem qualquer espiritualidade, individualista, violenta, sem respeito pelo ser humano necessitamos da Catequese para chegar ao coração daqueles que foram evangelizados e se entusiasmaram pelo Cristo. O homem precisa se encontrar, ainda mais na sua divisão interior, na sua falta de sentido, preso às cadeias da existência. A importância do Catequista é a sua linguagem e proximidade com as pessoas. O Catequista pode abordar o homem de hoje, entender seus problemas e indicar um caminho de paz, serenidade, amor e alegria de viver. Mas, o Catequista também tem um grande compromisso: de ser fiel à integralidade da mensagem de Cristo e da sua Igreja.

Por meio da catequese, a Igreja vai exercendo de um modo específico a “educação da fé”. Bela missão, rica de possibilidades e também de desafios imensos! Além da catequese institucional oferecida pelas paróquias, todos somos também chamados a ser catequistas. Ao percorrer as atividades catequéticas nas suas mais variadas expressões e condições, segundo as diversas realidades pessoais, culturais, geográficas e mesmo de experiência de fé, de uma certa forma todos somos chamados a exercer essa bela e árdua missão tanto em família, como nas comunidades e na vida pessoal.

 O documento Catequese Renovada, números 144-151, apresenta um roteiro geral sobre a missão do catequista, que podemos assim resumir: 1) O catequista exerce sua missão em nome de Deus e da comunidade profética, em comunhão com os pastores da Igreja; 2) O catequista anuncia a Palavra e denuncia tudo o que impede o ser humano de ser ele mesmo e de viver sua vocação de filho de Deus, e 3) O catequista ajuda a comunidade a interpretar criticamente os acontecimentos, a libertar-se do egoísmo e do pecado e a celebrar sua fé na Ressurreição.

Para cumprir bem sua missão, o catequista deve ser uma pessoa inserida na comunidade eclesial, ter um espírito de abertura e humildade para procurar sempre crescer. É indispensável que o catequista tenha uma experiência pessoal e comunitária da fé para que sua missão seja frutuosa. Importante, ainda, é a participação do catequista em cursos de capacitação, mas é necessário também que tenha consciência de ser membro de uma equipe que trabalha para o mesmo objetivo e, por isso, deve cultivar uma vida comum, refletir, organizar, trabalhar e avaliar junto e, ainda, celebrar comunitariamente a fé e a missão.

Queridos Catequistas, nossas orações e bênçãos neste último domingo do mês de agosto, mês vocacional, pois é o Dia Nacional do Catequista. Aceitem com humildade os dons, carismas e frutos que o Espírito Santo vos confiou. Contem sempre com a oração da Igreja. E mostrem sempre o rosto bonito de Jesus Cristo às pessoas. Os catequistas são muitos de milhares. Precisamos valorizar seu trabalho e ajudá-los nesta transmissão da fé. Rezemos para que Deus sempre envie bons e santos Catequistas para a comunidade catequética.

* Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist. - Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Celebração do Dia Nacional do Catequista



Orientações:
- Como no processo de Iniciação à Vida Cristã consideramos catequistas todos os que se dedicam à educação da fé, é bom destacar também aqueles que fazem parte do processo: equipe de preparação ao batismo, ao matrimônio, pastoral familiar, pastoral da criança,  grupo de liturgia, círculos Bíblicos, grupos de reflexão...
- Esta celebração segue a estrutura da liturgia do 22º domingo comum que se celebra nesse dia 31 de agosto, para estarmos em sintonia com toda a Igreja. Mas onde não há possibilidade de missa, pode ser adaptada como Celebração da Palavra.
- Preparação do ambiente: Colocar a Bíblia, o Círio Pascal, o RICA, o Diretório Nacional de Catequese, um vaso com galhos verdes e secos e (preparar velas e um galhinho verde para cada participante). Acolher a todos com a festa do abraço.


                         CELEBRAÇÃO

Comentarista: A missão primordial da igreja é anunciar Jesus e testemunhá-lo no mundo; anunciar o Reino de Deus como o próprio Jesus o fez. O/a catequista, vocação que hoje celebramos, assume este serviço da Palavra tornando-se porta-voz da vivência cristã de toda a comunidade e procura transmitir aos catequizandos a experiência do encontro com Jesus, fundamento de nossa fé. Nesta celebração queremos agradecer e louvar a Deus pelos milhares de catequistas que ajudam dinamizar nossas comunidades em todos os recantos do Brasil.

Canto de entrada............


1 - RITOS INICIAIS.........

Ato penitencial (feito por três catequistas a partir de limites que ainda existem na realidade local da catequese). E todos respondem “Senhor tende piedade, Cristo tende piedade, Senhor...

Glória - comentarista: Cantemos agradecendo a Deus que nos concede a graça do  ministério da catequese em nossa comunidade...

Canto: ( ou um glória mais conhecido)

Deus vos salve Deus! Deus vos salve Deus! / Deus
salve a comunidade onde mora Deus / vos salve Deus!

Deus vos salve Deus! Deus vos salve Deus! / Deus
salve os catequistas onde mora Deus / vos salve Deus!

Deus vos salve Deus! Deus vos salve Deus! / Deus
salve as famílias onde mora Deus! / vos salve Deus!


ORAÇÃO: (o presidente reza a Oração do dia)

2 - LITURGIA DA PALAVRA

Comentarista: A Palavra de Deus hoje convida a nos empenhar com responsabilidade na administração do seu Reino. Isto se realiza na medida em que entramos na profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus, que são fruto da experiência do encontro com o Filho do Deus Vivo.

1ª Leitura: Isaías 22, 19,23

Salmo Responsorial: 137/138

2ª Leitura: Romanos 11,33-36

Canto de aclamação....

Evangelho: Mt. 16, 13-20

Sugestões para a reflexão:
- O/a catequista deve sempre de novo se questionar sobre quem é Jesus em sua vida. Pois só poderá levar os catequizandos a uma experiência de encontro com Jesus se ele/ela  tiver aprofundado por primeiro seu relacionamento com o mestre. Muitas vezes Jesus se torna apenas uma lembrança distante como Elias, ou outro profeta. Para que Ele seja o Filho do Deus vivo é preciso renovar cada dia nosso desejo de viver na intimidade com Ele.
- A esse respeito o papa Francisco nos diz: “Precisamos recomeçar a partir de Cristo. O que significa estar familiarizado com Ele. A primeira coisa que um discípulo deve fazer, é estar com o mestre, ouvi-lo, aprender com Ele e isso é uma jornada que dura a vida inteira. Não basta dizer: Tenho o título de catequista. Isto não ajuda em nada!  Como é a presença do senhor em sua vida? Quando você olha para o Tabernáculo, o que você faz? Olhar para o Tabernáculo é ao mesmo tempo deixar se olhar por Ele. Isso aquece o coração, mantém a amizade com o Senhor,  faz você sentir que o senhor realmente olha, está perto de você e te ama. Não desanime! Ele ama você! Deixe se olhar por Ele. Nada mais! Eu entendo que para vocês não é tão fácil, especialmente para aqueles que são casados e tem filhos, é difícil encontrar um tempo para estar com o Senhor. Pergunte-se: como posso estar com Jesus, permanecer em Jesus?”

Profissão de Fé: Motivados pelo evangelho que refletimos e as palavras do papa Francisco queremos renovar como catequistas nosso compromisso na educação da fé dos catequizandos dessa comunidade.  (cada catequista acende uma vela no Círio Pascal e em semicírculo ao redor do Círio rezam com toda a comunidade o CREIO).

Preces comunitárias:

Presidente: Com muita confiança e gratidão queremos nos dirigir ao Senhor e colocar-nos à sua disposição para construir o reino de vida e de amor...
Todos: EIS-ME AQUI, ENVIA-ME!

Leitor/a 1: Para ajudar que  toda a Igreja de Jesus Cristo seja fiel ao seu Senhor reconhecendo nele o Messias Filho do Deus Vivo e principal protagonista da evangelização...

Todos: EIS-ME AQUI, ENVIA-ME!

Leitor/a 2: Para colaborar com o processo de Iniciação à Vida Cristã, uma catequese de inspiração catecumenal  que o Concílio Vaticano II recuperou...

Todos: EIS-ME AQUI, ENVIA-ME!

Leitor 1: Para que em todos os regionais da CNBB seja assumido com responsabilidade o processo de preparação do Seminário Nacional de Iniciação à vida Cristã que acontecerá em novembro desse ano...

Todos: EIS-ME AQUI, ENVIA-ME!

Leitor 2: Na Igreja a vocação do catequista é antes de tudo profética. Dai-nos sempre a coragem de assumir o risco de ir para as periferias existenciais para levar a Vida e o Amor Deus...

Todos: EIS-ME AQUI, ENVIA-ME!

Leitor/a 1: Como catequistas, proclamadores da Palavra, sejamos também praticantes daquilo que anunciamos...

Todos: EIS-ME AQUI, ENVIA-ME!

Presidente da Celebração: Rezemos por fim pelo grande número de catequistas fiéis à sua missão até o fim que já partiram desta vida. Que o Deus de amor os tenha em sua misericórdia e contemplem eternamente a sua Face.  Isto pedimos por Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo...
Todos: Amém!

Canto do Ofertório

3 -ORAÇÃO EUCARÍSTICA V

Após a Comunhão:

Comentarista: Para sermos testemunhas vivas da fé em Jesus que anunciamos no processo de Iniciação à Vida Cristã precisamos ser como ramos verdes, cheios de seiva e dinamismo. Queremos manifestar neste momento de ação de graças nosso desejo de caminhar sempre com o Mestre e pedir que ele sempre caminhe conosco, através da oração do/da Catequista.

Gesto: (A coordenadora entrega a cada catequista um ramo verde que está com os outros símbolos)

Todos: ORAÇÃO DO (DA) CATEQUISTA
Como os discípulos de Emaús, somos peregrinos. Vem caminhar conosco!
Dá-nos teu Espírito, para que façamos da catequese caminho para o discipulado.
Transforma nossa Igreja em Comunidade de comunidades, orantes e acolhedoras, testemunhas de fé, de esperança, de caridade e de alegria.
Abre nossos olhos para reconhecer-Te nas situações em que a vida está ameaçada.
Aquece nosso coração, para que sintamos sempre a tua presença.
Abre nossos ouvidos para escutar tua palavra, fonte de vida e missão.
Ensina-nos a partilhar o pão e a vida em nossa caminhada. Permanece conosco, Senhor!
Faz de nós discípulos missionários, a exemplo de Maria, Mãe da fidelidade.
Tu que és o caminho, a verdade e a vida. Amém.

Comentarista: Cada catequista coloca o galho verde num vaso com água lembrando o Batismo e o próprio Jesus que é a água viva, a seiva de nossa vida. Enquanto isso cantamos....

Canto: Eis-me aqui, Senhor! Eis-me aqui, Senhor!
Pra fazer Tua vontade, pra viver no Teu amor.
Pra fazer Tua vontade, pra viver no Teu amor,
Eis-me aqui, Senhor!


1- O Senhor é o Pastor que me conduz por caminho nunca visto me enviou.
Sou chamado a ser fermento, sal e luz, e por isso respondi: aqui estou!

2- Ele pôs em minha boca uma canção, me ungiu como profeta e trovador,
Da história e da vida do meu povo, e por isso respondi: aqui estou!

3- Ponho a minha confiança no Senhor, da esperança sou chamado a ser sinal,
seu ouvido se inclinou ao meu clamor, e por isso respondi: aqui estou!


4 - RITOS FINAIS....

Fonte: http://cnbbs2.org.br/site/2014/08/celebracao-para-o-dia-do-catequista-2014/

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mensagem para o Dia do catequista


O Dia do Catequista é celebrado no dia 25 de agosto em todo Brasil. O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Animação Bíblico-Catequética, Dom Jacinto Bergmann, divulgou uma mensagem a esses importantes atores da caminhada da comunidade eclesial. Leia a mensagem:

Mensagem aos/às catequistas do Brasil

Um grande grito de louvor e ação de graças brota do nosso coração, por ocasião, mais uma vez, do Dia do/a Catequista. Nele celebramos o ministério bíblico-catequético de todos nós, tão essencial na vida da Igreja! O que seria da Igreja no Brasil, sem a plêiade de catequistas espalhados por todas as “periferias existenciais” do seu imenso território?

Neste ano de 2013, ainda em pleno Ano da Fé, fazemos a memória sagrada do documento “Catequese Renovada”. Desejo que cada um/uma de vocês sinta profunda alegria, não somente pelo documento escrito, mas por causa de toda a vida que ele gerou e impulsionou em nossa caminhada eclesial. Muitos de vocês, os/as mais vividos/as, guardam na mente e no coração o grande mutirão – um verdadeiro “vendaval” provocado pelo Espírito Santo - que trazia um dinamismo novo à nossa prática bíblico-catequética. Todos nós vimos ou ouvimos falar do imenso esforço feito por pessoas que gastaram o melhor de suas vidas para divulgar e tornar vivo em nossas comunidades este espírito novo.  Quero destacar, de modo muito especial, o Frei Bernardo Cansi, que já está na casa do Pai, de onde continua a nos inspirar. Este homem fez da “Catequese Renovada” sua grande missão para servir Jesus Cristo de forma incansável: uma verdadeira paixão que contagiou milhares de catequistas por todo o Brasil. Na pessoa dele agradecemos a Deus toda a nuvem de catequetas e biblistas a serviço da renovação bíblico-catequética. E também agradecemos a Deus por cada um de vocês que até hoje lutam e, sem esmorecer, continuam a lutar para tornar realidade o processo de Iniciação à Vida Cristã e de Animação Bíblica da Vida e da Pastoral, que são os frutos atuais desse esforço de renovação.

Neste Dia do/a Catequista também não podemos deixar de lembrar o que aconteceu entre nós há um mês atrás . O profundo processo bíblico-catequético desencadeado pela JMJ, envolvendo grande número de bispos, presbíteros, religiosos e leigos – especialmente jovens -, mas tendo o papa Francisco como catequista principal. Ele apareceu diante de nossos olhos maravilhados de uma maneira muito simples mas profundamente tocante de evangelizar. Uma catequese, feita por ele, de gestos, de atitudes, de simbologias e de palavras cheias de afeto e unção dirigidas ao coração dos jovens e de todas as pessoas, provocando ânimo, coragem, esperança e intensa alegria. Uma perfeita experiência de catequese “comunitária, vivencial e bíblica”, como o próprio documento “Catequese Renovada” propõe.

Por fim recordamos, agradecidos, o papel de Nossa Senhora Aparecida, grande catequista que sustenta a fé, a esperança e o amor do nosso povo brasileiro. Que ela esteja sempre ao nosso lado e nos alcance a bênção da Trindade Santa!

PARABÉNS, queridos/as catequistas da nossa Igreja no Brasil!

Dom Jacinto Bergmann
Arcebispo de Pelotas/RS
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética

terça-feira, 23 de março de 2010

A Catequese no Documento de Aparecida - a pessoa do catequista

A V Conferência de Aparecida aconteceu de 13 a 31 de maio de 2007, em Aparecida, São Paulo.
Os números da V Conferência
21 Conferências Episcopais de toda a América Latina e Caribe enviaram anotações e relatórios. Também enviaram sua contribuição os Departamentos da CELAM, alguns Dicastérios romanos e outros organismos e eventos continentais
2.400 é o total de páginas recebidas com valiosa contribuição
188 é o número de páginas do Documento oficial da CELAM - Síntesis de los Aportes Recebidos para la V Conferencia General del Episcopado Latinoamericano.
266 é o total dos participantes, sendo:
162 delegados
81 convidados
8 observadores
15 peritos

SOBRE OS PAÍSES
800 Dioceses e Arquidioceses
1300 Cardeais, Arcebispos e Bispos
39.000 sacerdotes diocesanos
22.950 sacerdotes religiosos (ligados a congregações e ordens religiosas)
4.700 diáconos permanentes
40.650 religiosos (não ordenados) nas diversas Ordens e Congregações religiosas.
112.100 religiosas em todo o Continente
500.370.000 é o número de católicos
600.900.000 – população em toda a América Latina e Caribe.

Há um dinamismo apostólico subjacente a V Conferência. É uma tomada de consciência por parte da Igreja, de que a época da cristandade já passou, e a Igreja não pode se limitar a uma pastoral de manutenção do que já tem e de que, numa sociedade pluralista e secularizada, ela deve ter uma postura mais ativa na proclamação de sua mensagem.
Outra novidade, pela ênfase que recebeu, concerne ao laicato. Havia uma concordância de que a ação pastoral de leigos e leigas será decisiva para o futuro. Assim, boa parte do texto final é dedicada à identidade do discípulo de Jesus Cristo, à sua formação, à sua missão e à sua inserção na Igreja.

Perfil do discípulo de Jesus Cristo (catequista)
No processo de formação de discípulos missionários,  destacamos cinco aspectos fundamentais que aparecem de maneira diversa em cada etapa do caminho, mas que se complementam intimamente e se alimentam entre si:
a) O Encontro com Jesus Cristo: Aqueles que serão seus discípulos já o buscam (cf. Jo 1,38), mas é o Senhor quem os chama: “Segue-me” (Mc 1,14; Mt 9,9). É necessário descobrir o sentido mais profundo da busca, assim como é necessário propiciar o encontro com Cristo que dá origem à iniciação cristã. Esse encontro deve renovar-se constantemente pelo testemunho pessoal, pelo anúncio do querigma e pela ação missionária da comunidade. O querigma não é somente uma etapa, mas o fio condutor de um processo
que culmina na maturidade do discípulo de Jesus Cristo. Sem o querigma, os demais aspectos desse processo estão condenados à esterilidade, sem corações verdadeiramente convertidos ao Senhor. Só a partir do querigma acontece a possibilidade de uma iniciação cristã verdadeira. Por isso, a Igreja precisa tê-lo presente em todas as suas ações.
b) A Conversão: É a resposta inicial de quem escutou o Senhor com admiração, crê nEle pela ação do Espírito, decide ser seu amigo e ir após Ele, mudando sua forma de pensar e de viver, aceitando a cruz de Cristo, consciente de que morrer para o pecado é alcançar a vida. No Batismo e no sacramento da Reconciliação se atualiza para nós a redenção de Cristo.
c) O Discipulado: A pessoa amadurece constantemente no conhecimento, amor e seguimento de Jesus Mestre, se aprofunda no mistério de sua pessoa, de seu exemplo e de sua doutrina. Para esse passo são de fundamental importância a catequese permanente e a vida sacramental, que fortalecem a conversão inicial e permitem que os discípulos missionários possam perseverar na vida cristã e na missão em meio ao mundo que os desafia.
d) A Comunhão: Não pode existir vida cristã fora da comunidade: nas famílias, nas paróquias, nas comunidades de vida consagrada, nas comunidades de base, nas outras pequenas comunidades e movimentos. Como os primeiros cristãos, que se reuniam em comunidade, o discípulo participa na vida da Igreja e no encontro com os irmãos, vivendo o amor de Cristo na vida fraterna solidária. É também acompanhado e estimulado pela comunidade e por seus pastores para amadurecer na vida do Espírito.
e) A Missão: O discípulo, à medida que conhece e ama o seu Senhor, experimenta a necessidade de compartilhar com outros a sua alegria de ser enviado, de ir ao mundo para anunciar Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e tornar realidade o amor e o serviço na pessoa dos mais necessitados, em uma palavra, a construir o Reino de Deus. A missão é inseparável do discipulado, o qual não deve ser entendido como etapa posterior à formação, ainda que esta seja realizada de diversas maneiras de acordo com a própria vocação e com o momento da maturidade humana e cristã em que se encontre a pessoa. ( DA 278).