Parábola da semente

"Saiu o semeador a semear..." (Mc 4,3)



quarta-feira, 9 de julho de 2014

Agenda AGOSTO 2014

Oficina: Trabalhando com adolescentes

Data do Evento: 23/08/2014
Hora do Evento: 09:00
Oficinas de Catequese - NUCAP - Núcleo de Catequese Paulinas

Oficina: Trabalhando com adolescentes

Paulinas convida você para a Oficina de catequese: Trabalhando com adolescentes. 
A oficina faz parte de um bloco de oito encontros e tem como objetivo contribuir na formação de catequistas para uma nova conduta evangelizadora com inspiração catecumenal.
O encontro tem como objetivo animar a pastoral catequética a planejar ações que estreitem a convivência  do adolescente com a fé, seja na família ou na vida em comunidade.

Assessoria: Erenice Jesus de Souza, mestre em Educação, Arte e História da Cultura e especialista em Psicopedagogia e Catequese. É catequista e membro do Núcleo de Catequese Paulinas – NUCAP.

Data: 23/08(sábado)

Horário: das 9h às 12h

Taxa de inscrição: R$ 10,00

Local: Auditório Paulinas Livraria
 Rua Domingos de Morais, 660
(em frente à estação Ana Rosa do Metrô)

Informações e inscrição:
Tel. (11) 5081-9330
ou promodomingos@paulinas.com.br

Mais informações visite nossa livraria e confira a programação das próximas Oficinas de Catequese.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Corpus Christi - "Festa de Deus"

A religiosa agostiniana Juliana de Mont Cornillon começou a ter "visões" em 1209, aos 17 anos; nelas, era-lhe pedida uma festa anual, celebrada pela Igreja, para agradecer o sacramento da Eucaristia.
Somente aos 38 anos Irmã Juliana confidenciou esse segredo a João Pantaleão, que se tornaria o papa Urbano IV.
Com autorização do papa, a chamada "Festa de Deus" teve início na Paróquia de Saint Martin, em Liège, na Bélgica, em 1230. Ele recomendou que a festa se restringisse ao interior da igreja, pois ainda não era oficial. Assim, as pessoas começaram a proclamar sua gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, a procissão eucarística saiu pelas ruas de Liège, tornando-se uma festa da diocese e, logo depois, de toda a Bélgica.

A festa mundial de Corpus Christi foi decretada por Urbano IV em 11 de agosto de 1264, seis anos após a morte de Irmã Juliana. Ele instituiu, por meio da Bula Transiturus, a festa que seria celebrada na quinta-feira, após a Festa da Santíssima Trindade.

A festa de Corpus Christi foi adotada definitivamente somente cinquenta anos depois de Urbano IV. Em 1313, o papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Juris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em virtude dos protestantes, da Reforma de Lutero e dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, o concílio de Trento (1545-1563) fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a procissão eucarística pelas ruas das cidades, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na hóstia.

Irmã Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599, pelo papa Clemente VIII.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Dicas para celebrar Pentecostes na Liturgia


A cor de Pentecostes é o vermelho
O espaço deve ser expressão da Páscoa do Senhor, destacando o círio Pascal, a mesa da Palavra, a mesa da eucaristia e a pia batismal.
Antes do início de celebração pode-se cantar um canto do Espírito Santo e 7 pessoas com velas acesas entram, representando os 7 dons. Preparar com antecedência um lugar para por as velas.

No ato penitencial pode ser feita a aspersão lembrando nosso batismo, utilizando um canto próprio para o momento.

Nesta solenidade a liturgia traz a sequência. A sequência é um hino que surgiu por volta do século IX. De forma lírica e expressiva, fala sobre determinado tema da devoção cristã. Este hino é cantado antes da aclamação ao Evangelho. Deve ser valorizado.

Na profissão de fé, pode-se renovar as promessas do batismo. Nas preces, lembrar todos os jovens que recebem o sacramento do crisma nesse dia.




No final da celebração, após a oração pós-comunhão, pode ser realizado o rito de apagar o Círio Pascal.  É importante que antes de iniciar o rito, o presidente da celebração ou o animador, oriente os celebrantes explicando porque o Círio Pascal é retirado da assembleia.

A comunidade poderá ser motivada assim:  na noite da Vigília Pascal, aclamamos Cristo nossa Luz e acendemos o Círio Pascal. A luz do Círio nos acompanhou nestes cinqüenta dias do Tempo Pascal.  No dia de Pentecostes, ao concluir o Tempo da Páscoa, o Círio será apagado. 

Este sinal nos é tirado para que, educados na escola pascal do mestre Ressuscitado, nos tornemos a “luz de Cristo” que se irradia, como uma coluna luminosa que passa no mundo, para iluminar os irmãos e irmãs e guiá-los no êxodo definitivo rumo ao céu.


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Novena de Pentecostes

Canto de abertura

A nós descei, divina luz (bis)
Em nossas almas acendei o amor, o amor de Jesus.


Oração inicial
Vem, Espírito Santo, envia do alto do céu um raio da tua luz.
Vem, pai dos pobres, doador da divina graça, e luz dos corações.
És consolo e defensor, amável hóspede dos corações,
e alívio incomparável.
És descanso no trabalho, a brisa no calor ardente e consolo na aflição.
Ó ditosa luz divina, ilumina plenamente o coração dos teus fiéis.
Sem ti não pode haver jamais em homem algum, inocência nem bondade.
Vem livrar-nos do pecado, abrandar a nossa aridez e curar as nossas feridas.
Concede-nos que possamos superar a nossa obstinação,
vencer a nossa apatia, e nos guardar no bom caminho.
Aqueles que creem em ti e em ti confiam, concede os teus sete dons sagrados.
Como prêmio da virtude, dá-lhes a felicidade e a alegria eterna. Amém.

A Palavra de Deus
Quando chegou o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como o agitar-se de um vendaval impetuoso, que encheu toda a casa onde se achavam. Apareceram-lhes, então, línguas comode fogo, que se repartiam e que pousaram sobre cada um deles. E todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem.
(At 2,1-4)


Invocação para cada dia
1º dia
Vinde Espírito Santo / e dai-nos o Dom da Sabedoria  /para que possamos avaliar todas as coisas à luz do Evangelho / e ler nos acontecimentos da vida os projetos de amor do Pai.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre.  Amém.

2º dia
Vinde Espírito Santo / Dai-nos o Entendimento / uma compreensão mais profunda da verdade / a fim de anunciar a salvação com maior firmeza e convicção.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre.  Amém.

3º dia
Vinde Espírito Santo / Dai-nos o Dom do Conselho / que ilumina a nossa vida / e orientai a nossa ação segundo vossa Divina Providência.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre.  Amém.

4º dia
Vinde Espírito Santo /  Dai-nos o Dom da Fortaleza / e sustentai-nos no meio de tantas dificuldades / com vossa coragem para que possamos anunciar o Evangelho. /
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre.  Amém.

5º dia
Vinde Espírito Santo /   Dai-nos  o Dom da Ciência / para distinguir o Único necessário /  das coisas meramente importantes. /
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre.  Amém.

6º dia
Vinde Espírito Santo / dai-nos Piedade / para reanimar sempre mais nossa íntima comunhão convosco.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre.  Amém.

7º dia
Vinde Espírito Santo / e dai-nos vosso santo Temor / para que, conscientes de nossas fragilidades, / reconhecermos a força da vossa graça.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre.  Amém.

8º dia
Vinde Espírito Santo / e dai-nos um novo coração. Amém. 
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre.  Amém.

9º dia
Vinde, Espírito Santo, santificai também o nosso espírito,/ renovando todo o nosso ser, /
mente, vontade, coração. Capacitai-nos a viver e comunicar a  Palavra, /Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre.  Amém.

Ave Maria, Pai Nosso, Glória ao Pai...

Bênção
O Senhor esteja ao nosso lado para nos defender,
dentro de nós para nos proteger,
diante de nós para nos conduzir e
acima de nós para nos abençoar.
Que esta proteção maravilhosa de Deus,
nos liberte e nos defenda de todo o mal e nos dê alegria.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Canto final
Vem,vem,vem, vem Espírito Santo de amor,
vem a nós, traz à igreja um novo vigor (bis)

Ir. Patrícia Silva, fsp

Domingo da Ascensão e da comunicação

Domingo, dia 1º de junho, domingo da Ascensão, celebra-se o 48º Dia Mundial das Comunicações.
Neste ano o tema é:
  "Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro"
E, esta é a mensagem do papa Francisco para o dia que poderá ser lida e conversar sobre ela com os catequizandos, rezando pela comunicação.

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje vivemos num mundo que se torna cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximos, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas.

Em nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas ruas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nas calçadas e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas econômicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.

Neste mundo, os meios de massa podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos  harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os meios de comunicação podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus.
No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e econômicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de comunicação social, corre o risco de ser excluído.

Estes limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos meios de comunicação; antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Portanto haverá alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isto requer tempo e capacidade de  fazer silêncio para escutar. Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições. Entretanto saberemos apreciar melhor também os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão do ser humano como pessoa, o matrimônio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros.

Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro? E – para nós, discípulos do Senhor – que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser verdadeiramente próximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba – isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29 ). Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos traduzi-la assim: Como se manifesta a «proximidade» no uso dos meios de
comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro. Por isso, comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir este poder da comunicação como «proximidade».


Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele homem, o levita e o sacerdote não veem um seu próximo, mas um estranho de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual. Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real.

Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos meios de comunicação não pode alienar-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas. A neutralidade dos mass-media é só aparente: só pode constituir um ponto de referência quem comunica colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal é a própria raiz da confiabilidade dum comunicador. É por isso mesmo que o testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais.

Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de auto-referencialidade, não hesito em preferir a primeira. E quando falo de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efetiva e afetivamente, alcançar.
Entre estas estradas estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança. Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do mundo» (At 1, 8).

Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos. Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver esta vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive no contexto da comunicação, é precisa uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração.

O testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros "através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana" (Bento XVI, Mensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2013). Pensemos no episódio dos discípulos de Emaús. É preciso saber-se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto é, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos libertar do pecado e da morte. O desafio requer profundidade, atenção à vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas.

Possa servir-nos de guia o ícone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria.
A nossa luminosidade não derive de truques ou efeitos especiais, mas de nos fazermos próximo, com amor, com ternura, de quem encontramos ferido pelo caminho. Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital. É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus.

FRANCISCUS
Vaticano, 24 de Janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano 2014.