Parábola da semente

"Saiu o semeador a semear..." (Mc 4,3)



segunda-feira, 11 de junho de 2012

15 de junho - Solenidade do Coração de Jesus

Leitura Orante para celebrar o Coração de Jesus

Introdução
O Diretório sobre a Piedade Popular, da Congregação para o Culto Divino de dezembro de 2001, afirma:
"Na sexta-feira seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes a Igreja celebra a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Além da celebração litúrgica, muitas outras expressões de piedade têm por objeto o Coração de Cristo. Não tem dúvida de que a devoção ao Coração do Salvador tem sido, e continua a ser, uma das expressões mais difundidas e amadas da piedade eclesiástica. Entendida à luz da Sagrada Escritura, a expressão "Coração de Cristo" designa o mesmo mistério de Cristo, a totalidade do seu ser, a sua pessoa considerada no seu núcleo mais íntimo e essencial..."(Diretório sobre a Piedade Popular, 166).
Iniciamos a oração rezando:
Coração Divino de Jesus,
eu vos ofereço, por meio do Coração Imaculado de Maria,
Mãe da Igreja,Rainha dos Apóstolos,
em união ao Sacrifício Eucarístico,
todas as minhas ações, orações, alegrias
e sofrimentos deste dia,
em reparação dos pecados
e pela salvação de todos as pessoas,
para a glória de Deus Pai. Amém.

1. Leitura (Verdade)- O que a Palavra diz?
Vamos ler, atentamente, na Bíblia, Jo 19,31-37.
Então os líderes judeus pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas dos que tinham sido crucificados e mandasse tirá-los das cruzes. Pediram isso porque era sexta-feira e não queriam que, no sábado, os corpos ainda estivessem nas cruzes. E aquele sábado era especialmente santo. Os soldados foram e quebraram as pernas do primeiro homem que tinha sido crucificado com Jesus e depois quebraram as pernas do outro. Mas, quando chegaram perto de Jesus, viram que ele já estava morto e não quebraram as suas pernas. Porém um dos soldados furou o lado de Jesus com uma lança. No mesmo instante saiu sangue e água. Quem viu isso contou o que aconteceu para que vocês também creiam. O que ele disse é verdade, e ele sabe que fala a verdade. Isso aconteceu para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem: "Nenhum dos seus ossos será quebrado." E em outro lugar as Escrituras Sagradas dizem: "Eles olharão para aquele a quem atravessaram com a lança."
Comentário: Neste texto,  na cruz, Jesus revela seu grande amor ao ser atingido no seu coração pela lança do soldado. Por isso, a espiritualidade do Coração de Jesus é a espiritualidade do amor. Quem vive esta devoção reconhece o amor íntimo e profundo com que Deus o ama e dá a vida por ele, e responde com amor. Um amor solidário e reparador. Do coração de Jesus nasceu a Igreja, cuja missão é testemunhar o amor de Jesus em todos os lugares e tempos.
Como têm lembrado freqüentemente os papas, a devoção ao Coração de Cristo tem um sólido fundamento na Escritura. Jesus, (...) apresenta-se a si mesmo como mestre "manso e humilde de Coração" (Mt 11, 29). Pode-se dizer que do lado de Cristo atravessado pela lança, brotou sangue e água, símbolo do "sacramento admirável de toda a Igreja". (Cf Diretório sobre a Piedade Popular, da Congregação para o Culto Divino. Vaticano, Dezembro de 2001).
O texto de São João que narra a apresentação das mãos e do lado de Cristo aos discípulos (Cfr. Jo 20, 20) e o convite dirigido por Cristo a Tomé para que estendesse a sua mão e a introduzisse no seu lado (Cfr. Jo 20 27), tiveram também um influxo notável na origem e no desenvolvimento da piedade eclesiástica ao Sagrado Coração.

2. Meditação(Caminho) - O que a Palavra diz para mim? Para nós?
Santo Agostinho diz:
"A entrada é acessível: Cristo é a porta.
Também se abriu para você quando o seu lado foi aberto pela lança.
Lembra o que dali saiu; portanto olha por onde pode entrar.
Do lado do Senhor pendurado que morria na Cruz saiu sangue e água quando foi aberto pela lança.
Na água está a sua purificação, no sangue a sua redenção."


3. Oração (Vida) O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
"No Coração de Jesus existe tudo o que precisamos: fortaleza para os fracos, coragem para os tímidos, luz e conselho para os hesitantes; e para todos: humildade, paz, caridade e alegria de viver". (Santa Paula Frassinetti)
Rezamos, agora, com muita consciência e fé, a Ladainha do Coração de Jesus.

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Filho do Pai eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, majestade infinita, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, templo santo de Deus, tende piedade de nós
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo, tende piedade de nós
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do Céu, tende piedade de nós
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor, tende piedade de nós
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor, tende piedade de nós
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, tende piedade de nós
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, tende piedade de nós
Coração de Jesus, Rei e centro de todos os corações, tende piedade de nós
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, tende piedade de nós
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, tende piedade de nós
Coração de Jesus, no qual o Pai põe todas as suas complacências, tende piedade de nós
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós participamos, tende piedade de nós
Coração de Jesus, desejado desde toda a eternidade, tende piedade de nós
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia, tende piedade de nós
Coração de Jesus, rico para todos que vos invocam, tende piedade de nós
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, tende piedade de nós
Coração de Jesus, propiciação por nossos pecados, tende piedade de nós
Coração de Jesus, saturado de opróbrios, tende piedade de nós
Coração de Jesus, esmagado de dor por causa dos nossos pecados, tende piedade de nós
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, tende piedade de nós
Coração de Jesus, atravessado pela lança, tende piedade de nós
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação, tende piedade de nós
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, tende piedade de nós
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, tende piedade de nós
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, tende piedade de nós
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, tende piedade de nós
Coração de Jesus, esperança dos que morrem em vós, tende piedade de nós
Coração de Jesus, delícias de todos os santos, tende piedade de nós
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
Jesus, manso e humilde de coração. Fazei nosso coração semelhante ao vosso.
Oremos:
Deus Onipotente e Eterno, olhai o Coração do vosso diletíssimo Filho e os louvores e reparações que pelos pecadores vos tem tributado; e aos que invocam vossa misericórdia, vós, aplacado, sede fácil no perdão, pelo mesmo Jesus Cristo que convosco vive e reina para sempre, na unidade do Espírito Santo. Amém.

4. Contemplação(Vida/ Missão) - Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Só pode ser um olhar de amor que se doa, como o de Jesus.

Bênção - Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


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Irmã Patrícia Silva, fsp

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sugestão da CNBB para formação de jovens



Brasília, 01 de junho de 2012.
PJ Nº - 0481/12
Caros irmãos Párocos e Administradores Paroquiais,
Vigários Paroquiais e demais Presbíteros.

Deus nos concede mais um mês para viver na sua Graça e a seu serviço! É junho: mês de tantas celebrações! Mês em que contemplamos em muitos lugares os jovens envolvidos plenamente em atividades que os mantêm animados em trabalhos que amadurecem sua fé, seus relacionamentos, seus dons. Quanto vai-e-vem para a confecção dos belos tapetes de Corpus Christi bem como para a arrumação das barraquinhas e atividades das Festas Juninas! Ninguém consegue ficar alheio ao ver tantos jovens envolvidos com generosidade nesta preparação! A nossa alegria de pastores se soma à certeza de que eles, além do dever cumprido, crescem consideravelmente quando encontram espaços adequados e pessoas que os valorizam e os incentivam. Como os jovens gostam de ver seus sacerdotes ao seu lado, apoiando suas iniciativas!
Este mês também vem tocar em um assunto muito querido aos jovens: o amor! O amor de Maria, em maio, nos aponta para o amor de Seu Filho, em junho, com a festa do Sagrado Coração de Jesus! É nossa missão auxiliar os jovens a perceberem o infinito amor daquele que nos disse um dia: “eu vos chamo amigos” (Jo 15, 15). É um Coração que revela tudo; não esconde nada do que é essencial para a felicidade.
Mas o mês de junho também vai falar do amor dos namorados. Dia 12 está chegando e, certamente, é um assunto que ‘vai rolar’ nas conversas pessoais, nos facebooks e twitters da vida! E as nossas comunidades, como irão tratar deste assunto? Ou melhor, como temos abordado esta questão junto aos nossos adolescentes, jovens, catequizandos? Os senhores já conhecem o valioso material que a CNBB preparou para a formação deles na área da afetividade-sexualidade? O subsídio que se intitula “Aos Jovens com Afeto” disponibiliza 50 fichas com temas atuais, embasados na Palavra de Deus e no Magistério da Igreja, e com uma linguagem apropriada para esta nova geração. No mínimo, cada catequista e líder de jovens deveria ter este material complementar para a sua ação evangelizadora. Ele poderá ser adquirido diretamente nas Edições CNBB: http://www.edicoescnbb.com.br/loja/catalogo.php?loja=302647&IdDep=12.
                Caros irmãos, continuemos apostando nos jovens. A Peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora está semeando pelo Brasil afora um novo tempo, não só para a juventude, mas para a Igreja e – porque não dizer também! – para a sociedade na qual ela se encontra e vive.
Sejamos criativos e ousados – como eles! – favorecendo-lhes espaços e calor humano em nossas comunidades. Às vezes os jovens só necessitam de um sinal para perceberem o grande amor de Deus. E este ‘sinal’ passa também pelo ‘seu’ e ‘meu’ coração para atingi-los e cativá-los. O Coração de Jesus quer bater forte no peito de cada um dos pastores para que a força do seu amor possa atingir o coração das ovelhas. “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem”(Jo 10, 27)

No Coração de Jesus e de Maria deposito-os todos os senhores com minhas orações.
Com estima,     
 
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ)

 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Junho: mês dedicado ao Coração de Jesus


Espiritualidade do  Coração de Jesus

“tirareis água com alegria das fontes da salvação” (Isaías 12,3)

Textos da Carta do Papa Bento XVI sobre o culto ao Coração de Jesus dirigida ao Padre Peter-Hans Kolvenbach, Prepósito Geral da Companhia de Jesus no qüinquagésimo aniversário da Encíclica “Haurietis aquas” (Beberão águas) com a qual o pontífice promovia o culto ao Coração de Jesus. Vaticano, 15 de maio de 2006.

Ao promover o culto ao Coração de Jesus, a encíclica “Haurietis aquas” exortava aos crentes a abrir-se ao mistério de Deus e de seu amor, deixando-se transformar por ele. Cinqüenta anos depois, continua em pé a tarefa sempre atual dos cristãos de aprofundar  sua relação com o Coração de Jesus para reavivar em si mesmos a fé no amor de Deus, acolhendo-o cada vez melhor em sua própria vida.
Poderemos compreender melhor o que significa "conhecer” em Jesus Cristo o amor de Deus, experimentá-lo, mantendo o olhar nEle, até viver completamente da experiência de seu amor, para poder testemunhá-lo depois aos outros. De fato, diz Bento XVI, retomando uma expressão de meu  predecessor, João Paulo II, “junto ao Coração de Cristo, o coração humano aprende a conhecer o autêntico e único sentido da vida e de seu próprio destino, a compreender o valor de uma vida autenticamente cristã, a permanecer afastado de certas perversões do coração, a unir o amor filial a Deus ao amor ao próximo. Deste modo – e esta é a verdadeira reparação exigida pelo Coração do Salvador – sobre as ruínas acumuladas pelo ódio e a violência poderá edificar-se a civilização do Coração de Cristo” (“Insegnamenti”, vol. IX/2, 1986, p. 843).

Conhecer o amor de Deus em Jesus Cristo
 Na encíclica “Deus caritas est”, diz Bento XVI,  citei a afirmação da primeira carta de são João: “Nós conhecemos o amor que Deus nos tem e cremos nele” para sublinhar que na origem da vida cristã está o encontro com uma Pessoa (cf. n. 1). Dado que Deus se manifestou da maneira mais profunda através da encarnação de seu Filho, fazendo-se “visível” nEle; na relação com Cristo, podemos reconhecer quem é verdadeiramente Deus (cf. encíclica “Haurietis aquas”, 29,41; encíclica “Deus caritas est”, 12-15). Mais ainda, dado que o amor de Deus encontrou sua expressão mais profunda na entrega que Cristo fez de sua vida por nós na Cruz, ao contemplar seu sofrimento e morte podemos reconhecer de maneira cada vez mais clara o amor sem limites de Deus por nós: “tanto amou Deus ao mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que crer nele não pereça, mas que tenha vida eterna” (João 3, 16).
 Por outro lado, esse mistério do amor de Deus por nós não constitui só o conteúdo do culto e da devoção ao Coração de Jesus: é, ao mesmo tempo, o conteúdo de toda verdadeira espiritualidade e devoção cristã. Portanto, é importante sublinhar que o fundamento dessa devoção é tão antigo como o próprio cristianismo. De fato, só se pode ser cristão dirigindo o olhar à Cruz de nosso Redentor, “a quem transpassaram” (João 19, 37; cf. Zacarias 12, 10). A encíclica “Haurietis aquas” lembra que a ferida do lado e as dos pregos foram para numeráveis almas os sinais de um amor que transformou cada vez mais incisivamente sua vida (cf. número 52). Reconhecer o amor de Deus no Crucificado se converteu para elas em uma experiência interior que as levou a confessar, junto a Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” (João 20, 28), permitindo-lhes alcançar uma fé mais profunda na acolhida sem reservas do amor de Deus (cf. encíclica “Haurietis aquas”, 49).

Experimentar o amor de Deus dirigindo o olhar ao Coração de Jesus Cristo O significado mais profundo desse culto ao amor de Deus só se manifesta quando se considera mais atentamente sua contribuição não só ao conhecimento, mas também, e sobretudo, à experiência pessoal desse amor na entrega confiada a seu serviço (cf. encíclica “Haurietis aquas”, 62). Obviamente, experiência e conhecimento não podem separar-se: um faz referência ao outro.
Também é necessário sublinhar que um autêntico conhecimento do amor de Deus só é possível no contexto de uma atitude de oração humilde e de disponibilidade generosa. Partindo dessa atitude interior, o olhar posto no lado transpassado da lança se transforma em silenciosa adoração. O olhar no lado transpassado do Senhor, do qual saem “sangue e água” (cf. Gv 19, 34), nos ajuda a reconhecer a multidão de dons de graça que daí procedem (cf. encíclica “Haurietis aquas”, 34-41) e nos abre a todas as demais formas de devoção cristã que estão compreendidas no culto ao Coração de Jesus.
 A fé, compreendida como fruto do amor de Deus experimentado, é uma graça, um dom de Deus. Mas o homem poderá experimentar a fé como uma graça só na medida em que ele a aceita dentro de si como um dom, e procura vivê-lo. O culto do amor de Deus, para o qual convidava os fiéis a encíclica “Haurietis aquas” (cf. ibidem, 72), deve nos ajudar a recordar incessantemente que Ele carregou com este sofrimento voluntariamente “por nós”, “por mim”.
Quando praticamos este culto, não só reconhecemos com gratidão o amor de Deus, mas continuamos nos abrindo a esse amor, de maneira que a nossa vida vai ficando cada vez mais modelada por ele.
Deus, que derramou seu amor “em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (cf. Romanos 5, 5), nos convida incansavelmente a acolher seu amor. O convite a entregar-se totalmente ao amor salvífico de Cristo (cf. ibidem, n. 4) tem como primeiro objetivo a relação com Deus. Por esse motivo, esse culto totalmente orientado ao amor de Deus que se sacrifica por nós tem uma importância insubstituível para nossa fé e para nossa vida no amor.

Viver e testemunhar o amor experimentado

Quem aceita o amor de Deus interiormente fica plasmado por ele. O amor de Deus experimentado é vivido pelo homem como um “chamado” ao que tem que responder.
O olhar dirigido ao Senhor, que “tomou nossas fraquezas e carregou nossas enfermidades” (Mateus 8, 17), nos ajuda a prestar mais atenção no sofrimento e na necessidade dos demais. A contemplação, na adoração, do lado transpassado da lança nos sensibiliza frente à vontade salvífica de Deus. Torna-nos capazes de confiar em seu amor salvífico e misericordioso e, ao mesmo tempo, nos reforça no desejo de participar em sua obra de salvação, convertendo-nos em seus instrumentos.
Os dons recebidos do lado aberto, do qual saíram “sangue e água” (cf. João 19, 34), fazem que nossa vida se converta também para os outros em manancial do qual emanam “rios de água viva” (João 7, 34 – cf. encíclica “Deus caritas est”, 7). A experiência do amor surgida do culto do lado transpassado do Redentor nos tutela ante o risco de nos prendermos em nós mesmos e nos faz mais disponíveis para uma vida para os outros. “Nisto conhecemos o que é o amor: em que ele deu sua vida por nós. Também nós devemos dar a vida pelos irmãos” (I João 3, 16 – cf. encíclica “Haurietis aquas”, 38).
A resposta ao mandamento do amor se faz possível só com a experiência de que este amor já nos foi dado antes por Deus (cf. encíclica “Deus caritas est”, 14).
O culto do amor que se faz visível no mistério da Cruz, representado em toda celebração eucarística, constitui, portanto, o fundamento para que possamos converter-nos em instrumentos nas mãos de Cristo: só assim podemos ser arautos críveis de seu amor.
Esta abertura à vontade de Deus, contudo, deve renovar-se em todo momento: “O amor nunca se dá por “concluído” e completado” (cf. encíclica “Deus caritas est”, 17). A contemplação do “lado transpassado pela lança”, na qual resplandece a vontade infinita de salvação por parte de Deus, não pode ser considerada portanto como uma forma passageira de culto ou de devoção: a adoração do amor de Deus, que encontrou no símbolo do “coração transpassado” sua expressão histórico-devocional, continua sendo imprescindível para uma relação viva com Deus (cf. encíclica “Haurietis aquas”, 62).

O Coração de Jesus é uma escola de amor
“O lado aberto de Jesus é uma escola de amor. Contemplando-o somos irresistivelmente conquistados pelo amor” e, assim, nos unimos a Cristo para viver com Ele a experiência da oblação e da reparação: eis o nosso carisma dehoniano, o nosso jeito de ser do Coração de Jesus.
Contemplar o Coração de Jesus é contemplar sua própria pessoa; é no fundo contemplar o amor de Deus que se revela em Cristo, porque Deus é amor (1Jo 4,8). Um amor que se manifesta na doação da própria vida para fazer a vontade do Pai. Um amor que se faz eucaristia. Contemplar o Coração de Jesus é adorar a Cristo eucarístico. Por isso, somos convidados a esta vida de interioridade, de intimidade ao Coração de Jesus na eucaristia, valorizando a Santa Missa e a adoração eucarística tendo-os como ponto fundante de nossa espiritualidade.
Este amor à eucaristia e, portanto, ao Coração de Jesus, nos faz oferenda ao Pai. Nos unimos a oferta perfeita de Cristo, para sermos também nós oferenda agradável. Ofertamos com Cristo nossa vida no espírito do “Eis que venho ó Pai para fazer a tua vontade” (Hb 10,7), abandonando-nos totalmente à vontade de Deus. Queremos ser um outro Cristo para o mundo revelando o Amor em palavras e atitudes de testemunho.
Também aprendemos de Cristo a reparação. Cristo dá a vida por amor. Dá a vida para nos resgatar, nos libertar, nos amar. Um amor que se rasga na lança que transpassa o coração (Jo 19,34). É vítima de reparação, restituindo na terra a caridade, reconquistando o coração do homem com apropria vida, porque “quem ama dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13). Vivemos a reparação, procurando infundir o a amor na sociedade, restaurando corações feridos, denunciando injustiças, pregando o amor.
Portanto, ser do coração de Jesus é reproduzir este divino coração de uma maneira especial e distinta, segundo as nossas possibilidades e como a graça nos inspira: um coração que ama, se imola e não deixa jamais de se doar.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Mensagem da CNBB aos trabalhadores e trabalhadoras


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, no ensejo das comemorações do Dia Mundial do Trabalho, neste 1º de Maio, dirige sua mensagem de solidariedade e apoio a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A celebração desta data nos sugere, antes de tudo, um agradecimento a Deus pelo ser humano que, com criatividade e sabedoria, constrói o mundo e vive do trabalho de suas mãos.
O trabalho não é um mero apêndice na vida humana, mas uma dimensão fundamental de sua existência na terra. Por meio dele, o homem e a mulher “participam na obra do próprio Deus, seu Criador” e se realizam como seres humanos. O próprio Jesus viveu a realidade do trabalho a ponto de ser identificado como “o Filho do Carpinteiro” (Mt 13,55).
A busca do desenvolvimento a todo custo, no entanto, colocando o capital e o lucro acima da pessoa humana, tem transformado o trabalho em peso e castigo para milhares de trabalhadores e trabalhadoras no país. Isso contradiz a vocação humana ao trabalho e fere sua dignidade. Temos a missão resgatar a centralidade da pessoa humana para que o trabalho, “chave essencial de toda a questão social”, cumpra seu fim que é a realização do ser humano.
A Igreja, que “considera sua tarefa fazer com que sejam sempre tidos presentes a dignidade e os direitos dos homens do trabalho” (Laborem Exercens 1), se une, portanto, neste 1º de Maio, aos trabalhadores/as em suas justas reivindicações quais sejam a garantia de seus direitos e a defesa de sua dignidade.
Com eles denuncia as desigualdades sociais, que a distribuição de renda não consegue erradicar, o baixo salário, o desemprego e o subemprego, que condena inúmeras famílias a condições indignas de filhos e filhas de Deus. Repudia, igualmente, o trabalho escravo e infantil, chaga de nossa sociedade, bem como toda discriminação que possa existir no mundo do trabalho por idade, etnia, gênero.
Somos todos responsáveis pela construção da sociedade nova, justa e fraterna, sonhada por Deus para seus filhos e filhas. A garantia da justiça nas relações do trabalho é condição para atingirmos esse fim.
Que o carpinteiro São José, pai adotivo de Jesus, abençoe os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.
Brasília, 1º de Maio de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis - Arcebispo de Aparecida, Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva - Arcebispo de São Luis do Maranhão, Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner - Bispo Auxiliar de Brasília, Secretário Geral da CNBB

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mensagem do Papa Bento XVI para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

As vocações, dom do amor de Deus


Amados irmãos e irmãs!
O 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV domingo de Páscoa – 29 de Abril de 2012 –, convida-nos a refletir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».
A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é Amor – Deus caritas est –; «quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (1 Jo 4, 16). A Sagrada Escritura narra a história deste vínculo primordial de Deus com a humanidade, que antecede a própria criação. Ao escrever aos cristãos da cidade de Éfeso, São Paulo eleva um hino de gratidão e louvor ao Pai pela infinita benevolência com que predispõe, ao longo dos séculos, o cumprimento do seu desígnio universal de salvação, que é um desígnio de amor. No Filho Jesus, Ele «escolheu-nos – afirma o Apóstolo – antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em caridade na sua presença» (Ef 1, 4). Fomos amados por Deus, ainda «antes» de começarmos a existir! Movido exclusivamente pelo seu amor incondicional, «criou-nos do nada» (cf. 2 Mac 7, 28) para nos conduzir à plena comunhão consigo.
À vista da obra realizada por Deus na sua providência, o salmista exclama maravilhado: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a Lua e as estrelas que Vós criastes, que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?» (Sal 8, 4-5). Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um pensamento e de um ato de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno (cf. Jer 31, 3). É a descoberta deste fato que muda, verdadeira e profundamente, a nossa vida.
Numa conhecida página das Confissões, Santo Agostinho exprime, com grande intensidade, a sua descoberta de Deus, beleza suprema e supremo amor, um Deus que sempre estivera com ele e ao qual, finalmente, abria a mente e o coração para ser transformado: «Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria, se não existisse em Vós. Chamastes-me, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a vossa paz» (Confissões, X, 27-38). O santo de Hipona procura, através destas imagens, descrever o mistério inefável do encontro com Deus, com o seu amor que transforma a existência inteira.
Trata-se de um amor sem reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus. O meu antecessor, o Beato João Paulo II, afirmava – referindo-se ao ministério sacerdotal – que cada «gesto ministerial, enquanto leva a amar e a servir a Igreja, impele a amadurecer cada vez mais no amor e no serviço a Jesus Cristo Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja, um amor que se configura sempre como resposta ao amor prévio, livre e gratuito de Deus em Cristo» (Exort. ap. Pastores dabo vobis, 25). De fato, cada vocação específica nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! É Ele que realiza o «primeiro passo», e não o faz por uma particular bondade que teria vislumbrado em nós, mas em virtude da presença do seu próprio amor «derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5, 5).
Em todo o tempo, na origem do chamamento divino está a iniciativa do amor infinito de Deus, que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. «Com efeito – como escrevi na minha primeira Encíclica, Deus caritas est – existe uma múltipla visibilidade de Deus. Na história de amor que a Bíblia nos narra, Ele vem ao nosso encontro, procura conquistar-nos – até à Última Ceia, até ao Coração trespassado na cruz, até às aparições do Ressuscitado e às grandes obras pelas quais Ele, através da ação dos Apóstolos, guiou o caminho da Igreja nascente. Também na sucessiva história da Igreja, o Senhor não esteve ausente: incessantemente vem ao nosso encontro, através de pessoas nas quais Ele Se revela; através da sua Palavra, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia» (n.º 17).
O amor de Deus permanece para sempre; é fiel a si mesmo, à «promessa que jurou manter por mil gerações» (Sal 105, 8). Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva deste amor divino, que precede e acompanha: este amor é a mola secreta, a causa que não falha, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Amados irmãos e irmãs, é a este amor que devemos abrir a nossa vida; cada dia, Jesus Cristo chama-nos à perfeição do amor do Pai (cf. Mt 5, 48). Na realidade, a medida alta da vida cristã consiste em amar «como» Deus; trata-se de um amor que, no dom total de si, se manifesta fiel e fecundo. À prioresa do mosteiro de Segóvia, que fizera saber a São João da Cruz a pena que sentia pela dramática situação de suspensão em que ele então se encontrava, este santo responde convidando-a a agir como Deus: «A única coisa que deve pensar é que tudo é predisposto por Deus; e onde não há amor, semeie amor e recolherá amor» (Epistolário, 26).
Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações. E é bebendo nesta fonte durante a oração, através duma familiaridade assídua com a Palavra e os Sacramentos, nomeadamente a Eucaristia, que é possível viver o amor ao próximo, em cujo rosto se aprende a vislumbrar o de Cristo Senhor (cf. Mt 25, 31-46). Para exprimir a ligação indivisível entre estes «dois amores» – o amor a Deus e o amor ao próximo – que brotam da mesma fonte divina e para ela se orientam, o Papa São Gregório Magno usa o exemplo da plantinha: «No terreno do nosso coração, [Deus] plantou primeiro a raiz do amor a Ele e depois, como ramagem, desenvolveu-se o amor fraterno» (Moralia in Job, VII, 24, 28: PL 75, 780D).
Estas duas expressões do único amor divino devem ser vividas, com particular vigor e pureza de coração, por aqueles que decidiram empreender um caminho de discernimento vocacional em ordem ao ministério sacerdotal e à vida consagrada; aquelas constituem o seu elemento qualificante. De fato, o amor a Deus, do qual os presbíteros e os religiosos se tornam imagens visíveis – embora sempre imperfeitas –, é a causa da resposta à vocação de especial consagração ao Senhor através da ordenação presbiteral ou da profissão dos conselhos evangélicos. O vigor da resposta de São Pedro ao divino Mestre – «Tu sabes que Te amo» (Jo 21, 15) – é o segredo duma existência doada e vivida em plenitude e, por isso, repleta de profunda alegria.
A outra expressão concreta do amor – o amor ao próximo, sobretudo às pessoas mais necessitadas e atribuladas – é o impulso decisivo que faz do sacerdote e da pessoa consagrada um gerador de comunhão entre as pessoas e um semeador de esperança. A relação dos consagrados, especialmente do sacerdote, com a comunidade cristã é vital e torna-se parte fundamental também do seu horizonte afetivo. A este propósito, o Santo Cura d’Ars gostava de repetir: «O padre não é padre para si mesmo; é-o para vós» [Le curé d’Ars. Sa pensée – Son cœur ( ed. Foi Vivante - 1966), p. 100].
Venerados Irmãos no episcopado, amados presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas, catequistas, agentes pastorais e todos vós que estais empenhados no campo da educação das novas gerações, exorto-vos, com viva solicitude, a uma escuta atenta de quantos, no âmbito das comunidades paroquiais, associações e movimentos, sentem manifestar-se os sinais duma vocação para o sacerdócio ou para uma especial consagração.É importante que se criem, na Igreja, as condições favoráveis para poderem desabrochar muitos «sins», respostas generosas ao amoroso chamamento de Deus.
É tarefa da pastoral vocacional oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso. Elemento central há de ser o amor à Palavra de Deus, cultivando uma familiaridade crescente com a Sagrada Escritura e uma oração pessoal e comunitária devota e constante, para ser capaz de escutar o chamamento divino no meio de tantas vozes que inundam a vida diária. Mas o «centro vital» de todo o caminho vocacional seja, sobretudo, a Eucaristia: é aqui no sacrifício de Cristo, expressão perfeita de amor, que o amor de Deus nos toca; e é aqui que aprendemos incessantemente a viver a «medida alta» do amor de Deus. Palavra, oração e Eucaristia constituem o tesouro precioso para se compreender a beleza duma vida totalmente gasta pelo Reino.
Desejo que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem «lugar» de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação. Tal dinâmica, que corresponde às exigências do mandamento novo de Jesus, pode encontrar uma expressiva e singular realização nas famílias cristãs, cujo amor é expressão do amor de Cristo, que Se entregou a Si mesmo pela sua Igreja (cf. Ef 5, 25).
Nas famílias, «comunidades de vida e de amor» (Gaudium et spes, 48), as novas gerações podem fazer uma experiência maravilhosa do amor de oblação. De fato, as famílias são não apenas o lugar privilegiado da formação humana e cristã, mas podem constituir também «o primeiro e o melhor seminário da vocação à vida consagrada pelo Reino de Deus» (Exort. ap. Familiaris consortio, 53), fazendo descobrir, mesmo no âmbito da família, a beleza e a importância do sacerdócio e da vida consagrada. Que os Pastores e todos os fiéis leigos colaborem entre si para que, na Igreja, se multipliquem estas «casas e escolas de comunhão» a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, reflexo harmonioso na terra da vida da Santíssima Trindade.
Com estes votos, concedo de todo o coração a Bênção Apostólica a vós, veneráveis Irmãos no episcopado, aos sacerdotes, aos diáconos, aos religiosos, às religiosas e a todos os fiéis leigos, especialmente aos jovens e às jovens que, de coração dócil, se põem à escuta da voz de Deus, prontos a acolhê-la com uma adesão generosa e fiel.
Vaticano, 18 de Outubro de 2011

terça-feira, 10 de abril de 2012

Alegram-se! Cristo ressuscitou!

Dom de Cristo
ressuscitado no sepulcro,
ressuscitado na alma,
ressuscitado na humanidade
é a Alegria!
Bv. Alberione

sexta-feira, 23 de março de 2012

Via-sacra para rezar

Via-Sacra quer dizer caminho sagrado. É o caminho sagrado seguido por Jesus. Na sua origem, Via Crúcis (em latim, "caminho da cruz") é o trajeto seguido por Jesus Cristo, carregando a cruz que vai do Pretório, onde foi julgado, até o Calvário, onde foi crucificado e morreu.
O exercício da Via-Sacra consiste em percorrer em meditação e oração a caminhada de Jesus.
Este exercício, no tempo da Quaresma, teve origem na época das Cruzadas (séc. XI).
O número de estações ou passos dessa caminhada foi sendo definido até a forma atual, de quatorze estações. A maioria delas tem referência nos Evangelhos, textos que podem ser lidos. Pode se acrescentar a 15ª Estação, ou seja, a Ressurreição de Jesus.
Pode se fazer  seguindo um caminho ilustrado pelas imagens ou desenhos de cada Estação, que é comum nas igrejas. Ou, em slides, como apresentamos aqui. A cada Estação, depois de nomeada, pode ser lido o texto bíblico indicado, fazem-se uns instantes de silêncio e depois de colocar algumas intenções espontâneas, rezam-se o Pai Nosso, a Ave Maria e a invocação:
 Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós. 
Pode-se também cantar um refrão no final de cada Estação, como:
-"Eu me entrego, Senhor em tuas mãos, e espero pela tua salvação".
- "Ele me amou e se entregou por mim" (CD Palavras Sagradas do Apóstolo Paulo).
- "Quem nos separará, quem vai nos separar do amor de Cristo, quem nos separará?
Se ele é por nós, quem será, quem será contra nós,
quem vai nos separar do amor de Cristo, quem será?"
- Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado,
compreender que ser compreendido, amar que ser amado,
pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e
é morrendo que se vive para a vida eterna!

Oração da Via-Sacra
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém
Jesus Divino Mestre, queremos ser atraídos por vós,
para que, caminhando nas vossas pegadas,
possamos viver cada dia a liberdade dos filhos de Deus,
renunciando a nós mesmos, para buscar em tudo a vontade do Pai.
Amém. (BV. Tiago Alberione)

1ª. Estação -  Jesus é condenado à morte por Pilatos (Mt 27,26)

2ª Estação - Jesus carrega a sua Cruz (Mt 27,31)

3ª. Estação -  Jesus cai pela primeira vez

4ª.Estação - Jesus encontra a sua Mãe

5ª. Estação -  Simão ajuda Jesus a carregar a Cruz (Mt27,32)

6ª. Estação -  Verônica enxuga o rosto de Jesus

7ª. Estação -  Jesus cai pela segunda vez sob o peso da Cruz

8ª. Estação -  Jesus  encontra e fala às mulheres de Jerusalém (Lc 23,27)

9ª. Estação -  Jesus cai pela terceira vez sob o peso da Cruz

10ª. Estação - Jesus é despojado de suas vestes (Mt 27,35)

11ª. Estação -  Jesus é pregado na Cruz

12ª Estação -  Jesus morre na Cruz (Mt 27,50)

13ª Estação -  Jesus é descido da Cruz (Mt 27,59)

14ª. Estação -  Jesus é sepultado (Mt27,60)

15ª. Estação -  Jesus ressuscitou (Mt 28,5).

Oração final:
Vivei em nós, Jesus, pelo vosso Espírito,
para que vos amemos com todo o nosso ser
e amemos o próximo como a nós mesmos, no vosso amor.
Amém.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Canto: Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás! (Ou outro conhecido)