Parábola da semente

"Saiu o semeador a semear..." (Mc 4,3)



terça-feira, 1 de setembro de 2015

Mês da Bíblia 2015 - Discípulos e missionários a partir do Evangelho de João

Como nasceu o Mês da Bíblia?

O Mês da Bíblia - em setembro - surgiu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi levado adiante com a colaboração efetiva do Serviço de Animação Bíblica – Paulinas (SAB), até posteriormente ser assumido pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e estender-se ao âmbito nacional.

Objetivos

- Contribuir para o desenvolvimento das diversas formas de presença da Bíblia, na ação evangelizadora da Igreja, no Brasil;
- Criar subsídios bíblicos nas diferentes formas de comunicação;
- Facilitar o diálogo criativo e transformador entre a Palavra, a pessoa e as comunidades.

TEMAS DO MÊS DA BÍBLIA DE 1971 A 2015

01) 1971 Bíblia, Jesus Cristo está aqui
02) 1972 Deus acredita em você
03) 1973 Deus continua acreditando em você
04) 1974 Bíblia, muito mais nova do que você pensa
05) 1975 Bíblia, palavra nossa de cada dia
06) 1976 Bíblia, Deus caminhando com a gente
07) 1977 Com a Bíblia em nosso lar, nossa vida vai mudar
08) 1978 Como encontrar justiça e paz? O livro de Amós
09) 1979 Bíblia, o livro da criação - Gn 1-11
10) 1980 Buscamos uma nova terra - História de José do Egito
11) 1981 Que todos tenham vida! - Carta aberta de Tiago
12) 1982 Que sabedoria é esta? - As Parábolas
13) 1983 Esperança de um povo que luta - O apocalipse de São João
14) 1984 O caminho pela Palavra - Os atos dos Apóstolos
15) 1985 Rute, uma história da Bíblia - Livro de Rute
16) 1986 Bíblia, livro da Aliança - Êxodo 19-24
17) 1987 Homem de Deus, homem do povo - profeta Elias
18) 1988 Salmos, a oração do povo que luta - O livro dos Salmos
19) 1989 Jesus: palavra e pão - Evangelho de João, cap 6
20) 1990 Mulheres celebrando a libertação
21) 1991 Paulo, trabalhador e evangelizador - Vida e viagens de Paulo
22) 1992 Jeremias, profeta desde jovem - Livro de Jeremias
23) 1993 A força do povo peregrino sem lar, sem terra - 1ª Carta de Pedro
24) 1994 Cântico: uma poesia de amor – Cântico dos Cânticos
25) 1995 Com Jesus na contramão - o Evangelho de Marcos
26) 1996 Jó, o povo sofredor - Livro de Jó
27) 1997 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Marcos
28) 1998 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Lucas
29) 1999 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Mateus
30) 2000 Curso Bíblico Evangelho segundo João: luz para as Comunidades
31) 2001 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos, capítulos de 1 a 15
32) 2002 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos, capítulos 16 a 28
33) 2003 Curso Bíblico Popular - Cartas de Pedro
34) 2004 Curso Bíblico Popular - Oséias e Mateus
35) 2005 Curso Bíblico Popular - Uma releitura do II e III Isaías
36) 2006 Come teu pão com alegria - Eclesiastes
37) 2007 Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom - Gênesis
38) 2008 A Caridade sustenta a Comunidade - Primeira Carta aos Coríntios
39) 2009 A alegria de servir no amor e na gratuidade - Carta aos Filipenses
40) 2010 Levanta-te e vai à grande cidade - Introdução ao estudo do profeta Jonas
41) 2011 Travessia: passo a passo, o caminho se faz (Ex 15,22-18,27) com o lema “Aproximai-vos do Senhor” (Ex 16,9)
41) 2012 Discípulos missionários a partir do evangelho de Marcos
42) 2013 Alegrai-vos comigo, encontrei o que estava perdido (Lc 15).
43) 2014 Discípulos missionários a partir do Evangelho de Mateus, com o lema "Ide, fazei discípulos e ensinai" (cf. Mt 28,19-20)

44)2015 Discípulos e Missionários a partir do Evangelho de João, com o
lema "Permanecei no meu amor para dar muitos frutos" (cf. Jo 15,8-9)
Louvamos e agradecemos a Deus por estes 40 anos de compreensão, vivência e anúncio da Palavra de Deus. Deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo para podermos cada vez mais amá-La (cf. Verbum Domini, 5).

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Dia Nacional do Catequista

No último domingo de Agosto a Igreja comemora o “Dia Nacional do Catequista”. É uma boa ocasião para refletir sobre a vocação do catequista. “Não fostes vós que Me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi” (Jo 15,16). Catequista é ser chamado por Deus para uma importante missão. “O chamado a SER CATEQUISTA não é algo pessoal, mas obra divina, graça. A missão do catequista está na raiz da palavra ‘catequese’, que vem do grego ‘katechein’ e quer dizer ‘fazer eco’”.

Catequista é aquele/la que se coloca a serviço da Palavra, que se faz instrumento para que a Palavra ecoe. O Senhor o/a chama para que, através da vida, da sua pessoa, da sua comunicação, a Palavra seja proclamada, Jesus Cristo seja anunciado e testemunhado.

A Igreja deve à Catequese todo o seu passado. É importante ressaltar a importância do catecumenato na igreja primitiva, que iniciava, aprofundava e difundia a fé de Jesus Cristo. Era perigoso catequizar nos inícios da Igreja por causa do risco do martírio, das perseguições, a exclusão da sociedade, o risco de perder a liberdade por ensinar uma fé proibida pelos poderosos da época. Quantos catequistas morreram mártires ou vítimas das doenças em regiões inóspitas. Todos nos lembramos de nossos catequistas que ainda hoje vão à luta, não se cansam, cumprem religiosamente o seu ministério, e tem um amor invejável pela messe, pelos catequizandos. O futuro da Igreja está nas mãos desses trabalhadores da fé!

Para anunciar e aprofundar a fé nesta sociedade culturalmente hedonista, consumista, injusta, sem qualquer espiritualidade, individualista, violenta, sem respeito pelo ser humano necessitamos da Catequese para chegar ao coração daqueles que foram evangelizados e se entusiasmaram pelo Cristo. O homem precisa se encontrar, ainda mais na sua divisão interior, na sua falta de sentido, preso às cadeias da existência. A importância do Catequista é a sua linguagem e proximidade com as pessoas. O Catequista pode abordar o homem de hoje, entender seus problemas e indicar um caminho de paz, serenidade, amor e alegria de viver. Mas, o Catequista também tem um grande compromisso: de ser fiel à integralidade da mensagem de Cristo e da sua Igreja.

Por meio da catequese, a Igreja vai exercendo de um modo específico a “educação da fé”. Bela missão, rica de possibilidades e também de desafios imensos! Além da catequese institucional oferecida pelas paróquias, todos somos também chamados a ser catequistas. Ao percorrer as atividades catequéticas nas suas mais variadas expressões e condições, segundo as diversas realidades pessoais, culturais, geográficas e mesmo de experiência de fé, de uma certa forma todos somos chamados a exercer essa bela e árdua missão tanto em família, como nas comunidades e na vida pessoal.

 O documento Catequese Renovada, números 144-151, apresenta um roteiro geral sobre a missão do catequista, que podemos assim resumir: 1) O catequista exerce sua missão em nome de Deus e da comunidade profética, em comunhão com os pastores da Igreja; 2) O catequista anuncia a Palavra e denuncia tudo o que impede o ser humano de ser ele mesmo e de viver sua vocação de filho de Deus, e 3) O catequista ajuda a comunidade a interpretar criticamente os acontecimentos, a libertar-se do egoísmo e do pecado e a celebrar sua fé na Ressurreição.

Para cumprir bem sua missão, o catequista deve ser uma pessoa inserida na comunidade eclesial, ter um espírito de abertura e humildade para procurar sempre crescer. É indispensável que o catequista tenha uma experiência pessoal e comunitária da fé para que sua missão seja frutuosa. Importante, ainda, é a participação do catequista em cursos de capacitação, mas é necessário também que tenha consciência de ser membro de uma equipe que trabalha para o mesmo objetivo e, por isso, deve cultivar uma vida comum, refletir, organizar, trabalhar e avaliar junto e, ainda, celebrar comunitariamente a fé e a missão.

Queridos Catequistas, nossas orações e bênçãos neste último domingo do mês de agosto, mês vocacional, pois é o Dia Nacional do Catequista. Aceitem com humildade os dons, carismas e frutos que o Espírito Santo vos confiou. Contem sempre com a oração da Igreja. E mostrem sempre o rosto bonito de Jesus Cristo às pessoas. Os catequistas são muitos de milhares. Precisamos valorizar seu trabalho e ajudá-los nesta transmissão da fé. Rezemos para que Deus sempre envie bons e santos Catequistas para a comunidade catequética.

* Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist. - Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Para rezar com os grupos de Catequese

MOMENTO ORANTE PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO

DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA  CRIAÇÃO 
 1º de Setembro de 2015

I – REZEMOS COM O CORAÇÃO AGRADECIDO

ANIMADOR/A 1- Irmãs e Irmãos! Iniciemos este momento orante com o coração agradecido a DEUS, PAI e MÃE, criador da vida, da natureza e FONTE de vida. Ele nos chama, nos convida à vida em plenitude e nos dá condições para conquistá-la, conservá-la, aprimorando-a sempre mais. Invoquemos a Deus Trindade, cantando:

T.: Canto: Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo! Amém (2x).

A2-  Senhor, Deus da Vida e do Amor, nos Te louvamos e Te agradecemos pelas dádivas da criação:

T.: “Tudo o que existe e respira Te louva, Senhor!”

Leitor/a 1-  Senhor, Deus da Comunhão! Contemplamos Tua face na beleza, na harmonia e na sintonia dos seres criados. Numa só voz, Te louvamos, rezando:

T.: “Tudo o que existe e respira Te louva, Senhor!”

L2-  Senhor, Deus Uno e Trino, que inspiras o cuidado e a manutenção dos seres criados, elevamos a Ti nosso hino de louvor pela instituição do “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação”. Agradecidos, rezamos:

T.:  “Tudo o que existe e respira Te louva, Senhor!”

L1- Senhor, Deus da Sabedoria e do Entendimento, em comunhão com todas as pessoas,comunidades e instituições que se comprometem com o cuidado da criação, fortalecidos e confiantes, rezamos:

T.: “Tudo o que existe e respira Te louva, Senhor!”

A1-  Felizes e agradecidos, cantemos (Salmo 135 – “ Em coro a Deus louvemos” –(Frei Luiz Carlos Susin).

T.: CantoEm coro a Deus louvemos:- eterno é seu amor! Pois Deus é admirável: -eterno é seu amor!
Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!
- Criou o céu e a terra:- eterno é seu amor! Criou o sol e a lua: eterno é seu amor!
- Distribui a vida: - eterno é seu amor! - na planta, peixe e ave: eterno é seu amor!
Na história que fazemos - eterno é seu amor! – Deus vai à nossa frente: eterno é seu amor!
A2-  Oremos:
T.: Ó Pai e Mãe de bondade e ternura, suplicamos que a Tua Palavra ilumine nossas mentes e corações para que vigilantes cuidemos dos tesouros recebidos na criação. E fortalecidos pela tua graça, denunciemos todo mal contra a vida e o meio ambiente. Nós te pedimos na unidade do Filho e do Espírito Santo. Amém!


II – REZEMOS COM O CORAÇÃO PENITENTE

Canto: Pela Palavra de Deus - Frei Luiz Turra- (acolhida da Palavra e símbolos – terra, água, sementes, frutas e Flores).

T.: Pela Palavra de Deus, saberemos por onde andar. Ela é Luz e verdade, precisamos acreditar!

L3-  Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses (1Ts 5,1-6.9-11-  (momentos de silêncio).

A1-  Irmãs e Irmãos, deixemo-nos tocar e transformar pela Palavra de Deus: Expressemos nossos pedidos de perdão por tantas situações pecaminosas (nível pessoal, comunitário, eclesial, social e planetário) que ferem Teu plano de Vida em abundância para todos.

L1-  Senhor, perdão e misericórdia, porque nem sempre temos uma postura profética diante do sistema que visa o lucro exacerbado e, com isto, destrói a natureza. Pedimos...
T.: Perdão e Misericórdia, Senhor!

L2- Senhor, perdão e misericórdia, pelo comodismo, passividade e pouco compromisso que, por vezes, traduzem a nossa vivência cristã. Pedimos...
T.: Perdão e Misericórdia, Senhor!

L3-  A Encíclica Laudato Si’, nos mostra que há uma relação entre a  miséria presente no mundo com a destruição do meio ambiente, a Casa comum. Senhor, tem piedade de nós, pelas vezes que não soubemos cuidar de toda a nossa Casa Comum e não denunciamos as agressões e destruição praticadas contra a vida e o meio ambiente.
T.: Perdão e Misericórdia, Senhor!

(Preces espontâneas).

A2-  Lembremos as pessoas mártires, defensoras da vida, da ecologia: Dom Oscar Romero, Ir. Doroty, (outros nomes).  Confiantes em Tua bondade, ternura e misericórdia, Senhor, ousamos elevar a Ti a oração ensinada por Teu Filho Jesus. E o fazemos envolvendo os braços em nossos irmãos e irmãs que rezam conosco (rezada ou cantada).

T.: Pai Nosso...


III – REZEMOS COM O CORAÇÃO COMPROMETIDO
A1-  A Encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco convida-nos a exaltar a generosidade e gratuidade do Deus Criador! 

L2- “Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe Terra, que nos sustenta, governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras!” (silêncio).

L1-  “O nosso corpo é constituído pelos elementos do Planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a água vivifica-nos e restaura-nos” (silêncio).
T.: “... entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa Terra oprimida e devastada, que está ‘gemendo como que em dores de parto’ “(Rm 8, 22) – (silêncio). 

A2- Imploremos as luzes do alto, para iluminar nossas mentes, encorajar-nos e fortalecer-nos na vivência de atitudes proféticas, na defesa e cuidado da criação (cada pessoa acende uma vela, enquanto se canta):
Canto: Ó luz do Senhor (comunidade G. Champus).

T.: Ó Luz do Senhor, que vens sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós!

A1-  Podemos, de forma livre e espontânea, verbalizar o compromisso que o Espírito Santo, a divina Ruah, soprar em seu interior. Enquanto isso plantamos uma semente na terra boa, na certeza que vai ser germinada, brotará e dará frutos abundantes (música suave).

 Canto: Põe a semente na terra não será em vão, não te preocupes a colheita, plantas para o irmão (bis).

A2- Rezemos em dois coros alternados a oração instituída pelo Papa Francisco.

Oração Cristã com a Criação

L1-  Nós Te louvamos, Pai,/ com todas as tuas criaturas,/ que saíram da tua mão poderosa./ São tuas e estão repletas da tua presença e da tua ternura.

L2-  Louvado sejas Filho de Deus, Jesus,/ por Vós foram criadas todas as coisas.
Foste formado no seio materno de Maria,/ fizeste parte desta terra,/ e contemplaste este mundo com olhos humanos.

L1-  Hoje estas vivo em cada criatura/ com a glória de ressuscitado.
Louvado sejas!

L2-  Espírito Santo, que, com a Tua  luz,/ guias este mundo para o amor do Pai
e acompanhas o gemido da criação, /  Vives também nos nossos corações
a fim de nos impelir para o bem. Louvado sejas!

L1-  Senhor Deus, Uno e Trino,/ comunidade estupenda de amor infinito,/ ensina-nos a contemplar-Te na beleza do universo,/ onde tudo nos fala de Ti. Louvado sejas!

L2-  Desperta o nosso louvor e a nossa gratidão / por cada ser que criaste.
Dai-nos a graça de nos sentirmos / intimamente unidos a tudo o que existe. Louvado sejas!

L1- Deus de amor,/ mostra-nos o nosso lugar neste mundo/ como instrumentos do Teu carinho por todos os seres desta terra, / porque nem um deles sequer é esquecido por Ti. Louvado sejas!

L2.: Ilumina os donos do poder e do dinheiro / para que não caiam no pecado da indiferença,/ amem o bem comum, promovam os fracos,/ e cuidem deste mundo que habitamos. Louvado sejas!

L1-  Os pobres e a Terra estão bradando:
T.: Senhor toma-nos sob o Teu poder e a Tua luz,/ para proteger cada vida,/ para preparar um futuro melhor,/ para que venha o Teu Reino de justiça, paz, amor e beleza. Louvado sejas! Amém.


A1-  Bênção: (por duplas – frente a frente – estender  os braços e colocar as mãos nos ombros um/a do outro/a, enquanto a pessoa que anima reza ou canta): 

- “O Senhor te abençoe e te guarde!
-  O Senhor faça resplandecer sobre ti seu olhar e te conceda sua graça!
-  O Senhor volte para ti o seu olhar e te dê a Paz!” ( Nm 6, 24).
-  E permaneçamos com o Pai, o Filho e o Espírito SantoT.: Amém!

Canto Final (ou outro): 
Por tudo dai graças  (1 Ts 5,18)
Por tudo dai graças, por tudo dai graças
Dai graças por tudo, dai graças, dai graças


(Se houver possibilidade, no final da oração convidar os participantes a um gesto concreto: recolher os materiais que estão ao redor e que prejudicam a mãe Terra, ex.: latas, papéis, plásticos, cacos de tijolos - vidros, telhas, reboco etc. Se não for possível fazer esta ação ao final desta celebração, combinar outro horário para fazê-lo).

FONTE: CRB Nacional

domingo, 5 de abril de 2015

Feliz Páscoa: carinho do papa aos pobres



Mais uma iniciativa de caridade de Francisco, nestes dias de Páscoa: enquanto presidia a Via-Sacra no Coliseu, na sexta-feira santa, seu elemosineiro, o polonês Konrad Krajewski, distribuía envelopes com dinheiro a 300 sem-teto dormem nos arredores das estações ferroviárias de Roma. Esta foi a segunda vez que o gesto se realizou na noite de sexta-feira santa.

“Don Conrado”, como é conhecido o esmoleiro, acompanhado por um Oficial da Esmolaria do Vaticano, Mons. Diego Ravelli, foram às estações de São Pedro, Termini, Tiburtina e outras para distribuir o donativo do Papa entre os moradores de rua.

Nos 300 envelopes havia um cartão do Papa com seus votos de Páscoa, uma foto de Francisco e uma quantia em dinheiro.

“Uma pequena carícia do Papa”, era o que os dois diziam ao entregar o envelope. “Muitos, visivelmente emocionados, beijaram a fotografia de Francisco, pedindo para lhe agradecer pessoalmente”, relata o jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’.

Desde que o nomeou como ‘elemosineiro’, o Papa pediu a Dom Krajewski que ele saísse pessoalmente para encontrar os necessitados e não permanecesse atrás de uma escrivaninha.

Além de dinheiro, ‘Dom Conrado’ já distribuiu guarda-chuvas e sacos de dormir para os sem-teto e organizou a construção de duchas para que a população de rua pudesse tomar banho, e também de uma barbearia. Um grupo de sem-teto chegou até mesmo a visitar o Museu Vaticano e a Capela Sistina.

  Um dos barbeiros voluntários, Marco Patton, que toda segunda-feira oferece seu serviço na barbearia, recebeu de presente, domingo, 5, um ovo de Páscoa do Pontífice, entregue por Dom Krajewski. 

(CM)

segunda-feira, 30 de março de 2015

Celebração de Páscoa



Das trevas para a luz
(Em comunidade, grupos ou em família)

(Ambiente: Mesa com toalha branca, um bonito arranjo de flores,  a Bíblia aberta, vela grande ou círio e velas pequenas para todas as pessoas,  pão grande;  
Material: cartões em branco, figuras com símbolos de Páscoa, pincéis atômicos ou canetas, a palavra “paz”, tesoura e cola)

Comentarista -  Boas vindas a todos que vieram celebrar a Páscoa. Primeiro vamos nos cumprimentar uns aos outros. Depois, vamos acender a vela que está sobre a mesa. Esta vela  significa duas coisas: a nossa fé e a pessoa mais importante desta festa -  Jesus Cristo.
Leitor 1( Coordenador do grupo ou chefe da família) – ( Acende a vela e diz: ) Jesus é a Luz do mundo!
Comentarista -  Vamos todos cantar (ou rezar) a nossa fé.
Canto: Vos sois o Caminho, a Verdade e a Vida, o Pão da alegria descido do céu.
Da noite da mentira, das trevas para a luz,
Busquemos a Verdade, Verdade é só Jesus.
Comentarista: Qual a origem da festa da Páscoa que celebramos?  
Leitor  2: Conforme o  costume religioso judaico, os cristãos começaram a realizar a  especial celebração anual da Páscoa.       Primeiro, por meio de uma vigília noturna. As comunidades passavam a noite toda reunida, do sábado para o domingo da Páscoa. Nesta ocasião, à luz do mistério pascal, primeiro proclamavam e ouviam os textos bíblicos relativos à história da salvação (os textos da criação, do êxodo, da vida de Abraão, os livros dos profetas etc.), entremeando-os com cantos de salmos e hinos bíblicos. Depois, faziam a celebração da Ceia pascal.
            Leitor 3:  No século segundo foi inserida  a bênção da água e a celebração do batismo.
            Leitor  4: Toda Vigília era antecedida por um tríduo, ou seja, três dias de jejum feito pelos que se preparavam para o Batismo e os cristãos batizados.
            Leitor 2: Houve mudanças no decorrer dos tempos, na forma de celebrar. O papa Pio XII, em 1951, estabeleceu que se deveria celebrar como nas origens, ou seja, na noite do sábado santo para o domingo da páscoa. O Vaticano II  confirmou esta norma do papa.
Comentarista: Como celebrar a Páscoa?

Leitor 2: Celebra-se a Páscoa com muita luz. Na Vigília Pascal, noite toda iluminada com a luz do Ressuscitado. 
Leitor 3: Celebramos a Ressurreição de Cristo.  É a noite da vitória, da alegria, da festa, pois a nossa vida  em
Leitor 4: Cristo ressuscitado tornou-se luz, vida e  vitória. Por isso nos reunimos em família, em comunidade.
Leitor 2: Por isso acendemos o Círio Pascal, a grande vela, símbolo de Cristo Ressuscitado que vence toda escravidão.
Leitor 1: Acendemos agora, as nossas velas no Círio e cantamos a nossa ressurreição e nossa vitória no Ressuscitado.

Canto: (refrão que se repete) Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós.

Comentarista: Nesta celebração, também não pode faltar a proclamação da Palavra de Deus. Com nossas luzes acesas, ouviremos a Palavra que é luz para nossas vidas.
Leitor 2: Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos, capítulo 16, versículos de 1 a 7.
Depois que terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, a mãe de Tiago, compraram perfumes para perfumar o corpo de Jesus. No domingo, bem cedo, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo. No caminho perguntavam umas às outras:
- Quem vai tirar para nós a pedra que fecha a entrada do túmulo?
Elas diziam isso porque a pedra era muito grande. Mas, quando olharam, viram que ela já havia sido tirada. Então elas entraram no túmulo e viram um moço vestido de branco sentado no lado direito. Elas ficaram muito assustadas, mas ele disse:
- Não se assustem! Sei que vocês estão procurando Jesus de Nazaré, que foi crucificado; mas ele não está aqui, pois já foi ressuscitado. Vejam o lugar onde ele foi posto. Agora vão e dêem este recado a Pedro e aos outros discípulos: "Ele vai adiante de vocês para a Galiléia. Lá vocês vão vê-lo, como ele mesmo disse."
Leitor 3: As mulheres são as primeiras testemunhas da ressurreição de Jesus. Elas não abandonam o corpo de Jesus no túmulo. Vão até lá, mesmo preocupadas com o peso da pedra. Quem iria retirá-la? São tomadas de surpresa, pois o túmulo estava aberto. Primeiro, elas vivem uma frustração pelo fato de não encontrarem o corpo de Jesus. Não têm a quem ungir. Depois descobrem que para encontrar Jesus, conforme o moço vestido de branco diz, é preciso sair, dar o recado a Pedro e aos outros discípulos que Jesus está vivo. Ressuscitou!
Leitor 4: Jesus ressuscitado aparece outras vezes aos discípulos e lhes confirma a fé, dando-lhes sempre a paz!
Comentarista: Confirmemos também nós a nossa fé, recebida como dom de Deus no Batismo, cantando:
Canto: Creio, Senhor, mais aumentai minha fé (três vezes).
Comentarista: Apagamos agora, nossas velas. O momento especial da celebração da Páscoa é a Eucaristia. 
Leitor 2: Vamos participar ainda hoje ou amanhã da Missa, mas agora fazemos, ao  redor da mesa, a partilha do pão.
Leitor 3: Vamos nos dar as mãos simbolizando a comunhão na fé e no amor e fazendo nossos pedidos (momento para cada um se expressar). Pai nosso...
Leitor 4: Agora partilhamos o pão, ou seja, a vida que Deus nos dá.
( Alguém parte o pão e distribui, enquanto todos, em silêncio recebem e comem).
Comentarista: Deixamos para o final a saudação de Cristo Ressuscitado: a paz! Saudemo-nos em Cristo Jesus, desejando-nos uma Feliz Páscoa!
Canto: Paz, paz de Cristo, paz, paz que vem do amor, lhe desejo irmão.
           Paz que é felicidade de ver em você Cristo nosso irmão!
Comentarista: Esta paz, esta alegria, frutos da Ressurreição de Jesus precisam ser comunicadas. É preciso dar o recado como deram as mulheres na manhã da Ressurreição. Para isto, podemos preparar um cartão com o material disponível para oferecermos a alguém que não pode estar aqui conosco. Podemos colar algum símbolo e escrever uma mensagem (vela, a palavra PAZ, Ressuscitou! Ele está vivo! Feliz Páscoa!).
Leitor 1: Finalizando, queremos pedir ao Senhor que nos abençoe.
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

CF 2015: objetivos, oração e hino


Tema:“Fraternidade: Igreja e Sociedade”
Lema: “Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45)


Ojetivos desta Campanha da Fraternidade:
- Objetivo geral da CF - 2015 CNBB

01 - Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus.

- Objetivos específicos da CF - 2015 CNBB

01 - Fazer memória do caminho percorrido pela Igreja com a sociedade, identificar e compreender os principais desafios da situação atual.

02 - Apresentar os valores espirituais do Reino de Deus e da doutrina Social da Igreja, como elementos autenticamente humanizastes.

03 - Identificar as questões desafiadoras na evangelização da sociedade e estabelecer parâmetros e indicadores para a ação pastoral.

04 - Aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura da paz, do espírito e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas e violentas.

05 - Buscar novos métodos, atitudes e linguagens na missão da Igreja de Cristo de levar a Boa Nova a cada pessoa, família e sociedade.

06 - Atuar profeticamente, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária.


Oração da Campanha da Fraternidade 2015


Ó Pai, Alegria e esperança de vosso povo,

vós conduzis a Igreja, servidora da vida,

nos caminhos da história.


A exemplo de Jesus Cristo

e ouvindo sua palavra

que chama à conversão,

seja vossa igreja testemunha viva de

fraternidade

e de liberdade, de justiça e de paz.


Enviai o vosso Espírito da verdade

para que a sociedade se abra

à aurora de um mundo justo e solidário,

sinal do Reino que há de vir.


Por Cristo Senhor nosso.

Amém!


Hino da CF 2015
1. Em meio às angústias, vitórias e lidas,

no palco do mundo, onde a história se faz, (cf. GS 2)

sonhei uma Igreja a serviço da vida.

/:Eu fiz do meu povo os atores da paz!:/


Quero uma Igreja solidária,

servidora e missionária,

que anuncia e saiba ouvir.

A lutar por dignidade,

por justiça e igualdade,

pois "Eu vim para servir". (Mc 10,45)


2. Os grandes oprimem, exploram o povo,

mas entre vocês bem diverso há de ser.

Quem quer ser o grande se faça de servo:

/:Deus ama o pequeno e despreza o poder.:/(cf. Mc 10,42-45)


3. Preciso de gente que cure feridas,

que saiba escutar, acolher, visitar.

Eu quero uma Igreja em constante saída, (EG, 20)

/:de portas abertas, sem medo de amar!:/


4. O meu mandamento é antigo e tăo novo:

Amar e servir como faço a vocęs.

Sou mestre que escuta e cuida seu povo,

/:um Deus que se inclina e que lava seus pés.:/cf. Jo 13)


5. As chagas do ódio e da intolerância

se curam com o óleo do amor-compaixăo. (cf. Lc 10,29ss)

Na luz do Evangelho, acende a esperança.

/:Vem! Calça as sandálias, assume a missăo!:/

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Campanha da Fraternidade 2015

A Campanha da Fraternidade 2015 será oficialmente lançada no dia 18 de fevereiro, às 10h30, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. 

Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a  Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.

Para auxiliar na vivência e divulgação da Campanha nas dioceses, paróquias e comunidades, a Comissão Executiva da CF 2015 disponibiliza materiais para serem baixados, entre eles o cartaz, textos formativos, hino e partitura, oração e apresentações


De acordo com o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a CF 2015 convida a refletir, meditar e rezar a relação entre Igreja e sociedade.

“Será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas, a organização da sociedade estejam a serviço de todos”, comenta dom Leonardo.