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Parábola da semente
"Saiu o semeador a semear..." (Mc 4,3)
domingo, 1 de abril de 2018
domingo, 31 de dezembro de 2017
Acolher, proteger, promover, integrar,recomenda o papa
MENSAGEM
DO PAPA
FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO
51º DIA MUNDIAL DA PAZ
FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO
51º DIA MUNDIAL DA PAZ
1° DE JANEIRO DE 2018
Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz
1.
Votos de paz
Paz a todas as pessoas e a todas as
nações da terra! A paz, que os anjos anunciam aos pastores na noite de Natal,[1] é uma aspiração profunda de todas as
pessoas e de todos os povos, sobretudo de quantos padecem mais duramente pela
sua falta. Dentre estes, que trago presente nos meus pensamentos e na minha
oração, quero recordar de novo os mais de 250 milhões de migrantes no mundo,
dos quais 22 milhões e meio são refugiados. Estes últimos, como afirmou o meu
amado predecessor Bento XVI, «são homens
e mulheres, crianças, jovens e idosos que procuram um lugar onde viver em paz».[2] E, para o encontrar, muitos deles
estão prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos
casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos, a enfrentar
arames farpados e muros erguidos para os manter longe da meta.
Com espírito de misericórdia, abraçamos
todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a
própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação
ambiental.
Estamos cientes de que não basta abrir
os nossos corações ao sofrimento dos outros. Há muito que fazer antes de os
nossos irmãos e irmãs poderem voltar a viver em paz numa casa segura. Acolher o
outro requer um compromisso concreto, uma corrente de apoios e beneficência,
uma atenção vigilante e abrangente, a gestão responsável de novas situações
complexas que às vezes se vêm juntar a outros problemas já existentes em grande
número, bem como recursos que são sempre limitados. Praticando a virtude da
prudência, os governantes saberão acolher, promover, proteger e integrar,
estabelecendo medidas práticas, «nos limites consentidos pelo bem da própria
comunidade retamente entendido, [para] lhes favorecer a integração»[3]. Os governantes têm uma responsabilidade
precisa para com as próprias comunidades, devendo assegurar os seus justos
direitos e desenvolvimento harmônico, para não serem como o construtor
insensato que fez mal os cálculos e não conseguiu completar a torre que
começara a construir.[4]
2. Porque há tantos
refugiados e migrantes?
Na mensagem para idêntica ocorrência
no Grande Jubileu pelos 2000 anos do anúncio de paz dos anjos
em Belém, São João Paulo II incluiu
o número crescente de refugiados entre os efeitos de «uma sequência infinda e
horrenda de guerras, conflitos, genocídios, “limpezas étnicas”»[5] que caracterizaram o século XX. E
até agora, infelizmente, o novo século não registrou uma verdadeira viragem: os
conflitos armados e as outras formas de violência organizada continuam a
provocar deslocações de populações no interior das fronteiras nacionais e para
além delas.
Todavia as pessoas migram também por
outras razões, sendo a primeira delas «o desejo de uma vida melhor, unido
muitas vezes ao intento de deixar para trás o “desespero” de um futuro
impossível de construir».[6] As pessoas partem para se juntar à
própria família, para encontrar oportunidades de trabalho ou de instrução: quem
não pode gozar destes direitos, não vive em paz. Além disso, como sublinhei na
Encíclica Laudato si’, «é
trágico o aumento de migrantes em fuga da miséria agravada pela degradação
ambiental».[7]
A maioria migra seguindo um percurso
legal, mas há quem tome outros caminhos, sobretudo por causa do desespero,
quando a pátria não lhes oferece segurança nem oportunidades, e todas as vias
legais parecem impraticáveis, bloqueadas ou demasiado lentas.
Em muitos países de destino,
generalizou-se largamente uma retórica que enfatiza os riscos para a segurança
nacional ou o peso do acolhimento dos recém-chegados, desprezando assim a
dignidade humana que se deve reconhecer a todos, enquanto filhos e filhas de
Deus. Quem fomenta o medo contra os migrantes, talvez com fins políticos, em
vez de construir a paz, semeia violência, discriminação racial e xenofobia, que
são fonte de grande preocupação para quantos têm a peito a tutela de todos os
seres humanos.[8]
Todos os elementos à disposição da
comunidade internacional indicam que as migrações globais continuarão a marcar
o nosso futuro. Alguns consideram-nas uma ameaça. Eu, pelo contrário,
convido-vos a vê-las com um olhar repleto de confiança, como oportunidade para
construir um futuro de paz.
3. Com olhar
contemplativo
A sabedoria da fé nutre este olhar,
capaz de intuir que todos pertencemos «a uma só família, migrantes e populações
locais que os recebem, e todos têm o mesmo direito de usufruir dos bens da
terra, cujo destino é universal, como ensina a doutrina social da Igreja. Aqui
encontram fundamento a solidariedade e a partilha».[9] Estas palavras propõem-nos a imagem
da nova Jerusalém. O livro do profeta Isaías (cap. 60) e, em seguida, o
Apocalipse (cap. 21) descrevem-na como uma cidade com as portas sempre abertas,
para deixar entrar gente de todas as nações, que a admira e enche de riquezas.
A paz é o soberano que a guia, e a justiça o princípio que governa a
convivência dentro dela.
Precisamos de lançar, também sobre a
cidade onde vivemos, este olhar contemplativo, «isto é, um olhar de fé que
descubra Deus que habita nas suas casas, nas suas ruas, nas suas praças (...),
promovendo a solidariedade, a fraternidade, o desejo de bem, de verdade, de
justiça»,[10] por outras palavras, realizando a
promessa da paz.
Detendo-se sobre os migrantes e os
refugiados, este olhar saberá descobrir que eles não chegam de mãos vazias:
trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para
além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das
nações que os acolhem. Saberá vislumbrar também a criatividade, a tenacidade e
o espírito de sacrifício de inúmeras pessoas, famílias e comunidades que, em
todas as partes do mundo, abrem a porta e o coração a migrantes e refugiados,
inclusive onde não abundam os recursos.
Este olhar contemplativo saberá, enfim,
guiar o discernimento dos responsáveis governamentais, de modo a impelir as
políticas de acolhimento até ao máximo dos «limites consentidos pelo bem da
própria comunidade retamente entendido»,[11] isto é, tomando em consideração as
exigências de todos os membros da única família humana e o bem de cada um
deles.
Quem estiver animado por este olhar
será capaz de reconhecer os rebentos de paz que já estão a despontar e cuidará
do seu crescimento. Transformará assim em canteiros de paz as nossas cidades,
frequentemente divididas e polarizadas por conflitos que se referem
precisamente à presença de migrantes e refugiados.
4. Quatro pedras
miliárias para a ação
Oferecer a requerentes de asilo,
refugiados, migrantes e vítimas de tráfico humano uma possibilidade de
encontrar aquela paz que andam à procura, exige uma estratégia que combine
quatro ações: acolher, proteger, promover e integrar.[12]
«Acolher» faz apelo à exigência de
ampliar as possibilidades de entrada legal, de não repelir refugiados e
migrantes para lugares onde os aguardam perseguições e violências, e de
equilibrar a preocupação pela segurança nacional com a tutela dos direitos
humanos fundamentais. Recorda-nos a Sagrada Escritura: «Não vos esqueçais da
hospitalidade, pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos».[13]
«Proteger» lembra o dever de reconhecer
e tutelar a dignidade inviolável daqueles que fogem dum perigo real em busca de
asilo e segurança, de impedir a sua exploração. Penso de modo particular nas
mulheres e nas crianças que se encontram em situações onde estão mais expostas
aos riscos e aos abusos que chegam até ao ponto de as tornar escravas. Deus não
discrimina: «O Senhor protege os que vivem em terra estranha e ampara o órfão e
a viúva».[14]
«Promover» alude ao apoio para o
desenvolvimento humano integral de migrantes e refugiados. Dentre os numerosos
instrumentos que podem ajudar nesta tarefa, desejo sublinhar a importância de
assegurar às crianças e aos jovens o acesso a todos os níveis de instrução:
deste modo poderão não só cultivar e fazer frutificar as suas capacidades, mas
estarão em melhores condições também para ir ao encontro dos outros, cultivando
um espírito de diálogo e não de fechamento ou de conflito. A Bíblia ensina que
Deus «ama o estrangeiro e dá-lhe pão e vestuário»; daí a exortação: «Amarás o
estrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egito».[15]
Por fim, «integrar» significa permitir
que refugiados e migrantes participem plenamente na vida da sociedade que os
acolhe, numa dinâmica de mútuo enriquecimento e fecunda colaboração na promoção
do desenvolvimento humano integral das comunidades locais. «Portanto – como
escreve São Paulo – já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois
concidadãos dos santos e membros da casa de Deus».[16]
5. Uma proposta para
dois Pactos internacionais
Almejo do fundo do coração que seja
este espírito a animar o processo que, no decurso de 2018, levará à definição e
aprovação por parte das Nações Unidas de dois pactos globais: um para migrações
seguras, ordenadas e regulares, outro referido aos refugiados. Enquanto acordos
partilhados a nível global, estes pactos representarão um quadro de referência
para propostas políticas e medidas práticas. Por isso, é importante que sejam
inspirados por sentimentos de compaixão, clarividência e coragem, de modo a aproveitar
todas as ocasiões para fazer avançar a construção da paz: só assim o necessário
realismo da política internacional não se tornará uma capitulação ao cinismo e
à globalização da indiferença.
De fato, o diálogo e a coordenação
constituem uma necessidade e um dever próprio da comunidade internacional. Mais
além das fronteiras nacionais, é possível também que países menos ricos possam
acolher um número maior de refugiados ou acolhê-los melhor, se a cooperação
internacional lhes disponibilizar os fundos necessários.
A Seção Migrantes e Refugiados do
Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral sugeriu 20 pontos
de ação[17]como pistas concretas para a
implementação dos supramencionados quatro verbos nas políticas públicas e
também na conduta e ação das comunidades cristãs. Estas e outras contribuições
pretendem expressar o interesse da Igreja Católica pelo processo que levará à
adoção dos referidos pactos globais das Nações Unidas. Um tal interesse
confirma uma vez mais a solicitude pastoral que nasceu com a Igreja e tem
continuado em muitas das suas obras até aos nossos dias.
6. Em prol da nossa
casa comum
Inspiram-nos as palavras de São João Paulo II: «Se o
“sonho” de um mundo em paz é partilhado por tantas pessoas, se se valoriza o
contributo dos migrantes e dos refugiados, a humanidade pode tornar-se sempre
mais família de todos e a nossa terra uma real “casa comum”».[18] Ao longo da história, muitos
acreditaram neste «sonho» e as suas realizações testemunham que não se trata
duma utopia irrealizável.
Entre eles conta-se Santa Francisca
Xavier Cabrini, cujo centenário do nascimento para o Céu ocorre em 2017. Hoje,
dia 13 de novembro, muitas comunidades eclesiais celebram a sua memória. Esta
pequena grande mulher, que consagrou a sua vida ao serviço dos migrantes
tornando-se depois a sua Padroeira celeste, ensinou-nos como podemos acolher,
proteger, promover e integrar estes nossos irmãos e irmãs. Pela sua
intercessão, que o Senhor nos conceda a todos fazer a experiência de que «o
fruto da justiça é semeado em paz por aqueles que praticam a paz».[19]
Vaticano, 13 de
novembro – Memória de Santa Francisca Xavier Cabrini, Padroeira dos migrantes –
de 2017.
Franciscus
[8] Cf. Francisco, Discurso aos Diretores nacionais
da Pastoral dos Migrantes, participantes no Encontro promovido pelo Conselho
das Conferências Episcopais da Europa (22/IX/2017).
[17] «20 Pontos de Ação Pastoral»
e «20 Pontos de Ação para os Pactos Globais» (2017). Cf.
também Documento ONU A/72/528.
Fonte: vatican.va
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
domingo, 26 de novembro de 2017
Preparando o Natal no Advento
Aproxima-se o Advento. Ele tem algumas características próprias. É bom recordá-las.
COR
- Usa-se a cor roxa para as vestes litúrgicas. No 3º domingo, a cor usada tradicionalmente é rosa, por ser o “domingo Gaudet”, da alegria, referente à segunda leitura, na qual o apóstolo convida: Alegrem-se.
CANTOS
- O Advento é celebrado com sobriedade e com uma alegria discreta, quase contida. Por isso, não se canta o Gloria... (a não ser em algumas solenidades e festas, e m algumas celebrações especiais); fica reservado para a noite do e o dia do Natal, quando juntamos nossa voz à dos anjos para dar glória a Deus pela salvação que realiza em nosso meio. O Aleluia..., no entanto, continua ressoando.
MÚSICA E FLORES
- Pela sobriedade, devemos usar flores e instrumentos com moderação, para não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor.
Sugestões para a liturgia
Preparar bem o espaço celebrativo, de modo que todos perceberam o clima de alegre expectativa da comunidade. Para isso, alguns símbolos são importantes.
SIMBOLOS
Coloque na estrada da igreja um tronco grande, do qual deve sair um broto (que poderá ser uma orquídea ou qualquer planta verde). Esse símbolo recorda à comunidade que do tronco de Jessé nascerá o rebento de Davi. Ele simboliza também o sentido da espera.
Pode-se fazer a coroa do Advento, com ramos verdes, e a cada domingo, introduzir uma vela até completar quatro no final do Advento.
Acolhida: forme uma equipe de acolhida (se ainda não houver) e procure fazer uma acolhida afetuosa aos que chegam para a celebração. Nessa acolhida poderá ser dita frases como: “O Senhor já está chegando, seja bem-vindo (a)”, "Vem Senhor Jesus, vem, irmãos, irmã!" ou outras palavras que lembrem o significado do Tempo do Advento.
RITOS
Na procissão de entrada, no primeiro domingo, uma pessoa traz a coroa do Advento sem as velas e a deposita no suporte que já deverá estar preparado em local visível para todos. Essa entrada da coroa só se faz no primeiro domingo do Advento.
Quem preside ou o comentarista convida a comunidade a acolher a primeira vela do Advento (se possível, trazida por uma mulher grávida). Enquanto a vela se aproxima acesa, o grupo de canto entoa um refrão meditativo, do tipo: “Teu sol não se apagará”, ou “Ó luz do Senhor” (CD do Ofício divino das comunidades). A vela é colocada na coroa e quem a deposita, erguendo as mãos e o olhar para o alto, diz o seguinte bendito: “Bendito sejas, Senhor Deus das promessas, pela luz de teu Filho, Jesus Cristo, Senhor das nossas vidas e da história, a quem esperamos ansiosos e felizes! Ao término, todos entoam novamente o mesmo refrão meditativo.
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Um filme para trabalhar na comunidade no Advento: O quarto sábio
O quarto
sábio
Título Original: The Fourth Wise Man
Baseado no clássico de Henry Van Dyke, dirigido por Michael Ray
Rhodes, baseado no livro de Henry Van Dyke. A estória de um homem sábio, contada de forma
fascinante. Artaban(Martin Sheen), filho de um Rei da antiga Pérsia, procura
nas Sagradas Escrituras o significado real da vida e descobre as profecias
sobre Jesus, o Rei dos reis. O rei Artaban ( que também é medico) e o escravo
Orontes levam consigo três pedras preciosas, para oferecer ao Messias e iniciam,
então, uma jornada através do deserto para se encontrarem com os outros três
reis
O filme mostra várias atitudes cristãs.
Artaban pode ser
qualquer um de nós, que busca significado para a vida dele no mundo. Com
certeza, se formos cristãos, é impossível sê-lo se não ajudar ao próximo,
um próximo nem tão próximo assim. Um próximo que não se conheça, sem que seja
seu amigo, ou mesmo que seja um desafeto seu. A preferência é amar aqueles que
rejeitamos ou que nos incomodam. Traduzindo, " o inimigo" ! É
desta forma que a salvação se completa em nossa vida! Esta é a mensagem do
filme.
Direção: Michael
Ray Rhodes
·
Elenco: Martin
Sheen como
Artaban
·
Alan Arkin como Orontes
·
Eileen Brennan como Judith
·
Ralph
Bellamy como
Abgarus
·
James
Farentino como
Jesus (voz)
·
Charlie
Sheen como
Maximus
Nacionalidade EUA
Data de lançamento 1985 (1h 12min)
Para refletir
1. Por onde
vão Artaban e Orontes ? O que encontram?
2. Encontram a
Palavra? Ouvem? De quem? Onde?
3. O que você
achou das músicas?
4. Que
sentimentos e atitudes vivem Artaban e Orontes no caminho?
5. O que é
sinal do mal no caminho?
6. Palavras
mais significativas que você ouviu no filme?
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Mês da BÍBLIA 2017
Assim começou!
O Mês da Bíblia surgiu em 1971, por ocasião do
cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Gerais.
Foi levado adiante com a colaboração efetiva do Serviço
de Animação Bíblica – Paulinas (SAB), até ser assumido pela Conferência dos
Bispos do Brasil (CNBB) e estender-se ao âmbito nacional.
PARA QUÊ?
§– Contribuir para o desenvolvimento das diversas formas
de presença da Bíblia, na ação evangelizadora da Igreja, no Brasil;
§– Criar subsídios bíblicos nas diferentes formas de
comunicação;
– Facilitar o diálogo
criativo e transformador entre a Palavra, a pessoa e as comunidades
Fazendo memória
§1971: A celebração do Mês da Bíblia, na Arquidiocese de
Belo Horizonte por sugestão e coordenação das Irmãs Paulinas, do Pe. Antonio
Gonçalves e de outras pessoas.
§1976: Foram visitadas 30 dioceses de Minas Gerais e
Espírito Santo propondo o Mês da Bíblia como opção de evangelização, em
continuidade à Campanha da Fraternidade.
§1978: O Mês da Bíblia se estendeu, oficialmente, ao
Regional Leste 2 da CNBB, Minas Gerais e Espírito Santo, e a muitas outras
dioceses do Brasil.
§1985: Animado pelo Serviço de Animação Bíblica – SAB, o
Mês da Bíblia se estendeu a todo o Brasil e a outros países da América Latina.
§1997: Com o projeto “Rumo ao Novo Milênio” (RNM), foi
proposto o estudo dos quatro Evangelhos, no decorrer do ano.
§2001 – 2003: Prosseguiu com o Projeto “Ser Igreja no
Novo Milênio”.
§2004 – 2007: Continuou com o Projeto “Queremos ver
Jesus”.
§2008 – 2010: Prosseguiu com Projeto Brasil na Missão
Continental “A alegria de ser discípulo/a missionário/a”.
§2011: Continua com o Projeto “Brasil na Missão
Continental” e de Iniciação à Vida Cristã.
Temas do Mês da Bíblia
01) 1971 Bíblia, Jesus Cristo está aqui
02) 1972 Deus acredita em você
03) 1973 Deus continua acreditando em
você
04) 1974 Bíblia, muito mais nova do que
você pensa
05) 1975 Bíblia, palavra nossa de cada
dia
06) 1976 Bíblia, Deus caminhando com a
gente
07) 1977 Com a Bíblia em nosso lar,
nossa vida vai mudar
08) 1978 Como encontrar justiça e paz?
O livro de Amós
09) 1979 Bíblia, o livro da criação –
Gn 1-11
10) 1980 Buscamos uma nova terra –
História de José do Egito
11) 1981 Que todos tenham vida! – Carta
aberta de Tiago
12) 1982 Que sabedoria é esta? – As
Parábolas
13) 1983 Esperança de um povo que luta
– O apocalipse de São João
14) 1984 O caminho pela Palavra – Os
atos dos Apóstolos
15) 1985 Rute, uma história da Bíblia –
Livro de Rute
16) 1986 Bíblia, livro da Aliança –
Êxodo 19-24
17) 1987 Homem de Deus, homem do povo –
profeta Elias
18) 1988 Salmos, a oração do povo que
luta – O livro dos Salmos
19) 1989 Jesus: palavra e pão –
Evangelho de João, cap 6
20) 1990 Mulheres celebrando a
libertação
21) 1991 Paulo, trabalhador e
evangelizador – Vida e viagens de Paulo
22) 1992 Jeremias, profeta desde jovem
– Livro de Jeremias
23) 1993 A força do povo peregrino sem
lar, sem terra – 1ª Carta de Pedro
24) 1994 Cântico: uma poesia de amor –
Cântico dos Cânticos
25) 1995 Com Jesus na contramão – o Evangelho de Marcos
26) 1996 Jó, o povo sofredor – Livro de Jó
27) 1997 Curso Bíblico Popular – Evangelho de Marcos
28) 1998 Curso Bíblico Popular – Evangelho de Lucas
29) 1999 Curso Bíblico Popular – Evangelho de Mateus
30) 2000 Curso Bíblico Evangelho segundo João: luz para
as Comunidades
31) 2001 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos, capítulos de
1 a 15
32) 2002 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos, capítulos 16
a 28
33) 2003 Curso Bíblico Popular – Cartas de Pedro
34) 2004 Curso Bíblico Popular – Oséias e Mateus
35) 2005 Curso Bíblico Popular – Uma releitura do II e
III Isaías
36) 2006 Come teu pão com alegria – Eclesiastes
37) 2007 Deus viu tudo o que tinha
feito: e era muito bom – Gênesis
38) 2008 A Caridade sustenta a
Comunidade – Primeira Carta aos Coríntios
39) 2009 A alegria de servir no amor e
na gratuidade – Carta aos Filipenses
40) 2010 Levanta-te e vai à grande
cidade – Introdução ao estudo do profeta Jonas
41) 2011 Travessia: passo a passo, o
caminho se faz (Ex 15,22-18,27) com o lema “Aproximai-vos do Senhor” (Ex 16,9)
41) 2012 Discípulos missionários a
partir do evangelho de Marcos
42) 2013 Discípulos missionários a
partir do Evangelho de Lucas – Lema: Alegrai-vos comigo, encontrei o que estava
perdido (Lc 15)
43) 2014 Discípulos missionários a
partir do Evangelho de Mateus – Lema: Ide, ensinai e fazei discípulos (cf. Mt
28,18-19)
44) 2015 Discípulos e Missionários a
partir do Evangelho de João. – Lema: Permanecei no meu amor para dar muitos
frutos. (Cf. Jo 15,8-9)
45) 2016 Para que n’Ele nossos povos
tenham vida – Livro de Miquéias
46) 2017 Para que n’Ele nossos povos
tenham vida – Primeira carta aos Tessalonicenses
47) 2018 Para que n’Ele nossos povos
tenham vida – Livro da Sabedoria
48) 2019 Para que n’Ele nossos povos
tenham vida – Primeira Carta de João
2017 - 1ª aos Tessalonicenses
(livreto)
Tema:
Para que n’Ele nossos povos
tenham vida
Lema:
Anunciar o Evangelho e doar a própria vida
Encontros
1º Ser cristão: encontro com a fé, o amor e a esperança
2º
Edificar-se no trabalho: a vida com dignidade
3º
A esperança cristã: cremos na ressurreição e na partida
4º
A comunidade cristã: vida em alegria e oração
Anunciar o Evangelho e doar a própria vida
1Ts 2,3-8
segunda-feira, 1 de maio de 2017
51º Dia Mundial das Comunicações Sociais
28 de maio de 2017
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
Tema: «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).
Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo»
Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó do moinho que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado do moinho tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente da pessoa está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).
Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão cheiroso e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.
Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingênuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.
Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia».
A boa notícia
A vida do homem não se reduz a uma crônica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para vê-la: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos?
Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.
Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. Nele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura da falência. Trata-se duma esperança que não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.
A confiança na semente do Reino
Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde a falência pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27).
O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.
Os horizontes do Espírito
A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Hb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo»,podemos ser «testemunhas» e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra»(cf. At 1, 7-8).
A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.
Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.
Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.
Francisco
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