Parábola da semente

"Saiu o semeador a semear..." (Mc 4,3)



quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Catequistas Brasil 2026

O evento acontece, de 29 de janeiro (quinta) a 01 de fevereiro (domingo) de 2026, em  Aparecida (SP), no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho. 

Idealizado por Kiara Castro, diretora comercial da Promocat, e apresentado pelo diácono Leo Rabello, o Catequistas Brasil deste ano tem o tema “A fé que nos move ”. E o lema é inspirado na 2ª Carta de Paulo aos Coríntios “Caminhamos pela fé e não pela visão” (2Cor 5,7). 

São esperadas mais de 3 mil pessoas, com mais de 100 palestras e shows programados.

As Irmãs Paulinas estão presentes como palestrantes  e com exposição. 

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Congresso On-line de Catequese Paulinas - 7ª edição

 


Com o tema “Catequese Inclusiva: Da Acolhida na Comunidade à Vivência da Fé”, a VII edição do Congresso On-line de Catequese Paulinas, que ocorrerá de 4 a 6 de março de 2026, propõe uma reflexão profunda e prática sobre o chamado cristão à inclusão. Inspirado pelo mandamento de São Paulo – “Acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo vos acolheu” (Rm 15,7) –, o evento visa transformar a catequese em um espaço onde ninguém fique à margem do anúncio do amor de Deus.

A urgência desta missão é fundamentada nos documentos da Igreja. O Diretório para a Catequese (2020) afirma que a preocupação com as pessoas com deficiência “nasce da ação de Deus” e é central para a evangelização (n. 269). Complementando este ensino, o Papa Francisco pede uma “dupla atenção”: crer na educabilidade para a fé de todos e reconhecer cada pessoa como sujeito ativo na comunidade. No Brasil, onde milhões de pessoas com deficiência têm seu direito à vida sacramental e comunitária reafirmado pelo Diretório Nacional de Catequese, essa discussão é ainda mais crucial.

Objetivos do curso - Para capacitar agentes pastorais e comunidades nesta jornada, a Paulinas Cursos oferece este congresso como um espaço privilegiado de formação, partilha e diálogo. O evento, realizado ao longo de três noites, parte do princípio de que é preciso assumir a pedagogia de Jesus, que acolheu a todos sem exceção. O objetivo é formar catequistas preparados e comunidades conscientes de seu “ser inclusivo”, garantindo que a pessoa com deficiência seja verdadeiramente chamada “para o meio”.




Programação e palestrantes - A programação, rica e diversificada, abordará o tema desde suas bases bíblicas até as aplicações práticas mais atuais. 

Na primeira noite (04/03), Cássio Murilo Dias da Silva explorará as raízes da “A inclusão na Bíblia”, enquanto 

o Prof. Wilson Candido Braga trará a reflexão prática sobre “Como posso contribuir para a verdadeira inclusão?”.

O segundo dia (05/03) aprofundará os fundamentos e a atitude essencial para a inclusão. Ir. Maria Eliene Pereira de Oliveira, fsp, apresentará “A catequese Inclusiva nos documentos da Igreja”, e 

o Prof. Wilson Candido Braga retornará para um tema fundamental: “Acessibilidade atitudinal: O acolhimento faz a diferença”, discutindo as barreiras internas que precisam ser superadas.

A noite de encerramento (06/03) mergulhará em aspectos sensoriais e neurodiversos, essenciais para uma ação pastoral abrangente. 

Ir. Cristiane Rodrigues de Melo, fsp abordará “A catequese que toca os sentidos”, propondo metodologias multissensoriais. Finalmente, 

o Prof. Wilson Candido Braga encerrará o congresso com o vital tema “NEURODIVERSIDADE e NEURODIVERGÊNCIA - Conhecer para incluir”, ampliando o olhar para as diferentes formas de perceber e interagir com o mundo.

Como participar - Desta forma, o congresso se consolida como uma ferramenta imprescindível para quem deseja construir uma Igreja samaritana, onde a catequese seja, de fato, um caminho de fé acessível e vivo para todos, refletindo o abraço incondicional de Cristo.

Faça parte do grupo de WhatsApp do Congresso clicando aqui!

As inscrições estão abertas e podem ser feitas clicando aqui!

 


Sem ter se confessado, uma pessoa enferma pode receber a Comunhão?


                                                      

Maurício, ministro extraordinário da Sagada Comunhão pergunta: 

O ministro pode levar comunhão ao doente ou idoso no asilo, no hospital, em família,  sem que essa pessoa tenha se confessado recentemente?”

Maurício, você sabe o quanto a presença de Jesus na Eucaristia  merece respeito. O pároco ou o sacerdote da Pastoral da Saúde deve visitar todos os enfermos, conversar com eles, atendê-los em Confissão, abençoá-los, dar a Unção dos Enfermos aos que correm risco de vida. Depois, o ministro leva a comunhão. Isso vale para os enfermos em casa ou nos hospitais, bem como para os idosos em suas residências ou nas casas de repouso.

Não se pode banalizar a Eucaristia, distribuindo-a sem critérios. É preciso perguntar à pessoa que vai comungar se ela está consciente do que está recebendo na Comunhão, se sabe da presença real de Jesus no pão consagrado que lhe é entregue.  A Eucaristia não é mais um remédio somado aos tantos que o doente recebe durante o tratamento ou por causa da idade que tem.



quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Catequese do Papa Leão: Dei Verbum (Vaticano II)

 


Leão XIV: em Cristo, Deus revela-se como Pai em um diálogo de aliança

Na Audiência Geral da quarta-feira (21/01), o Papa dedicou sua catequese à Revelação e aprofundou o sentido da ação de Deus como uma experiência relacional, plenamente manifestada em Jesus Cristo, mediador e plenitude de toda a comunicação divina.

“Continuamos a nossa catequese sobre a Constituição Dogmática Dei Verbum do Concílio Vaticano II, sobre a Divina Revelação”, afirmou o Papa Leão XIV no início da catequese desta quarta-feira, 21 de janeiro, na Sala Paulo VI, repleta de fiéis. O Pontífice recordou que Deus não se revela por meio de ideias abstratas, mas em um verdadeiro “diálogo de aliança”, no qual se dirige à humanidade como a amigos. Trata-se, explicou, de um conhecimento que não se limita à comunicação de conteúdos, mas que “partilha uma história e nos chama à comunhão mútua”.

A revelação como encontro pessoal

Segundo Leão XIV, a plenitude da Revelação acontece em um encontro histórico e pessoal, no qual o próprio Deus se entrega e se faz presente, permitindo ao ser humano descobrir-se conhecido em sua verdade mais profunda. Essa experiência encontra sua realização plena em Jesus Cristo.  O Papa destacou que o Filho revela o Pai envolvendo-nos na reciprocidade da sua própria relação com Ele. Em Cristo, os homens têm acesso ao Pai no Espírito Santo e tornam-se participantes da vida divina: “Chegamos, pois, ao pleno conhecimento de Deus ao entrarmos na relação do Filho com o seu Pai, em virtude da ação do Espírito”.

Conhecer o Pai na relação com o Filho

Para ilustrar essa verdade, Leão XIV recordou a oração de júbilo de Jesus narrada por São Lucas, na qual o Senhor louva o Pai por revelar seus mistérios aos pequeninos: “Ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Lc 10,21-22). É nessa dinâmica de relação que o cristão aprende a conhecer Deus como Pai.

Graças a Jesus, acrescentou o Pontífice, conhecemos Deus da mesma forma como somos conhecidos por Ele. Em Cristo, Deus comunica a si mesmo e revela ao homem a sua verdadeira identidade: filhos criados à imagem do Verbo. Assim, ao descobrirmo-nos conhecidos por Deus, reconhecemos também a nossa vocação mais profunda de filhos chamados à vida plena.


Somos salvos por uma Pessoa

O Papa fez questão de enfatizar que a salvação não acontece apenas por vias intelectuais. “O que nos salva e nos chama não é apenas a morte e a ressurreição de Jesus, mas a sua própria pessoa”, afirmou. É a vida inteira do Senhor — que se encarna, nasce, cura, ensina, sofre, morre, ressuscita e permanece entre nós — que comunica a verdade de Deus. Por isso, acrescentou, não basta considerar Jesus como um simples transmissor de verdades abstratas. A Revelação passa por seu corpo real, por sua maneira concreta de ver e viver a realidade. O próprio Cristo convida os discípulos a partilhar o seu olhar confiante sobre o mundo e sobre o cuidado do Pai.

Uma fé que gera confiança filial

Ao concluir a catequese, Leão XIV recordou que, seguindo Jesus até o fim, o cristão chega à certeza de que nada pode separá-lo do amor de Deus. Citando São Paulo, afirmou: 

Se Deus é por nós, quem estará contra nós? Ele, que não salvaguardou o seu próprio Filho, [...] como não haverá de nos conceder, juntamente com Ele, todas as coisas? (Rm 8,31-32). Graças a Jesus, o cristão conhece Deus Pai e entrega-se a Ele com confiança.”

FONTE: Vatican news

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Na Igreja, o problema não são os números, mas o "sentir-se Igreja"

Freepik

Papa Leão recebe e responde a carta de uma catequista

"Aqui na Suíça, é difícil levar os pais e, até mesmo as crianças e os jovens, a confiarem em Deus. Famílias pouco presentes e indiferentes à prática religiosa; crianças atraídas pelo esporte, música, celulares e festas, mais do que pela fé; domingos com igrejas cada vez mais vazias", escreveu uma catequista ao Papa Leão.

O Papa respondeu: "A situação em que você vive não é diferente de outros países. O problema não são os números – que fazem refletir –, mas a falta cada vez mais evidente de consciência de ser Igreja, ou seja, membros vivos do Corpo de Cristo...Como cristãos, sempre precisamos de conversão." 

Ler mais - https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-01/papa-revista-piazza-san-pietro-carta-catequista-suica.html

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Catequese Papa Leão: Dei Verbum

 

"Só quando falamos com Deus podemos também falar de Deus"

Jesus Cristo transforma a relação do homem com Deus

Durante a Audiência Geral na Sala Paulo VI, no dia 14 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV disse : a Constituição dogmática Dei Verbum recorda-nos que Jesus Cristo mudou radicalmente a relação do ser humano com Deus, transformando-a em aliança de amor.

O Papa Leão XIV  iniciou a série de catequeses sobre o Concílio Vaticano II. Nesta quarta-feira começou a aprofundar a Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a divina Revelação.

Trata-se - disse o Papa-, de um dos documentos mais belos e importantes do Concílio, e para introduzi-lo, pode ser útil recordar as palavras de Jesus: "Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai" (Jo 15,15).

"Este é um ponto fundamental da fé cristã, que a Dei Verbum nos recorda: Jesus Cristo transforma radicalmente a relação do homem com Deus; a partir de agora, será uma relação de amizade. Por isso, a única condição da nova aliança é o amor".

A Constituição dogmática Dei Verbum recorda-nos que Jesus Cristo mudou radicalmente a relação do ser humano com Deus, transformando-a em aliança de amor.

Leão, recordando Santo Agostinho que comenta a passagem do Quarto Evangelho, de João, "insiste na perspectiva da graça, que só nos pode tornar amigos de Deus no seu Filho. De fato, um antigo lema dizia: “a amizade surge entre iguais ou torna-nos iguais”. Não somos iguais a Deus, mas o próprio Deus nos torna semelhantes a Ele no seu Filho".

Por esta razão, podemos constatar ao longo das Escrituras, há um momento inicial de afastamento na Aliança, pois o pacto entre Deus e o homem permanece sempre assimétrico: "Deus é Deus e nós somos criaturas; mas, com a vinda do Filho em carne humana, a Aliança abre-se ao seu objetivo final: em Jesus, Deus faz-nos filhos e chama-nos a tornarmo-nos semelhantes a Ele na nossa frágil humanidade".

Em seguida o Papa Leão destacou que as palavras do Senhor Jesus que recordamos — “Eu vos chamei amigos” — repetem-se precisamente na Constituição Dei Verbum, que afirma: "Em virtude desta revelação, Deus invisível, na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos e convive com eles, para os convidar e admitir à comunhão com Ele".

A Constituição Dei Verbum também nos recorda isto: Deus fala conosco. É importante compreender a diferença entre a palavra e a conversa de circunstância, disse Leão XIV. Esta última permanece superficial e não cria comunhão entre as pessoas, enquanto que, nas relações autênticas, a palavra serve não só para trocar informações e notícias, mas para revelar quem somos. "A palavra possui uma dimensão reveladora que cria uma relação com o outro. Assim, ao falar conosco, Deus revela-se como um Aliado que nos convida à amizade com Ele".

"Nesta perspectiva, a primeira atitude a cultivar é a escuta, para que a Palavra divina possa penetrar nas nossas mentes e corações; ao mesmo tempo, somos chamados a falar com Deus, não para Lhe comunicar o que Ele já sabe, mas para nos revelarmos a nós mesmos".

Daí - continuou o Papa -, a necessidade da oração, em que somos chamados a viver e a cultivar a amizade com o Senhor. Isto concretiza-se principalmente na oração litúrgica e comunitária, onde não decidimos o que ouvir da Palavra de Deus, mas sim Ele próprio nos fala através da Igreja. Além disso, realiza-se na oração pessoal, que acontece no coração e na mente.

Leão XIV concluiu recordando que o dia e a semana de um cristão não podem ser desprovidos de tempo dedicado à oração, à meditação e à reflexão. 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

É Natal!

EMANUEL
"Deus conosco"
Deus próximo à nossa vida,
vivendo entre nós.
O Filho de Deus se encarnou e
esvaziou-se,
assumindo a forma de servo" (Fl 2,7)
(Papa Francisco, Dilexit nos 34)