Parábola da semente

"Saiu o semeador a semear..." (Mc 4,3)



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Maratona Bíblica - Mês da Bíblia

No mês da Bíblia, setembro, esta Maratona pode ser realizada nos grupos de Catequese, reflexão bíblica, em família, nos diversos grupos, após a leitura do livro do profeta Jonas. A própria comunidade poderá reproduzir o texto, criar dinâmicas de participação e de premiação. No final do mês, publicaremos o gabarito.
 Jonas – conversão e missão
1. Quem é Jonas?
[ a ] Um profeta maior
[ b ] Um salmista
[ c ] Escritor do Novo Testamento
[ d ] Um profeta menor

2. Qual foi a Palavra que o Senhor dirigiu a Jonas em Jn 1,2?
[ a ] “Venha a um lugar deserto para descansar”.
[ b ] “Levanta-te e vai a Nínive”
[ c ] “Rema mar a dentro e joga as redes para pescar”
[ d ] “Um profeta é desprezado somente na sua terra”

3. Qual era a cidade a que Jonas devia ir para falar em nome de Deus?
[ a ] Jerusalém
[ b ] Belém
[ c ] Nínive
[ d ] Sodoma

4. A mensagem de Deus para ser comunicada à cidade era:
[ a ] “Proclama que a sua maldade chegou até mim”
[ b ] “Eu vos darei a terra de Israel”
[ c ] “Não temas, servo meu”
[ d ] “Eu te tomei pela mão, te formei”

5. Associe o texto preenchendo com a letra o número correspondente.
[ a ] Dias para atravessar Nínive [ ] 120 mil
[ b ] Dentro destes dias Nínive será destruída [ ] 4
[ c ] Número dos ninivitas [ ] 40
[ d ] Número de capítulos do livro de Jonas [ ] 3

6. Ao ouvir o chamado de Deus, Jonas:
[ a ] Partiu para anunciar a conversão a Nínive
[ b ] Fugiu para Tarsis para escapar da presença de Deus
[ c ] Obedeceu ao Senhor
[ d ] Continuou onde estava

7. O que os marinheiros fizeram para acalmar o mar?
[ a ] Mudaram de direção
[ b ] Jogaram Jonas no mar
[ c ] Pediram ajuda a outros barcos
[ d ] Ordenaram às ondas que diminuissem

8. O que aconteceu a Jonas quando foi lançado ao mar?
[ a ] Salvou-se numa boia
[ b ] Nadou até chegar à praia
[ c ] Foi engolido por um grande peixe
[ d ] Foi salvo por outro navio

9. Como os ninivitas responderam ao anúncio de Jonas: “dentro de 40 dias Nínive será destruída”?
[ a ] Creram em Deus, fizeram jejum, se vestiram de pano de saco, fizeram penitência
[ b ] Não ligaram
[ c ] Os ninivitas se irritaram
[ d ] Pediram mais tempo para se converterem

10. Complete a mensagem de Deus a Jonas (Jo 4,10-11):
“Tu tens .................... de uma mamoneira que não te custou cultivá-la, que brota numa ............... e na outra morre, e eu não vou ter .................. de ............, a grande cidade em que habitam mais de ............................ homens?”

11. Marcar no caça-palavras, as palavras de Jonas em Jn 4,2, onde ele reconhece que o Senhor é : “um Deus compassivo, clemente, lento para a ira e cheio de amor”

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mês da Bíblia - destaque para a evangelização e a missão na cidade

Dom Eugênio Rixen fala do mês da Bíblia 2010
Desde o Vaticano II, a Bíblia ocupou um espaço privilegiado na família, nos grupos de reflexão, círculos bíblicos, na catequese e nas pequenas comunidades. A Igreja no Brasil desenvolveu toda uma prática de leitura e reflexão da Bíblia que muito contribui para o sustento da fé e da caminhada das pessoas. É uma forma muito rica de viver a missão da Igreja que é a de servir a Palavra.

O Mês da Bíblia surgiu há 39 anos por ocasião do 50º aniversário da Arquidiocese de Belo Horizonte. Desde então tem destacado a importância da leitura, do estudo e da contemplação das Sagradas Escrituras. Na verdade, o Mês da Bíblia contribuiu muito para o desenvolvimento da Pastoral Bíblica no âmbito paroquial e diocesano. Hoje, se percebe a necessidade da Animação Bíblica das Pastorais em vez da existência de apenas uma pastoral entre as demais dedicada às Sagradas Escrituras. A Animação Bíblica vem a ser a forma mais adequada de acentuar a centralidade da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, juntamente com as Instituições Bíblicas, no desejo de dar continuidade à XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (2008), que destacou especialmente o mandato missionário de todo cristão como consequência do batismo, propõe para o ano de 2010, no mês da Bíblia, o estudo e a meditação do Livro de Jonas com destaque para a evangelização e a missão na cidade.

O Sínodo pediu que a consciência desse mandato missionário e discipular fosse aprofundada em cada paróquia e comunidade, nas pastorais, nos movimentos e nas organizações católicas. Também foi desejo dos Padres Sinodais que se propusessem novas iniciativas para se fazer chegar a “Palavra de Deus a todos, especialmente, aos irmãos batizados, mas não suficientemente evangelizados” (Proposição 38).

Além disso, a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em Aparecida - SP (2007), também destacou o valor do mandato missionário, enfatizando os novos areópagos da missão (DAp 491-500). Areópago, literalmente, significa colina de Ares, localizada na antiga cidade grega de Atenas. Nesse lugar, a céu aberto, a cidadania era exercida em assembleias que tratavam de importantes assuntos no âmbito da política e da religião. Foi ali, conforme At 17, 16-33, que São Paulo apresentou o Evangelho, pela primeira vez, a um ambiente de cultura grega. Atualmente, o areópago, em sentido simbólico, significa os novos contextos de missão. Os encontros sobre o livro de Jonas ajudarão a Igreja a vivenciar o mandato missionário no enfrentamento de novos desafios.

Na linha do ecumenismo da Campanha da Fraternidade deste ano, o livro de Jonas reforça a idéia da universalidade do amor de Deus, que reconhece o valor de todos; no horizonte aberto pelo Ano Paulino, esse texto da Escritura nos faz refletir sobre a evangelização do mundo urbano. Assim, Jonas será uma grande contribuição para que o entusiasmo não esfrie e a Igreja possa continuar ampliando sua reflexão sobre a amplitude de sua missão. De fato, a escolha deste livro bíblico para o mês de setembro tem por objetivo tirar os católicos do comodismo e do julgamento preconceituoso e os encaminhar para a evangelização da cidade.

Existem muitas formas de se aproximar da Sagrada Escritura, porém, existe uma privilegiada à qual todos somos convidados: o exercício da Leitura Orante (Lectio Divina) da Sagrada Escritura que, se bem praticada, nos conduz ao encontro com Jesus (Cf. DAp 249).

Por isso, escolhemos esta forma de contato com a Palavra de Deus para este mês da Bíblia. Agradeço à Aíla Luzia Pinheiro de Andrade, da Comunidade Nova Jerusalém, pela elaboração deste subsídio.

Que o estudo e a meditação do livro de Jonas nos ajudem a vencer a tentação de fugir dos desafios da missão e nos tornem capazes de acolher a todas as pessoas sem acepção.

Dom Eugênio Rixen Bispo de Goiás - GO
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral
para a Animação Bíblico-Catequética

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Setembro - Mês da Bíblia

Tema: Levanta-te e vai à grande cidade (Jn 1,2)
Há 39 anos a Igreja do Brasil celebra no mês de setembro o Mês da Bíblia. A celebração teve sua origem na arquidiocese de Belo Horizonte, em 1971, e foi se espalhando para todo o Brasil.
O objetivo do mês da Biblia, segundo a assessora da Comissão Bíblico-Catequético da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é infundir no povo a convicção de que a Palavra de Deus é, por excelência, o livro que deve ser inserido na vida de cada pessoa. Fazer com que as famílias sintam necessidade de ter uma Bíblia em casa e incentivar a reunião das comunidades para o estudo e a vivência da Palavra de Deus.
Para este ano o livro proposto é a Carta de São Paulo ao Filipenses, cujo tema é “Alegria de servir no amor e na gratuidade” e o lema: “Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,5).
Histórico do Mês da Bíblia
1971: A celebração do Mês da Bíblia, na Arquidiocese de Belo Horizonte por sugestão e coordenação das Irmãs Paulinas, Pe. Antonio Gonçalves e outros.
1976: As Irmãs Paulinas visitaram 30 dioceses de Minas Gerais e Espírito Santo propondo o Mês da Bíblia como opção de evangelização, em continuidade à Campanha da Fraternidade.
1978: O Mês da Bíblia se estendeu, oficialmente, ao Regional Leste 2 da CNBB, Minas Gerais e Espírito Santo, e a muitas outras dioceses do Brasil.
1985: O Mês da Bíblia passou a ser animado pelo Serviço de Animação Bíblica - SAB e se estendeu a todo o Brasil. Com a participação na Federação Bíblica Católica, o Mês da Bíblia, se estendeu a outros países da América Latina.
1997: Com o projeto Rumo ao Novo Milênio (RNM), o tema do mês da Bíblia estendeu-se ao ano todo.
01 - 2003: Prosseguiu com o Projeto Ser Igreja no Novo Milênio.
2004 - 2007: Prosseguiu com o Projeto Queremos ver Jesus.

4. Temas do Mês da Bíblia de 1971 a 2009
01) 1971 Bíblia, Jesus Cristo está aqui
02) 1972 Deus acredita em você
03) 1973 Deus continua acreditando em você
04) 1974 Bíblia, muito mais nova do que você pensa
05) 1975 Bíblia, palavra nossa de cada dia
06) 1976 Bíblia. Deus caminhando com a gente
07) 1977 Com a Bíblia em nosso lar, nossa vida vai mudar
08) 1978 Como encontrar justiça e paz? O livro de Amós
09) 1979 Bíblia, o livro da criação - Gn 1-11
10) 1980 Buscamos uma nova terra - História de José do Egito
11) 1981 Que todos tenham vida! - Carta aberta de Tiago
12) 1982 Que sabedoria é esta? - As Parábolas
13) 1983 Esperança de um povo que luta - O apocalipse de São João
14) 1984 O caminho pela Palavra - Os atos dos Apóstolos
15) 1985 Rute, uma história da Bíblia - Pão, família e terra, o Livro de Rute
16) 1986 Bíblia, livro da Aliança - Êxodo 19-24
17) 1987 Homem de Deus, homem do povo - profeta Elias
18) 1988 Salmos, a oração do povo que luta - O livro dos Salmos
19) 1989 Jesus: palavra e pão - Evangelho de João, cap 6
20) 1990 Mulheres celebrando a libertação
21) 1991 Paulo, trabalhador e evangelizador - Vida e viagens de Paulo 22) 1992 Jeremias, profeta desde jovem - Livro de Jeremias
23) 1993 A força do povo peregrino sem lar, sem terra - 1ª Carta de Pedro
24) 1994 Cântico: uma poesia de amor
25) 1995 Com Jesus na contramão - o Evangelho de Marcos
26) 1996 Jó, o povo sofredor - Livro de Jó
27) 1997 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Marcos
28) 1998 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Lucas
29) 1999 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Mateus
30) 2000 Curso Bíblico Evangelho segundo João: luz para as Comunidades
31) 2001 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos, capítulos de 1 a 15
32) 2002 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos, capítulos 16 a 28
33) 2003 Curso Bíblico Popular - Cartas de Pedro
34) 2004 Curso Bíblico Popular - Oséias e Mateus
35) 2005 Curso Bíblico Popular - Uma releitura do II e III Isaías, a partir de Jesus
36) 2006 Come teu pão com alegria - Eclesiastes
37) 2007 Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom - Gênesis
38) 2008 A Caridade sustenta a Comunidade - Primeira Carta aos Coríntios
39) 2009 A alegria de servir no amor e na gratuidade - Carta aos Filipenses
40) 2010 Levanta-te e vai à grande cidade (Jn 1,2)

Confira o tema deste ano de 2010

“Levanta-te e vai à grande cidade: introdução ao estudo do profeta Jonas” é o título do subsídio preparado pelo grupo Shemá, do Serviço de Animação Bíblica, para o mês da Bíblia de 2010. Ele apresenta um estudo e círculos bíblicos, sobre o livro do Profeta Jonas. Este profeta foi escolhido tendo presente, a necessidade de anunciar a Palavra nas grandes cidades e perceber o lado positivo da realidade urbana.
O Livro de Jonas está inserido entre os livros proféticos, porque fala de um profeta que deve proferir um oráculo de Deus. Mas é muito diferente dos demais livros propriamente proféticos, não pelo seu conteúdo, mas pela sua forma narrativa que o aproxima mais de um conto ou lenda popular, por causa de seus elementos fabulosos e míticos e, mais ainda pelo seu conteúdo sapiencial.
Podemos dizer que seu autor misturou bem os elementos do profetismo bíblico, da imaginação popular e da literatura sapiencial. O resultado dessa mistura é um escrito bem leve, que trata de coisas sérias com um toque de humor e poesia, e trata sobre a recusa de um profeta a fazer o anúncio da mensagem de Deus, na cidade de Nínive (capital da Assíria).

Quem é o autor principal em cena?
Jonas é apresentado como se fosse o profeta que fez um oráculo de restauração de Israel, no tempo de Jeroboão II (783‑ 743 a.E.C.): “Jonas, filho de Amitai, que era de Gat‑Hofer” (Jn 1,1; 2Rs 14,25). Mas isso é uma ficção. O autor do livro está apenas servindo‑se de um profeta desconhecido, do passado, para protagonizar sua narrativa, que não condiz com a época de Jeroboão II. O Jonas deste livro não é um herói, não faz nenhuma façanha, não é um santo; ao contrário, ele desobedece a Deus, contesta suas ações e, nem de longe, é o principal ator na cena. Deus é realmente o personagem central da história: Ele envia Jonas a Nínive (1,1); segue Jonas a caminho de Tarsis, provoca a tempestade (1,4), solicita um peixe para salvá-lo (2,1), reenvia Jonas a Nínive (3,1), salva Nínive penitente (3,10) e questiona Jonas (4,1ss.).

O que o autor pretende com esse escrito?
Infelizmente, quando falamos de Jonas, a primeira imagem que nos vem à mente é o profeta no ventre de uma “baleia” (na verdade, fala‑se não de “baleia” mas sim de um “grande peixe”: 2,1‑11). Esse elemento — o mais fabuloso da narrativa — foi enfocado também por Jesus, comparando‑o à sua morte e ressurreição após três dias (cf. 8,31). Mas esse episódio não ocupa mais do que dois versículos do texto. Não é o centro da narrativa. O peixe é somente um instrumento na mão divina. Mas, Deus é o centro. Ele não é apenas o Deus de Israel, que o escolheu e o amou; Ele é o Deus de todos os povos, aos quais ama e por quem tem misericórdia. Por que, então, Jonas tentava fugir de Deus, até o ponto de pedir para ser atirado ao mar?

Por que Jonas tenta fugir de Deus?
Porque o anúncio é dirigido a um povo estrangeiro, habitante de Nínive, e não ao povo de Israel. Ora, essa cidade foi, por séculos, a capital do Império Assírio, que chegou a dominar e dissolver totalmente o antigo Reino de Israel, ao norte. Trata‑se, portanto, de uma mensagem dirigida a um dos grandes inimigos de Israel! É fácil pensar que Jonas ficaria muito feliz em anunciar a essa gente, que sua cidade seria destruída dentro de quarenta dias. Mas Jonas se nega a anunciar esse acontecimento! Por quê?
A resposta está em Jn 4,1‑3. Jonas sabe que Deus terá misericórdia e compaixão, por isso se recusa a anunciar a mensagem. Jonas não consegue escapar de Deus, pois a revelação da misericórdia que Deus está para anunciar ao povo de Nínive, por meio do profeta, é irrenunciável. Deus insiste com Jonas e não abre mão de sua colaboração, como profeta.
Esta narrativa ilustra a concepção universal da teologia sapiencial. Ela esclarece que a misericórdia de Deus é dirigida a todos os povos. É um livro que critica qualquer intolerância e arrogância de alguns grupos em Israel, e que pode continuar até hoje na nossa realidade, em nossa comunidade, em nossos comportamentos. Mas, como entender o conteúdo do Livro?
O Livro de Jonas tem profundas raízes bíblicas, tanto nos profetas quanto na literatura sapiencial. Não devemos nos fixar nos elementos fabulosos da narrativa. O mar e as atividades humanas ligadas a ele, como a pesca e as viagens, desde a antiguidade até hoje, são frequentemente associados a certas superstições.
A época da composição do Livro é o século IV a.E.C. Nessa época, Nínive já não mais existia, pois fora destruída em 612 a.E.C. O Livro faz referência a ela como uma realidade distante, no passado (Jn 3,3). Trata‑se, pois, de uma ficção literária. É um escrito pós‑exílico e representa uma corrente mais aberta, tolerante e universalista do judaísmo que se formou nesse período. Pode ser uma reação à política nacionalista de Esdras e Neemias, que tratavam os estrangeiros como pessoas tão indignas de confiança, que os israelitas casados com mulheres estrangeiras, deviam divorciar‑se e os estrangeiros deviam ser expulsos do Templo (cf. Esd 9 e Ne 13).

O Livro pode ser dividido em duas partes: o primeiro chamado de Deus a Jonas (1,1–2,11) e o segundo chamado de Deus a Jonas (3,1–4,11).
Cada uma dessas partes tem três subdivisões paralelas:
Primeira parte                                                  Segunda parte
1,1-3 Deus envia Jonas em missão aos pagãos      3,1-4
1,4-16 Deus e os pagãos                                      3,5-10
2,1-11 Deus e Jonas                                            4,1-11
Nosso estudo, neste fascículo, abordará os seguintes temas:
1) O chamado e a fuga de Jonas: O profeta resistente;
2) Três dias de retiro com Jonas: Na fuga, Jonas encontra a salvação;
3) Levanta‑te e vai à grande cidade: “Vai e anuncia a mensagem que eu te disser”;
4) Deus rico em misericórdia: A salvação é para todos.
Uma celebração final nos convida a entrarmos também em clima de missão nas grandes cidades, aliás, em nosso imenso continente americano e no Caribe, como nos pediram os bispos reunidos na assembleia do CELAM, em Aparecida, em maio de 2007: a grande “missão continental”. Jonas nos ajuda, então, a retomar e rever a nossa missão, seus objetivos, seus métodos, seus conteúdos e os próprios conceitos que temos de Deus.
Fonte: SAB - SERVIÇO DE ANIMAÇÃO BÍBLICA
 http://www.paulinas.org.br/sab/mes-biblia.aspx

domingo, 29 de agosto de 2010

Dia do Catequista: 29 de agosto

No quarto domingo de agosto, 22, celebra-se o dia do/a catequista que assume e vive sua vocação na Igreja e no mundo.

Quem é o/a catequista?
Ë a pessoa integrada na comunidade, que se dedica ao serviço do anúncio da Palavra, tornando-se porta-voz da experiência cristã de toda a comunidade. Sua vocação nasce do Sacramento do Batismo, é fortalecida pela confirmação, alimentada pela Palavra de Deus e Eucaristia.

Para isto é fundamental que o catequista viva a espiritualidade de seguir Jesus, o que significa ouvir seu chamado, viver apaixonado por Ele, segui-lo com profunda convicção. O catequista, a partir da sua experiência de fé, anuncia Jesus Cristo.

O que diz o Documento de Aparecida?
Ao receber a fé e o batismo, os cristãos acolhem a ação do Espírito Santo que leva a confessar a Jesus como Filho de Deus e a chamar Deus “Abba”. Todos os batizados e batizadas da América Latina e do Caribe, “através do sacerdócio comum do Povo de Deus”, somos chamados a viver e a transmitir a comunhão com a Trindade, pois “a evangelização é um chamado à participação da comunhão trinitária”.
(DAp 157).

Importância da catequese na Igreja
A catequese foi sempre considerada pela Igreja como uma das suas tarefas primordiais, porque Cristo ressuscitado, antes de voltar para o Pai, deu aos Apóstolos uma última ordem: fazer discípulos de todas as nações e ensinar-lhes a observar tudo aquilo que lhes tinha mandado (1). Deste modo lhes confiava Cristo a missão e o poder de anunciar aos homens aquilo que eles próprios tinham ouvido do Verbo da Vida, visto com os seus olhos, contemplado e tocado com as suas mãos (2). Ao mesmo tempo, confiava-lhes ainda a missão e o poder de explicar com autoridade aquilo que Ele lhes tinha ensinado, as suas palavras e os seus actos, os seus sinais e os seus mandamentos. E dava-lhes o Espírito Santo, para realizar tal missão. (Catechesi Tradendae, 1).
Papel do catequista
Nenhuma metodologia, por quanto possa ser experimentada, dispensa a pessoa do catequista em cada uma das fases do processo de catequese.
O carisma que lhe é dado pelo Espírito, uma sólida espiritualidade e um transparente testemunho de vida constituem a alma de todo método, e somente as próprias qualidades humanas e cristãs garantem o bom uso dos textos e de outros instrumentos de trabalho.
O catequista é, intrinsecamente, um mediador que facilita a comunicação entre as pessoas e o mistério de Deus, e dos sujeitos entre si e com a comunidade. Por isso, deve empenhar-se a fim de que a sua visão cultural, condição social e estilo de vida não representem um obstáculo ao caminho da fé, criando sobretudo as condições mais apropriadas para que a mensagem cristã seja buscada, acolhida e aprofundada.
O catequista não esquece que a adesão crente das pessoas é fruto da graça e da liberdade e, portanto, faz com que sua atividade seja sempre amparada pela fé no Espírito Santo e pela oração.
Enfim, de substancial importância é a relação pessoal do catequista com o destinatário da catequese. Tal relação se nutre de paixão educativa, de engenhosa criatividade, de adaptação e, ao mesmo tempo, de máximo respeito pela liberdade e amadurecimento da pessoa.
Em razão do seu sábio acompanhamento, o catequista realiza um dos mais preciosos serviços da ação catequética: ajuda os destinatários da catequese a distinguirem a vocação para a qual Deus os chama. (Congregação para o Clero, Diretório Geral para Catequese, 156)

Oração pelos catequistas
A Igreja, que tem a responsabilidade de catequizar aqueles que crêem, invoca o Espírito do Pai e do Filho, suplicando-Lhe que faça frutificar e fortalecer interiormente todos aqueles trabalhos que, em todas as partes, se realizam em favor do crescimento da fé e da seqüela de Jesus Cristo Salvador. (Congregação para o Clero, Diretório Geral para Catequese, 290).


Oração do Catequista
PAI NOSSO
Primeiro catequista da humanidade e nosso Mestre
Pai de todos nós, seus discípulos e missionários
Presente na vida e na missão de todos os catequistas
Presente nos catequizandos que acompanhamos

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME:
Na Palavra que anuncio
Na atenção que dedico aos catequizandos
Pelo/a catequista que sou.

VENHA A NÓS O VOSSO REINO:
Reino de paz e justiça
Reino de fé e testemunho
Reino de amor
Reino de serviço e doação

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU:
Em minha vida e na vida de nossa comunidade
Em tudo  que comunico e testemunho
No testemunho que recebo
No coração de todos a quem sou chamado/o a evangelizar.