Parábola da semente

"Saiu o semeador a semear..." (Mc 4,3)



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

"A Palavra é um dom. O outro é um dom"



Mensagem do papa Francisco para a Quaresma 2017

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

1. O outro é um dom

A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.

A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anônima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. 

Cada vida que se cruza conosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.

2. O pecado nos cega

A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).

O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.

Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efêmera da existência (cf. ibid., 62).

O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.

Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).

3. A Palavra é um dom

O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).

Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.

Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.

Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De fato o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os ouçam» (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).

Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.

Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. 

Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.

Vaticano, 18 de outubro de 2016.

Festa do Evangelista São Lucas
FRANCISCO

sábado, 31 de dezembro de 2016

Mensagem do Papa Francisco para o 50.º Dia Mundial da Paz, 1º de janeiro de 2017



O papa Francisco, em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, 1º de janeiro, fala que vivemos hoje "uma guerra mundial aos pedaços". E propõe a "construção da paz por meio da não-violência ativa"

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO 50º DIA MUNDIAL DA PAZ

1° DE JANEIRO DE 2017

A não-violência: estilo de uma política para a paz

1. No início deste novo ano, formulo sinceros votos de paz aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, bem como aos responsáveis das Comunidades Religiosas e das várias expressões da sociedade civil. Almejo paz a todo o homem, mulher, menino e menina, e rezo para que a imagem e semelhança de Deus em cada pessoa nos permitam reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados com uma dignidade imensa. Sobretudo nas situações de conflito, respeitemos esta «dignidade mais profunda»[1] e façamos da não-violência ativa o nosso estilo de vida.

Esta é a Mensagem para o 50º Dia Mundial da Paz. Na primeira, o Beato Papa Paulo VI dirigiu-se a todos os povos – e não só aos católicos – com palavras inequívocas: «Finalmente resulta, de forma claríssima, que a paz é a única e verdadeira linha do progresso humano (não as tensões de nacionalismos ambiciosos, nem as conquistas violentas, nem as repressões geradoras duma falsa ordem civil)». Advertia contra o «perigo de crer que as controvérsias internacionais não se possam resolver pelas vias da razão, isto é, das negociações baseadas no direito, na justiça, na equidade, mas apenas pelas vias dissuasivas e devastadoras». Ao contrário, citando a Pacem in terris do seu antecessor São João XXIII, exaltava «o sentido e o amor da paz baseada na verdade, na justiça, na liberdade, no amor».[2] É impressionante a atualidade destas palavras, não menos importantes e prementes hoje do que há cinquenta anos.

Nesta ocasião, desejo deter-me na não-violência como estilo duma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz. Desde o nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não-violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas.

 Um mundo dilacerado

2. Enquanto o século passado foi arrasado por duas guerras mundiais devastadoras, conheceu a ameaça da guerra nuclear e um grande número de outros conflitos, hoje, infelizmente, encontramo-nos a braços com uma terrível guerra mundial aos pedaços. Não é fácil saber se o mundo de hoje seja mais ou menos violento que o de ontem, nem se os meios modernos de comunicação e a mobilidade que carateriza a nossa época nos tornem mais conscientes da violência ou mais rendidos a ela.

 Seja como for, esta violência que se exerce «aos pedaços», de maneiras diferentes e a variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental. E para quê? Porventura a violência permite alcançar objetivos de valor duradouro? Tudo aquilo que obtém não é, antes, desencadear represálias e espirais de conflitos letais que beneficiam apenas a poucos «senhores da guerra»?

A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder à violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos, porque grandes quantidades de recursos são destinadas a fins militares e subtraídas às exigências do dia-a-dia dos jovens, das famílias em dificuldade, dos idosos, dos doentes, da grande maioria dos habitantes da terra. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual de muitos, se não mesmo de todos.

 A Boa Nova

3. O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: «Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos» (Marcos 7, 21). Mas, perante esta realidade, a resposta que oferece a mensagem de Cristo é radicalmente positiva: Ele pregou incansavelmente o amor incondicional de Deus, que acolhe e perdoa, e ensinou os seus discípulos a amar os inimigos (cf. Mateus 5, 44) e a oferecer a outra face (cf. Mateus 5, 39). Quando impediu, aqueles que acusavam a adúltera, de a lapidar (cf. João 8, 1-11) e na noite antes de morrer, quando disse a Pedro para repor a espada na bainha (cf. Mateus 26, 52), Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até à cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Efésios 2, 14-16). Por isso, quem acolhe a Boa Nova de Jesus, sabe reconhecer a violência que carrega dentro de si e deixa-se curar pela misericórdia de Deus, tornando-se assim, por sua vez, instrumento de reconciliação, como exortava São Francisco de Assis: «A paz que anunciais com os lábios, conservai-a ainda mais abundante nos vossos corações».[3]

Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência. Esta, como afirmou o meu predecessor Bento XVI, «é realista pois considera que no mundo existe demasiada violência, demasiada injustiça e, portanto, não se pode superar esta situação, exceto se lhe contrapuser algo mais de amor, algo mais de bondade. Este “algo mais” vem de Deus».[4]E acrescentava sem hesitação: «a não-violência para os cristãos não é um mero comportamento tático, mas um modo de ser da pessoa, uma atitude de quem está tão convicto do amor de Deus e do seu poder que não tem medo de enfrentar o mal somente com as armas do amor e da verdade. O amor ao inimigo constitui o núcleo da “revolução cristã”».[5] A página evangélica – amai os vossos inimigos (cf. Lucas 6, 27) – é, justamente, considerada «a magna carta da não-violência cristã»: esta não consiste «em render-se ao mal (…), mas em responder ao mal como bem (cf. Romanos 12, 17-21), quebrando dessa forma a corrente da injustiça».[6]

 Mais poderosa que a violência

4. Por vezes, entende-se a não-violência como rendição, negligência e passividade, mas, na realidade, não é isso. Quando a Madre Teresa recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1979, declarou claramente qual era a sua ideia de não-violência ativa: «Na nossa família, não temos necessidade de bombas e de armas, não precisamos de destruir para edificar a paz, mas apenas de estar juntos, de nos amarmos uns aos outros (…). E poderemos superar todo o mal que há no mundo».[7] Com efeito, a força das armas é enganadora. «Enquanto os traficantes de armas fazem o seu trabalho, há pobres pacificadores que, só para ajudar uma pessoa, outra e outra, dão a vida»; para estes obreiros da paz, a Madre Teresa é «um símbolo, um ícone dos nossos tempos».[8] No passado mês de setembro, tive a grande alegria de a proclamar Santa. Elogiei a sua disponibilidade para com todos «através do acolhimento e da defesa da vida humana, a dos nascituros e a dos abandonados e descartados. (…) Inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera; fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes – diante dos crimes! – da pobreza criada por eles mesmos».[9] Como resposta, a sua missão – e nisto representa milhares, antes, milhões de pessoas – é ir ao encontro das vítimas com generosidade e dedicação, tocando e vendando cada corpo ferido, curando cada vida dilacerada.

 A não-violência, praticada com decisão e coerência, produziu resultados impressionantes. Os sucessos alcançados por Mahatma Gandhi e Khan Abdul Ghaffar Khan, na libertação da Índia, e por Martin Luther King Jr contra a discriminação racial nunca serão esquecidos. As mulheres, em particular, são muitas vezes líderes de não-violência, como, por exemplo, Leymah Gbowee e milhares de mulheres liberianas, que organizaram encontros de oração e protesto não-violento (pray-ins), obtendo negociações de alto nível para a conclusão da segunda guerra civil na Libéria.

 E não podemos esquecer também aquela década epocal que terminou com a queda dos regimes comunistas na Europa. As comunidades cristãs deram a sua contribuição através da oração insistente e a ação corajosa. Especial influência exerceu São João Paulo II, com o seu ministério e magistério. Refletindo sobre os acontecimentos de 1989, na Encíclica Centesimus annus (1991), o meu predecessor fazia ressaltar como uma mudança epocal na vida dos povos, nações e Estados se realizara «através de uma luta pacífica que lançou mão apenas das armas da verdade e da justiça».[10] Este percurso de transição política para a paz foi possível, em parte, «pelo empenho não-violento de homens que sempre se recusaram a ceder ao poder da força e, ao mesmo tempo, souberam encontrar aqui e ali formas eficazes para dar testemunho da verdade». E concluía: «Que os seres humanos aprendam a lutar pela justiça sem violência, renunciando tanto à luta de classes nas controvérsias internas, como à guerra nas internacionais».[11]

 A Igreja comprometeu-se na implementação de estratégias não-violentas para promover a paz em muitos países solicitando, inclusive aos intervenientes mais violentos, esforços para construir uma paz justa e duradoura.

Este compromisso a favor das vítimas da injustiça e da violência não é um património exclusivo da Igreja Católica, mas pertence a muitas tradições religiosas, para quem «a compaixão e a não-violência são essenciais e indicam o caminho da vida».[12] Reitero-o aqui sem hesitação: «nenhuma religião é terrorista».[13] A violência é uma profanação do nome de Deus.[14] Nunca nos cansemos de repetir: «jamais o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa. Só a paz é santa, não a guerra».[15]

A raiz doméstica duma política não-violenta

5. Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família. É uma componente daquela alegria do amor que apresentei na Exortação Apostólica Amoris laetitia, em março passado, concluindo dois anos de reflexão por parte da Igreja sobre o matrimónio e a família. Esta constitui o cadinho indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão.[16] A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo mundo, irradiando para toda a sociedade.[17] Aliás, uma ética de fraternidade e coexistência pacífica entre as pessoas e entre os povos não se pode basear na lógica do medo, da violência e do fechamento, mas na responsabilidade, no respeito e no diálogo sincero. Neste sentido, lanço um apelo a favor do desarmamento, bem como da proibição e abolição das armas nucleares: a dissuasão nuclear e a ameaça duma segura destruição recíproca não podem fundamentar este tipo de ética.[18] Com igual urgência, suplico que cessem a violência doméstica e os abusos sobre mulheres e crianças.

O Jubileu da Misericórdia, que terminou em novembro passado, foi um convite a olhar para as profundezas do nosso coração e a deixar entrar nele a misericórdia de Deus. O ano jubilar fez-nos tomar consciência de como são numerosos e variados os indivíduos e os grupos sociais que são tratados com indiferença, que são vítimas de injustiça e sofrem violência. Fazem parte da nossa «família», são nossos irmãos e irmãs. Por isso, as políticas de não-violência devem começar dentro das paredes de casa para, depois, se difundir por toda a família humana. «O exemplo de Santa Teresa de Lisieux convida-nos a pôr em prática o pequeno caminho do amor, a não perder a oportunidade duma palavra gentil, dum sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade. Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo».[19]

O meu convite

6. A construção da paz por meio da não-violência ativa é um elemento necessário e coerente com os esforços contínuos da Igreja para limitar o uso da força através das normas morais, mediante a sua participação nos trabalhos das instituições internacionais e graças à competente contribuição de muitos cristãos para a elaboração da legislação a todos os níveis. O próprio Jesus nos oferece um «manual» desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os mansos – diz Jesus –, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça.

Este é um programa e um desafio também para os líderes políticos e religiosos, para os responsáveis das instituições internacionais e os dirigentes das empresas e dos meios de comunicação social de todo o mundo: aplicar as Bem-aventuranças na forma como exercem as suas responsabilidades. É um desafio a construir a sociedade, a comunidade ou a empresa de que são responsáveis com o estilo dos obreiros da paz; a dar provas de misericórdia, recusando-se a descartar as pessoas, danificar o meio ambiente e querer vencer a todo o custo. Isto requer a disponibilidade para «suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo».[20] Agir desta forma significa escolher a solidariedade como estilo para fazer a história e construir a amizade social. A não-violência ativa é uma forma de mostrar que a unidade é, verdadeiramente, mais forte e fecunda do que o conflito. No mundo, tudo está intimamente ligado.[21] Claro, é possível que as diferenças gerem atritos: enfrentemo-los de forma construtiva e não-violenta, de modo que «as tensões e os opostos [possam] alcançar uma unidade multifacetada que gera nova vida», conservando «as preciosas potencialidades das polaridades em contraste».[22

Asseguro que a Igreja Católica acompanhará toda a tentativa de construir a paz inclusive através da não-violência ativa e criativa. No dia 1 de janeiro de 2017, nasce o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que ajudará a Igreja a promover, de modo cada vez mais eficaz, «os bens incomensuráveis da justiça, da paz e da salvaguarda da criação» e da solicitude pelos migrantes, «os necessitados, os doentes e os excluídos, os marginalizados e as vítimas dos conflitos armados e das catástrofes naturais, os reclusos, os desempregados e as vítimas de toda e qualquer forma de escravidão e de tortura».[23] Toda a ação nesta linha, ainda que modesta, contribui para construir um mundo livre da violência, o primeiro passo para a justiça e a paz.

Em conclusão

7. Como é tradição, assino esta Mensagem no dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Nossa Senhora é a Rainha da Paz. No nascimento do seu Filho, os anjos glorificavam a Deus e almejavam paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade (cf. Lucas 2, 14). Peçamos à Virgem Maria que nos sirva de guia.

«Todos desejamos a paz; muitas pessoas a constroem todos os dias com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a dificuldade de tantas tentativas para a construir».[24]No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. «Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz».[25]

Vaticano, 8 de dezembro de 2016.

Francisco

 [1] Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 228.

[2] Mensagem para a celebração do 1º Dia Mundial da Paz, 1° de janeiro de 1968.

[3] «Legenda dos três companheiros»: Fontes Franciscanas, n. 1469.

[4] Angelus, 18 de fevereiro de 2007.

[5] Ibidem.

[6] Ibidem.

[7] Discurso por ocasião da entrega do Prémio Nobel, 11 de dezembro de 1979.

[8] Francisco, Meditação «O caminho da paz», Capela da Domus Sanctae Marthae, 19 de novembro de 2015.

[9] Homilia na canonização da Beata Madre Teresa de Calcutá, 4 de setembro de 2016.

[10] N. 23

[11] Ibidem.

[12] Francisco, Discurso na Audiência inter-religiosa, 3 de novembro de 2016.

[13] Idem, Discurso no III Encontro Mundial dos Movimentos Populares, 5 de novembro de 2016.

[14] Cf. Idem, Discurso no Encontro com o Xeque dos Muçulmanos do Cáucaso e com Representantes das outras Comunidades Religiosas, Baku, 2 de outubro de 2016.

[15] Idem, Discurso em Assis, 20 de setembro de 2016.

[16] Cf. Exort. ap. pós-sinodal Amoris laetitia, 90-130.

[17] Cf. ibid., 133.194.234.

[18] Cf. Francisco, Mensagem à Conferência sobre o impacto humanitário das armas nucleares, 7 de dezembro de 2014.

[19] Idem, Carta enc. Laudato si’, 230.

[20] Idem, Exort. ap. Evangelii gaudium, 227.

[21] Cf. Idem, Carta enc. Laudato si’, 16.117.138.

[22] Idem, Exort. ap. Evangelii gaudium, 228.

[23] Idem, Carta apostólica sob a forma de “Motu proprio” pela qual se institui o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, 17 de agosto de 2016.

[24] Francisco, Regina Caeli, Belém, 25 de maio de 2014.

[25] Apelo, Assis, 20 de setembro de 2016.

Com informações Rádio Vaticano

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Celebração de Natal para grupos


(Para ser feita em família, entre amigos ou no local de trabalho. Uma sugestão também é fazê-la antes da Ceia de Natal. O ambiente pode ser uma sala com mesa preparada festivamente, enfeites de Natal, presentes, cartões, árvore, presépio ou, uma bonita vela no centro da mesa, que será acesa, oportunamente. Duas pessoas (indicadas pelas letras A e B) orientarão a celebração. Em determinado momento as canções indicadas no CD-cartão "Natal é vida”, COMEP Paulinas, serão ouvidas. A celebração inicia, com todas as pessoas, em pé, em volta da mesa.)

A - Boas vindas a todos e todas. Graça e paz de Deus a cada pessoa! O motivo de nossa reunião, hoje, é a celebração do Natal. Mais uma vez nos encontramos para celebrar a festa da fraternidade.
B - Inicialmente, vamos recordar o sentido do Natal, ouvindo a canção Noite silenciosa de Natal.
Música – Noite silenciosa de Natal – CD "Natal é Vida" - faixa 2, Paulinas.
A - O Natal é festa da fraternidade porque nasceu Jesus, nosso irmão. É, portanto, a festa da vida!
B - No mundo em que sentimos a vida ameaçada, o Natal é a festa da esperança!
A - No mundo em que há tanta confusão, o Natal é festa da luz!
B - Neste mundo em que há tanta divisão, desentendimentos, dominação, o Natal é a festa da fraternidade!
A - Vamos, agora, ouvir a narração do nascimento de Jesus, motivo de nossa festa, para en­tendermos melhor o sentido do Natal.
B -  Evangelho de Jesus Cristo escrito por São Lucas. Capitulo 2, versículos de 1 a 18.
"Naqueles dias, apareceu um edito de César Augusto (imperador romano), ordenando o recenseamento de todo o mundo habitado. Esse recenseamento foi o primeiro, en­quanto Quirino era governador da Síria. E todos iam se alistar; cada um na própria ci­dade. Também José subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, para a Judeia, a cidade de Davi, chamada Belém, para se inscrever com Maria, sua mulher, que estava grávida. Enquanto estavam lá, completaram-se os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito. Envolveu-o em faixas e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia um lugar para eles na hospedaria.
Na mesma região, havia uns pastores que estavam nos campos e que durante a noite montavam guarda ao seu rebanho. O Anjo do Senhor apareceu-Ihes e a glória do Se­nhor envolveu-os de luz; e ficaram tomados de grande temor. O Anjo, porem, disse-­lhes:
A - "Não tenhais medol Eis que eu vos anuncio uma grande alegria que será para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor, na cidade de Davi. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido envolto em faixas e deitado numa man­jedoura."
B - E, de repente, juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste a louvar a Deus, dizendo:
A - "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens que ele ama."
B - Quando os anjos se afastaram, os pastores disseram entre si:
A - "Vamos a Belém, e vejamos o que aconteceu, o que o Senhor nos comunicou."
B - Foram, então, às pressas, e encontraram Maria, José e o recém-nascido, deitado numa manjedoura. Vendo-o, contaram o que lhes fora dito a respeito do menino. E todos os que os ouviam ficavam maravilhados com as palavras dos pastores."

(Neste instante, alguém poderá colocar uma imagem do Menino Jesus no presé­pio ou junto à árvore de Natal. Ou, ainda, um poster com a cena do presépio poderá ser co­locado num lugar visível a todos. Acende-se também a vela que está sobre a mesa).

A - Neste instante, podemos todos nos assentar. Vamos apagar as luzes, deixando apenas a vela acesa. E, em profundo silêncio, vamos refletir sobre aquela noite de Belém em que o Filho de Deus se fez gente, como nós.

(Apagam-se as luzes. Todos se sentam).

Musica - "Adeste Fidelis" - CD "Natal é Vida" - faixa 6.

A - Esse foi o Natal de Jesus. E o nosso Natal? Como acontece? Em família, no trabalho, na escola, em nossos relacionamentos? Existe a paz, Deus é o maior presente, existe a alegria que houve no Natal de Jesus? Existe amor? Jesus usou a linguagem da identificação: nasceu criança, como nós, como as nossas crianças. Aprendeu a falar e a caminhar, como nós. Usou os recur­sos da palavra e do encontro para promover as outras pessoas. Jamais para condená-­las. E nós, caminhamos na direção da outra pessoa? Usamos a palavra de forma positiva, para o diálogo? Agora, podemos pensar e quem quiser poderá dizer quando usa­mos a palavra de forma construtiva. (Pausa para partilha).
A - Jesus também se igualou a nós. Sendo Deus, não se posicionou acima. Só assim foi possível a paz. Fraternidade é usar a mesma linguagem, é ter os mesmos direitos e deveres.
B - Para muitas pessoas, porém, o Natal se define em ter. Para elas, quanto mais têm, pensam que mais felizes serão. Jesus nos ensina a partilhar. É o sentido dos presentes que oferecemos uns aos outros.
A - Podemos usar este costume com o objetivo de dizer as pessoas a quem presenteamos, que as acolhemos como irmãs. O nosso presente nos recorda que Deus nos presenteou com o grande dom: o seu próprio Filho, Jesus Cristo, infinitamente superior a qualquer lembrança materiał.
B - É com este objetivo também que trocamos nossas mensagens em cartões de Natal! Queremos repetir a alegre mensagem dos anjos, em Belém: "Fiquemos alegres, nasceu-nos o Salvador. Glória a Deus e paz aos homens! "
A - É com esta motivação cristã que vamos agora nos cumprimentar pelo Natal, trocar pre­sentes e desejar-nos, mutuamente, um Feliz Natal! E depois nos confraternizar partilhando da mesma mesa. Encerramos com a bênção natalina do papa Francisco:
B Bênção natalina do papa Francisco ( Pode ser vista  em vídeo de dois minutos, esta bênção em

Iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. 
Em nome do Pai...
(Acendem-se as luzes. Todos se cumprimentam e se confraternizam, enquanto ouvem a música).

Música - "Noite Feliz" - CD "Natal é Vida" - faixa 3.- Paulinas.

Texto: Irmã Patrícia Silva, fsp

sábado, 10 de dezembro de 2016

Novena do Natal

Discípulos e Missionários daquele que vem!

“Pelo mistério da Encarnação,
o Filho de Deus se tornou nosso irmão e salvador" .
(DAp 10)
Introdução
Vamos acolher Jesus Cristo neste Natal como "nosso irmão e salvador".
 Esta Novena tem como título “Discípulos e missionários daquele que vem”, tema da V Conferência de Aparecida. Faça-a em família, em comunidade ou em grupo de catequese, de pastoral, de trabalho, de amigos, de vizinhos.
A novena pode ser feita de 15 a  23 de dezembro, ou nos dias e horário que forem melhores para o grupo ou comunidade.  Providencie o presépio, ao menos com as figuras principais: Jesus, Maria e José.  Durante a Novena vamos utilizar também a manjedoura e palhas ou fios de corda.
Com crianças, poderão reproduzir o desenho que aparece no final do texto e, a cada dia, quando partilham a reflexão, vão pintando as palhinhas. No último dia, pintam o ambiente da cidade que aparece ao fundo.
Veja mais sugestões no final.

1º  Dia     Jesus, rosto humano de Deus
1. Canto
Vem, Senhor, Jesus, o mundo precisa de ti (bis)
Ao mundo falta esperança, Tu és esperança.
Vem, Senhor Jesus
2.  Saudação
Com. - A graça e a paz do Senhor estejam conosco
Todos - Ele está no meio de nós!
Somos discípulos e missionários daquele que vem!
Com. - Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
Todos - Tende piedade de nós.
3. Motivação: Documento de Aparecida
Com. - Em sintonia com a V Conferência de Aparecida, hoje o tema de nossa novena é Jesus, rosto humano de Deus.
Leitor 1- " Bendizemos ao Pai pelo dom de seu Filho Jesus Cristo “rosto humano de Deus e rosto divino do homem”.  “Na realidade, tão só o mistério do Verbo encarnado explica verdadeiramente o mistério do homem. Cristo, na própria revelação do mistério do Pai e de seu amor, manifesta plenamente o homem ao próprio homem e descobre sua altíssima vocação” (DAp 107).
4. Palavra de Deus
(Alguém, pode ser uma criança, coloca sobre uma mesa a manjedoura e uma cestinha com palhas ou fios de corda).
Com - Neste primeiro dia da novena olhamos para a manjedoura. Manjedoura é palavra de origem latina (do verbo “manducare”).  Significa mastigar. Manjedoura é o lugar onde os animais comem.   Nesta manjedoura especial nós vamos acolher uma criança, o Filho de Deus.  Vamos preparar este espaço com muito amor e muita fé.
Ouçamos a Palavra, onde Deus se revela a nós.
Leitor 2 -   Leitura bíblica: (Ler  na Bíblia: Fl 2,6-7)
Momentos de silêncio
5. Partilha
Com . - “Despojou-se”, “tornou-se igual”. Pelo mistério da Encarnação, o Filho de Deus se  tornou nosso irmão e salvador.  O que significa ser irmão? Tornar-se igual... (Pausa breve) Cada um pode dar seu testemunho de despojamento e solidariedade e depois, colocar na manjedoura uma palhinha. Pode-se também, colocar, a cada dia, uma espiga de trigo, homenageando aquele que é o Pão da Vida. Acolhendo o irmão, acolhemos Jesus. (Momentos para partilha dos participantes).
 Canto : Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus.
6. Oração        
Com. - Rezemos com toda a Igreja
- Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
rosto humano de Deus e rosto divino do homem,
acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu
e a alegria de sermos cristãos.
= Vinde ao nosso encontro e guiai nossos passos
para seguir-vos e amar-vos na comunhão de vossa Igreja,
celebrando e vivendo o dom da Eucaristia,
carregando nossa cruz, e ungidos por vosso envio.
- Dai-nos sempre o fogo de vosso Santo Espírito,
que ilumine nossas mentes e desperte entre nós o desejo de contemplar-vos,
 o amor aos irmãos, sobretudo aos aflitos,
e o ardor por anunciar-vos no início deste século.
=Discípulos e missionários vossos, queremos remar mar adentro,
para que nossos povos tenham em Vós vida abundante,
e com solidariedade construam a fraternidade e a paz.
Todos: Senhor Jesus, vinde e enviai-nos!
Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém.
7.         Canto Final
Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
8.  Bênção e Despedida
Com. - Até o próximo encontro vamos descobrir o rosto humano de Deus na pessoa dos irmãos.
Bênção natalina do papa Francisco
Iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. 
Em nome do Pai...
Todos se despedem, combinando, antes, o próximo encontro.

2º Dia     Jesus, rosto divino do homem
1. Canto: Vem, Senhor, Jesus, o mundo precisa de ti (bis)
Ao mundo falta PAZ, Tu és PAZ. Vem, Senhor Jesus
2.  Saudação
Com. - A graça e a paz do Senhor estejam conosco
Todos - Ele está no meio de nós!
Somos discípulos e missionários daquele que vem!
Com. - Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
Todos - Tende piedade de nós.
3. Motivação: Documento de Aparecida
Com. -  Em sintonia com a V Conferência de Aparecida, hoje o tema de nossa novena é Jesus, rosto divino do homem.
Leitor 1 - "Damos graças e louvamos a Deus por nos ter dado  Jesus Cristo, a plenitude da revelação de Deus, um tesouro incalculável, a “pérola preciosa” (cf. Mt 13,45-46). Verbo de Deus feito carne, Caminho, Verdade e Vida dos homens e das mulheres aos quais abre um destino de plena justiça e felicidade." (DAp 6).
4. Palavra de Deus
Com. - Tomemos agora a Palavra de Deus onde Ele se revela  a nós.
Canto - Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
Leitor 2 -      Leitura bíblica ( Ler na Bíblia:  Mt 25, 35-36)
(Alguns momentos de silêncio).
5. Partilha
Com. - Jesus se identifica com os pobres, os famintos, os migrantes, os sedentos e injustiçados.
Jesus os chama de seus “irmãos menores”, os necessitados. Num momento de silêncio pensemos e se tivermos atendido de alguma forma um destes irmãos menores, vamos testemunhar e colocar uma palhinha na manjedoura.
 (Momentos para partilha dos participantes).
 Canto : Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus.
6. Oração        
Com. - Rezemos com toda a Igreja
- Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
rosto humano de Deus e rosto divino do homem,
acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu
e a alegria de sermos cristãos.
= Vinde ao nosso encontro e guiai nossos passos
para seguir-vos e amar-vos na comunhão de vossa Igreja,
celebrando e vivendo o dom da Eucaristia,
carregando nossa cruz, e ungidos por vosso envio.
- Dai-nos sempre o fogo de vosso Santo Espírito,
que ilumine nossas mentes e desperte entre nós o desejo de contemplar-vos,
 o amor aos irmãos, sobretudo aos aflitos,
e o ardor por anunciar-vos no início deste século.
=Discípulos e missionários vossos, queremos remar mar adentro,
para que nossos povos tenham em Vós vida abundante,
e com solidariedade construam a fraternidade e a paz.
Todos: Senhor Jesus, vinde e enviai-nos!
Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém.
7.         Canto
Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
8. Despedida e Bênção
Com. - Bênção natalina do papa Francisco
Iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. Em nome do Pai....

3º Dia - Jesus, acenda em nossos corações o amor
01.        Canto
Vem, Senhor, Jesus, o mundo precisa de ti (bis)
Ao mundo falta AMOR. Tu és AMOR. Vem, Senhor Jesus!
2.  Saudação
Com. - A graça e a paz do Senhor estejam conosco Todos - Ele está no meio de nós!
Somos discípulos e missionários daquele que vem!
Com. - Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida Todos - Tende piedade de nós.
 3. Motivação: Documento de Aparecida
Com. -  Em sintonia com a V Conferência de Aparecida, hoje o tema de nossa novena é  um pedido. Que o Senhor acenda em nossos corações  o amor.
Leitor 1 - "Hoje, Jesus continua convidando a nós a encontrarmos n’Ele o amor do Pai. Por isto mesmo, o discípulo missionário deve ser um homem ou uma mulher que torna visível o amor misericordioso do Pai, especialmente aos pobres e pecadores ." (DAp 147).
4.         Palavra de Deus
Com. - Tomemos agora a Palavra de Deus onde Ele se revela  a nós.
Canto - Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
Leitor 2 - Leitura bíblica (Ler na Bíblia: 1Jo 3,16-18)
(Alguns momentos de silêncio)
5. Partilha
Com. - Quem ama é capaz de dar a vida pelo irmão. O amor não são palavras, mas, ações concretas. Vamos recordar momentos em que fomos capazes de amar concretamente. Vamos partilhar e colocando nossa palhinha na manjedoura.
 (Momentos para partilha dos participantes).
 Canto : Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus.
6. Oração        
Com. - Rezemos com toda a Igreja
- Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
rosto humano de Deus e rosto divino do homem,
acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu
e a alegria de sermos cristãos.
= Vinde ao nosso encontro e guiai nossos passos
para seguir-vos e amar-vos na comunhão de vossa Igreja,
celebrando e vivendo o dom da Eucaristia,
carregando nossa cruz, e ungidos por vosso envio.
- Dai-nos sempre o fogo de vosso Santo Espírito,
que ilumine nossas mentes e desperte entre nós o desejo de contemplar-vos,
 o amor aos irmãos, sobretudo aos aflitos,
e o ardor por anunciar-vos no início deste século.
=Discípulos e missionários vossos, queremos remar mar adentro,
para que nossos povos tenham em Vós vida abundante,
e com solidariedade construam a fraternidade e a paz.
Todos: Senhor Jesus, vinde e enviai-nos!
Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém.
7.         Canto
Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
8. Despedida e Bênção
Com. - Bênção natalina do papa Francisco
Iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. 
Em nome do Pai...
4º Dia - Jesus, desperte em nós a alegria de sermos cristãos
1.   Canto
Vem, Senhor, Jesus, o mundo precisa de ti (bis)
Ao mundo falta ESPERANÇA. Tu és ESPERANÇA
Vem, Senhor Jesus!
2.  Saudação
Com. - A graça e a paz do Senhor estejam conosco
Todos - Ele está no meio de nós!
Somos discípulos e missionários daquele que vem!
Com. - Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
Todos - Tende piedade de nós.
 3. Motivação: Documento de Aparecida
Com. -  Em sintonia com a V Conferência de Aparecida, hoje o tema de nossa novena é um pedido: Jesus, desperte em nós a alegria de sermos cristãos
Leitor 1 - "Bendizemos a Deus por nos fazer suas filhas e filhos em Cristo, por nos haver redimido com o preço de seu sangue e pelo relacionamento permanente que estabelece conosco, que é fonte de nossa dignidade absoluta, inegociável e inviolável. Se o pecado deteriorou a imagem de Deus no homem e feriu sua condição, a boa nova, que é Cristo, o redimiu e o restabeleceu na graça (cf. Rm 5,12-21)." (DAp 104).
4.         Palavra de Deus
Com. - Tomemos agora a Palavra de Deus onde Ele se revela  a nós.
Canto - Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
Leitor 2 - Leitura bíblica (Ler na Bíblia: Lc 1,26-38)
(Alguns momentos de silêncio)
5.   Partilha
A saudação do anjo é uma saudação de alegria. Maria adere e colabora com o projeto de Deus. Como nós acolhemos o projeto de Deus quando é diferente do nosso?
Vamos partilhar e colocar as palhinhas na manjedoura.
 (Momentos para partilha dos participantes).
 Canto : Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus.
6. Oração        
Com. - Rezemos com toda a Igreja
- Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
rosto humano de Deus e rosto divino do homem,
acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu
e a alegria de sermos cristãos.
= Vinde ao nosso encontro e guiai nossos passos
para seguir-vos e amar-vos na comunhão de vossa Igreja,
celebrando e vivendo o dom da Eucaristia,
carregando nossa cruz, e ungidos por vosso envio.
- Dai-nos sempre o fogo de vosso Santo Espírito,
que ilumine nossas mentes e desperte entre nós o desejo de contemplar-vos,
 o amor aos irmãos, sobretudo aos aflitos,
e o ardor por anunciar-vos no início deste século.
=Discípulos e missionários vossos, queremos remar mar adentro,
para que nossos povos tenham em Vós vida abundante,
e com solidariedade construam a fraternidade e a paz.
Todos: Senhor Jesus, vinde e enviai-nos!
Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém.
7.         Canto
Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
8. Despedida e Bênção
Com. -Bênção natalina do papa Francisco
Iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. 
Em nome do Pai...
5o Dia - Jesus Caminho, guie nossos passos
1.   Canto
Vem, Senhor, Jesus, o mundo precisa de ti (bis)
Ao mundo falta PÃO. Tu és PÃO. Vem, Senhor Jesus!
2.  Saudação
Com. - A graça e a paz do Senhor estejam conosco
Todos - Ele está no meio de nós!
Somos discípulos e missionários daquele que vem!
Com. - Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
Todos - Tende piedade de nós.
 3. Motivação: Documento de Aparecida
Com. -  Em sintonia com a V Conferência de Aparecida, hoje o tema de nossa novena é um pedido: Jesus, guie nossos passos.
Leitor 1 - " A história da humanidade, história que Deus nunca abandona, transcorre sob seu olhar compassivo. Deus amou tanto nosso mundo que nos deu seu Filho. Ele anuncia a boa nova do Reino aos pobres e aos pecadores. Por isso, nós, como discípulos e missionários de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo." (DAp 29).
4.         Palavra de Deus
Com. - Tomemos agora a Palavra de Deus onde Ele se revela  a nós.
Leitor 2 - Leitura bíblica (Ler na Bíblia: Lc 2,12).
(Alguns momentos de silêncio)
5.   Partilha
Com. - Ouvimos no Evangelho que os pastores encontraram um recém-nascido. Deus guia nossos passos para encontrá-lo no simples, no pobre, no pequeno. Alguém tem alguma experiência de encontrar Deus no pequeno, no pobre, no simples? Vamos partilhar?
Vamos partilhar e colocar as palhinhas na manjedoura.
 (Momentos para partilha dos participantes).
 Canto : Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus.
6. Oração        
Com. - Rezemos com toda a Igreja
- Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
rosto humano de Deus e rosto divino do homem,
acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu
e a alegria de sermos cristãos.
= Vinde ao nosso encontro e guiai nossos passos
para seguir-vos e amar-vos na comunhão de vossa Igreja,
celebrando e vivendo o dom da Eucaristia,
carregando nossa cruz, e ungidos por vosso envio.
- Dai-nos sempre o fogo de vosso Santo Espírito,
que ilumine nossas mentes e desperte entre nós o desejo de contemplar-vos,
 o amor aos irmãos, sobretudo aos aflitos,
e o ardor por anunciar-vos no início deste século.
=Discípulos e missionários vossos, queremos remar mar adentro,
para que nossos povos tenham em Vós vida abundante,
e com solidariedade construam a fraternidade e a paz.
Todos: Senhor Jesus, vinde e enviai-nos!
Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém.
7.         Canto
Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
8. Despedida e Bênção
Com. - Bênção natalina do papa Francisco
Iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. Em nome do Pai....

6º Dia   -  Jesus Verdade, ilumine nossas mentes
1.   Canto
Vem, Senhor, Jesus, o mundo precisa de ti (bis)
Ao mundo falta LUZ. Tu és a LUZ. Vem, Senhor Jesus!
2.  Saudação
Com. - A graça e a paz do Senhor estejam conosco
Todos - Ele está no meio de nós!
Somos discípulos e missionários daquele que vem!
Com. - Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
Todos - Tende piedade de nós.
 3. Motivação: Documento de Aparecida
Com. -  Em sintonia com a V Conferência de Aparecida, hoje o tema de nossa novena é um pedido: Jesus Verdade, ilumine nossas mentes.
Leitor 1 - " Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-lo é uma graça, e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor, ao nos chamar e nos eleger, nos confiou. Com os olhos iluminados pela luz de Jesus Cristo ressuscitado podemos e queremos contemplar o mundo, a história, os nossos povos ." (DAp 18).
4.         Palavra de Deus
Com. - Tomemos agora a Palavra de Deus onde Deus se revela  a nós.
Canto - Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
Leitor 2 - Leitura bíblica (Ler na Bíblia: Jo 1,1-9).
(Alguns momentos de silêncio)
5.   Partilha
Com. - Ouvimos no Evangelho que Jesus é Luz e Vida. É a Luz verdadeira que ilumina toda pessoa. Como você vive esta experiência: a Vida de Deus e a Luz verdadeira?
Vamos partilhar colocando na manjedoura mais palhinhas.
Vamos partilhar e colocar as palhinhas na manjedoura.
 (Momentos para partilha dos participantes).
 Canto : Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus.
6. Oração        
Com. - Rezemos com toda a Igreja
- Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
rosto humano de Deus e rosto divino do homem,
acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu
e a alegria de sermos cristãos.
= Vinde ao nosso encontro e guiai nossos passos
para seguir-vos e amar-vos na comunhão de vossa Igreja,
celebrando e vivendo o dom da Eucaristia,
carregando nossa cruz, e ungidos por vosso envio.
- Dai-nos sempre o fogo de vosso Santo Espírito,
que ilumine nossas mentes e desperte entre nós o desejo de contemplar-vos,
 o amor aos irmãos, sobretudo aos aflitos,
e o ardor por anunciar-vos no início deste século.
=Discípulos e missionários vossos, queremos remar mar adentro,
para que nossos povos tenham em Vós vida abundante,
e com solidariedade construam a fraternidade e a paz.
Todos: Senhor Jesus, vinde e enviai-nos!
Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém.
7.         Canto
 Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
8. Despedida e Bênção
Com. - Bênção natalina do papa Francisco
Iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. 
Em nome do Pai...
7º Dia - Jesus Vida, que todos tenham vida plena
1.   Canto
Vem, Senhor, Jesus, o mundo precisa de ti (bis)
Ao mundo falta VIDA Tu és a VIDA. Vem, Senhor Jesus!
2.  Saudação
Com. - A graça e a paz do Senhor estejam conosco/
Todos - Ele está no meio de nós!
Somos discípulos e missionários daquele que vem!
Com. - Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
Todos - Tende piedade de nós..
 3. Motivação: Documento de Aparecida
Com. -  Em sintonia com a V Conferência de Aparecida, hoje o tema de nossa novena é um pedido: Jesus Vida, que todos tenham vida plena.
Leitor 1 - "Diante das estruturas de morte, Jesus faz presente a vida plena. “Eu vim para dar vida aos homens e para que a tenham em abundância” (Jo 10,10). Por isso, cura os enfermos, expulsa os demônios e compromete os discípulos na promoção da dignidade humana e de relacionamentos sociais fundados na justiça." (DAp 112)" Neste momento, com incertezas no coração, perguntamo-nos com Tomé: “Como vamos saber o caminho?” (Jo 14,5). Jesus nos responde com uma proposta provocadora: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Ele é o verdadeiro caminho para o Pai., quem tanto amou ao mundo que deu a seu Filho único, para que todo aquele que nele creia tenha a vida eterna (cf. Jo 3,16). Esta é a vida eterna: “que te conheçam a ti o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo teu enviado” (Jo 17,3). A fé em Jesus como o Filho do Pai é a porta de entrada para a Vida. Como discípulos de Jesus, confessamos nossa fé com as palavras de Pedro: “Tuas palavras dão vida eterna” (Jo 6,68); “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16).." (DAp 101).
4.         Palavra de Deus
Com. - Tomemos agora a Palavra de Deus onde Ele se revela  a nós.
Canto - Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
Leitor 2 - Leitura bíblica (Ler na Bíblia: Jo 10,10).
(Alguns momentos de silêncio)
5.  Partilha
Com. - Ouvimos no Evangelho que Jesus veio  para que todos tenham vida plena. O que fazemos para que todos tenham vida? Lembremos de ações que fizemos para a promoção da vida? Conforme formos partilhando, vamos acrescentando palhas na manjedoura.
 (Momentos para partilha dos participantes).
 Canto : Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus.
6. Oração        
Com. - Rezemos com toda a Igreja
- Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
rosto humano de Deus e rosto divino do homem,
acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu
e a alegria de sermos cristãos.
= Vinde ao nosso encontro e guiai nossos passos
para seguir-vos e amar-vos na comunhão de vossa Igreja,
celebrando e vivendo o dom da Eucaristia,
carregando nossa cruz, e ungidos por vosso envio.
- Dai-nos sempre o fogo de vosso Santo Espírito,
que ilumine nossas mentes e desperte entre nós o desejo de contemplar-vos,
 o amor aos irmãos, sobretudo aos aflitos,
e o ardor por anunciar-vos no início deste século.
=Discípulos e missionários vossos, queremos remar mar adentro,
para que nossos povos tenham em Vós vida abundante,
e com solidariedade construam a fraternidade e a paz.
Todos: Senhor Jesus, vinde e enviai-nos!
Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém.
7.         Canto
Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
9. Despedida e Bênção
Com. - Até o próximo encontro vamos descobrir o rosto humano de Deus na pessoa dos irmãos.
Bênção natalina do papa Francisco
Iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. 
Em nome do Pai...
Todos se despedem, combinando, antes, o próximo encontro.

8º Dia – Ser Discípulo
01.  Canto
Vem, Senhor, Jesus, o mundo precisa de ti (bis)
Ao mundo faltam MESTRES. Tu és o MESTRE.
Vem, Senhor Jesus!
2.  Saudação
Com. - A graça e a paz do Senhor estejam conosco
Todos - Ele está no meio de nós!
Somos discípulos e missionários daquele que vem!
Com. - Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
Todos - Tende piedade de nós
3. Motivação: Documento de Aparecida
Com. - Em sintonia com a V Conferência de Aparecida, hoje o tema de nossa novena é SER DISCÍPULO.
Leitor 1 - " Como discípulos de Jesus reconhecemos que Ele é o primeiro e maior evangelizador enviado por Deus (cf. Lc 4,44) e, ao mesmo tempo, o Evangelho de Deus (cf. Rm 1,3). Cremos e anunciamos “a boa nova de Jesus, Messias, Filho de Deus” (Mc 1,1). Como filhos obedientesà voz do Pai queremos escutar a Jesus (cf. Lc 9,35) porque Ele é o único Mestre (cf. Mt 23,8). Como seus discípulos sabemos que suas palavras são Espírito e Vida (cf. Jo 6,63.68)". (DAp 103).
4.         Palavra de Deus
Com. - Tomemos agora a Palavra de Deus onde Ele se revela  a nós.
Canto - Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
Leitor 2 - Leitura bíblica (Ler na Bíblia: Fl 3,8).
(Alguns momentos de silêncio)
5.  Partilha
Ouvimos na palavra do apóstolo Paulo que o encontro com Cristo, a união com ele é o ponto de partida para iluminar nossa vida e para toda ação evangelizadora.
Partilhe com a comunidade a sua experiência de discípulo. O que você aprende com Cristo Mestre? Coloque sua palha na manjedoura.
 Conforme formos partilhando, vamos acrescentando palhas na manjedoura.
 (Momentos para partilha dos participantes).
 Canto : Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus.
6. Oração        
Com. - Rezemos com toda a Igreja
- Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
rosto humano de Deus e rosto divino do homem,
acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu
e a alegria de sermos cristãos.
= Vinde ao nosso encontro e guiai nossos passos
para seguir-vos e amar-vos na comunhão de vossa Igreja,
celebrando e vivendo o dom da Eucaristia,
carregando nossa cruz, e ungidos por vosso envio.
- Dai-nos sempre o fogo de vosso Santo Espírito,
que ilumine nossas mentes e desperte entre nós o desejo de contemplar-vos,
 o amor aos irmãos, sobretudo aos aflitos,
e o ardor por anunciar-vos no início deste século.
=Discípulos e missionários vossos, queremos remar mar adentro,
para que nossos povos tenham em Vós vida abundante,
e com solidariedade construam a fraternidade e a paz.
Todos: Senhor Jesus, vinde e enviai-nos!
Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém.
7.         Canto
Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
8. Despedida e Bênção
Com - Até o próximo encontro vamos despertar vida ao nosso redor.
 Bênção natalina do papa Francisco
Iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. 
Em nome do Pai...
Todos se despedem, combinando, antes, o próximo encontro.

9º Dia - Ser Missionário
01.  Canto
Vem, Senhor, Jesus, o mundo precisa de ti (bis)
Ao mundo falta AMOR. Tu és AMOR.
Vem, Senhor Jesus!
2.  Saudação
Com. - A graça e a paz do Senhor estejam conosco/
Todos - Ele está no meio de nós!
Somos discípulos e missionários daquele que vem!
Com. - Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
Todos - Tende piedade de nós..
3. Motivação: Documento de Aparecida
Com. - Em sintonia com a V Conferência de Aparecida, hoje o tema de nossa novena é SER MISSIONÁRIO.
Leitor 1 - " O chamado que Jesus, o Mestre faz, implica numa grande novidade. Na antiguidade, os mestres convidavam seus discípulos a se vincular com algo transcendente e os mestres da Lei propunham a adesão à Lei de Moisés. Jesus convida a nos encontrar com Ele e a que nos vinculemos estreitamente a Ele porque é a fonte da vida (cf. Jo 15,1-5) e só Ele tem palavra de vida eterna (cf. Jo 6,68). Na convivência cotidiana com Jesus e na confrontação com os seguidores de outros mestres, os discípulos logo descobrem duas coisas originais no relacionamento com Jesus. Por um lado, não foram eles que escolheram seu mestre foi Cristo quem os escolheu. E por outro lado, eles não foram convocados para algo (purificar-se, aprender a Lei...), mas para Alguém, escolhidos para se vincular intimamente a sua pessoa (cf. Mc 1,17; 2,14). Jesus os escolheu para “que estivessem com Ele e para enviá-los a pregar” (Mc 3,14), para que o seguissem com a finalidade de “ser d’Ele” e fazer parte “dos seus” e participar de sua missão. O discípulo experimenta que a vinculação íntima com Jesus no grupo dos seus é participação da Vida saída das entranhas do Pai, é se formar para assumir seu estilo de vida e suas motivações (cf. Lc 6,40b), viver seu destino e assumir sua missão de fazer novas todas as coisas.". (DAp 131).
4.         Palavra de Deus
Com. - Tomemos agora a Palavra de Deus onde Ele se revela  a nós.
Canto - Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
Leitor 2 - Leitura bíblica (Ler na Bíblia: Jo 20,21-22).
(Alguns momentos de silêncio)
5.  Partilha
Com. - Ouvimos na palavra de Jesus Mestre Ressuscitado que chama e nos envia em missão e para isto nos dá o Espírito Santo. Partilhe com a comunidade a sua experiência de missionário, missionária no seu ambiente de trabalho, na família, entre os amigos.  Coloque sua palha na manjedoura.
 Conforme formos partilhando, vamos acrescentando palhas na manjedoura.
 (Momentos para partilha dos participantes).
 Canto : Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus.
6. Oração        
Com. - Rezemos com toda a Igreja
- Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
rosto humano de Deus e rosto divino do homem,
acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu
e a alegria de sermos cristãos.
= Vinde ao nosso encontro e guiai nossos passos
para seguir-vos e amar-vos na comunhão de vossa Igreja,
celebrando e vivendo o dom da Eucaristia,
carregando nossa cruz, e ungidos por vosso envio.
- Dai-nos sempre o fogo de vosso Santo Espírito,
que ilumine nossas mentes e desperte entre nós o desejo de contemplar-vos,
 o amor aos irmãos, sobretudo aos aflitos,
e o ardor por anunciar-vos no início deste século.
=Discípulos e missionários vossos, queremos remar mar adentro,
para que nossos povos tenham em Vós vida abundante,
e com solidariedade construam a fraternidade e a paz.
Todos: Senhor Jesus, vinde e enviai-nos!
Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém.
7.   Canto
Enquanto se canta, coloca-se na manjedoura a imagem de Jesus menino e as demais figuras do presépio.
Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação
8. Despedida e Bênção
Com. - 
Bênção natalina do papa Francisco
Iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, 
invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: 
para as crianças e os idosos, 
para os jovens e as famílias, 
para os pobres e os marginalizados. 
Nascido para nós, 
Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; 
sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. 
Em nome do Pai...
Todos cantam NOITE FELIZ e se cumprimentam
Noite feliz, noite feliz,
O Senhor, Deus de amor
Pobrezinho nasceu em Belém.
Eis na lapa Jesus nosso bem.
Dá-nos paz, ó Jesus!
Dá-nos paz, ó Jesus!


Sugestões de atitudes concretas:
*Visitar alguém levando uma mensagem de Natal, um pequeno presente.
*Participar com a comunidade das celebrações do Natal. 
*Imprimir e pintar o desenho abaixo e as pessoas que participam da novena podem escrever uma mensagem de Natal para alguém (um vizinho, um amigo, parentes etc)
 

 Irmã Patricia Silva, fsp