Parábola da semente

"Saiu o semeador a semear..." (Mc 4,3)



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Uma revista para as crianças: Super+

Aniversário da Super+
Em 2002 - 2 de agosto - a revista Super+  nascia com o objetivo de  acompanhar o calendário escolar e assim oferecer através de suas seções conteúdos que educam e divertem ao mesmo tempo as crianças.
Para celebrar a edição de número 800 da Revista Família Cristã , publicada em agosto de 2002, nasceu este suplemento voltado para o público infanto-juvenil com o nome de Super+ . O suplemento veio atender às necessidades da garotada e conta com as seções: Entrevista, Catequese, Crianças e a Bíblia, Paulinha, Tribuna Livre, Nossa Página, Página Aberta, Nossa Ciência, Arte e Jogos.

Depois de quatro anos como suplemento infantil da Revista Família Cristã , em dezembro de 2006, a Super+ tomou corpo e virou uma simpática revista em formato de gibi. Diminuiu em tamanho, mas cresceu em qualidade e interatividade, ficando mais colorida, dinâmica e divertida.

Super+ é uma da galerinha que curte ficar por dentro do que acontece no universo infanto-juvenil. Em formato de gibi, ela traz assuntos variados, ensina novas experiências científicas, conta histórias divertidas, fala de ecologia, comportamento e religião, estimulando a leitura e ajudando a criatividade. Ela é uma boa companhia  para quem gosta de informação e diversão. Super+ é uma super amiga porque é divertida, interativa e educativa.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Leitura Orante com as crianças

Vem aí, Leitura Orante com Crianças!
Os pequenos devem ser iniciados também na Leitura e oração com a Palavra.
Propomos que, uma vez por mês, se faça um encontro de catequese fazendo a Leitura Orante da Palavra.
Pensamos num cronograma, de acordo com algumas datas sugestivas:
Agosto: Nossa Senhora - Lc 1,39-56
Setembro: Palavra de Deus - Lc 8,4-15
Outubro: Missões - Lc 10,1-12
Novembro: Céu - Mt 5,1-12a
Dezembro: Nascimento de Jesus -  Lc 2,1-13

O que você acha? Aguardamos sugestões. Podem ser colocadas no Box ao lado, ou enviadas por e-mail a
irpatricia@hotmail.com

terça-feira, 17 de julho de 2012

Como homenagear o/a amigo/a?

Dia 20 de julho é o Dia do/a Amigo/a
Como homenageá-lo?
Fica aberto este espaço para sugestões.
Aqui vão vários pensamentos: bíblicos e de grandes pensadores.
Você pode fazer cartõezinhos e ilustrá-los para homenagear sua equipe de catequistas.
Mande-nos novas ideias. Envie para o e-mail: irpatricia@hotmail.com ou escreva neste blog, no box ao lado.

... Partilha Porque ter um amigo, só para você o procurar a fim de matar o tempo?
Procure-o sempre para viver o tempo.
Na verdade, ele deve preencher suas necessidades, não se vazio.
E, na doçura da amizade, deve haver risos e partilha de momentos alegres.
Pois é no orvalho das pequeninas coisas que o coração encontra sua manhã e se renova.
K. Gibran

... Presença - Senhor, o meu amigo não voltou do campo de batalha. Peço sua permissão para ir buscá-lo. - Não concedida - replicou o oficial.
Provavelmente está morto. Mesmo assim, o soldado foi verificar. Retornou uma hora depois, mortalmente ferido, transportando o cadáver do amigo.
- Agora eu perdi os dois - gritou o oficial com raiva.
- Diga-me, valeu a pena arriscar-se por um cadáver?
O soldado, que morria, respondeu:
- Oh, sim, Senhor. Quando o encontrei, ainda estava vivo e disse-me: "Jack, estava certo que viria".
A. de Mello

... Acolhimento Durante anos, fui neurótico, ansioso, depressivo e egoísta. Todos sempre me diziam que devia mudar. Todos, mas eu não conseguia. Sentia-me impotente e amarrado.Certo dia, meu melhor amigo disse-me:"Não mude, fique como está. Mudando ou não, isso não tem importância, não consigo deixar de amá-lo!" Aos meus ouvidos, aquelas palavras soaram como se fosse música:
"Não mude! Não mude!" Relaxei, passei a me sentir vivo e, maravilha das maravilhas, mudei!
A. de Mello

... Amadurecer juntos Você jamais encontrará pessoas que combinem perfeitamente com você com as quais possa viver: nem mesmo uma em meio a um milhão à qual você possa contar sempre todas as coisas. Mas que importância tem isso? De qualquer modo, a relação pode continuar sendo doce. O que habitualmente é definido como "compreensão" pode, na verdade, significar "servidão".
O que é realmente grandioso é o amadurecer do conhecimento.
K. Gibran

... Liberdade A partir do momento em que você aceitar um elogio e, por essa razão, permitir a si próprio regozijar-se, estará concedendo à pessoa que o elogiou o controle sobre você: efetivamente, fará o impossível para continuar a ser especial para ela e passará a temer que aquela pessoa encontre outro alguém que se torne especial a seus olhos, dasalojando-o de sua posição privilegiada.
Em suma, você terá perdido a liberdade.
A. de Mello

... Dom de si Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos. Vocês são meus amigos, se fizerem o que eu estou mandando.
Eu já não chamo vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que seu patrão faz;
eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que ouvi de meu Pai. Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês.
Eu os destinei para ir e dar fruto, e para que o fruto de vocês permaneça.
Jo 15,13-16

... Caminhar a dois Mais vale estar a dois do que estar sozinho, porque dois tirarão maior proveito do seu trabalho. De fato, se um cai, poderá ser levantado pelo companheiro. Azar, porém, de quem está sozinho: se cair, não terá ninguém para o levantar. Se dois se deitam juntos, um poderá aquecer o outro; mas como poderá alguém sozinho se aquecer? Se um deles for agredido, dois poderão resistir, e uma corda tripla não arrebenta facilmente.
Eclesiaste 4,9-12

... Desejo de bem Disse o mestre:
"Quem ama deseja o bem da pessoa amada...
Isso requer, entre outras coisas, a libertação do amado por parte de quem ama".
A. de Mello

... Companhia Sinto-me por demais sozinho toda vez que me encontro a sós diante de uma grande obra de arte! Acredito que, até mesmo no paraíso, devemos ter um amigo ou uma companheira por nós amada, para poder gozá-lo em plenitude.
K. Gibran

segunda-feira, 11 de junho de 2012

15 de junho - Solenidade do Coração de Jesus

Leitura Orante para celebrar o Coração de Jesus

Introdução
O Diretório sobre a Piedade Popular, da Congregação para o Culto Divino de dezembro de 2001, afirma:
"Na sexta-feira seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes a Igreja celebra a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Além da celebração litúrgica, muitas outras expressões de piedade têm por objeto o Coração de Cristo. Não tem dúvida de que a devoção ao Coração do Salvador tem sido, e continua a ser, uma das expressões mais difundidas e amadas da piedade eclesiástica. Entendida à luz da Sagrada Escritura, a expressão "Coração de Cristo" designa o mesmo mistério de Cristo, a totalidade do seu ser, a sua pessoa considerada no seu núcleo mais íntimo e essencial..."(Diretório sobre a Piedade Popular, 166).
Iniciamos a oração rezando:
Coração Divino de Jesus,
eu vos ofereço, por meio do Coração Imaculado de Maria,
Mãe da Igreja,Rainha dos Apóstolos,
em união ao Sacrifício Eucarístico,
todas as minhas ações, orações, alegrias
e sofrimentos deste dia,
em reparação dos pecados
e pela salvação de todos as pessoas,
para a glória de Deus Pai. Amém.

1. Leitura (Verdade)- O que a Palavra diz?
Vamos ler, atentamente, na Bíblia, Jo 19,31-37.
Então os líderes judeus pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas dos que tinham sido crucificados e mandasse tirá-los das cruzes. Pediram isso porque era sexta-feira e não queriam que, no sábado, os corpos ainda estivessem nas cruzes. E aquele sábado era especialmente santo. Os soldados foram e quebraram as pernas do primeiro homem que tinha sido crucificado com Jesus e depois quebraram as pernas do outro. Mas, quando chegaram perto de Jesus, viram que ele já estava morto e não quebraram as suas pernas. Porém um dos soldados furou o lado de Jesus com uma lança. No mesmo instante saiu sangue e água. Quem viu isso contou o que aconteceu para que vocês também creiam. O que ele disse é verdade, e ele sabe que fala a verdade. Isso aconteceu para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem: "Nenhum dos seus ossos será quebrado." E em outro lugar as Escrituras Sagradas dizem: "Eles olharão para aquele a quem atravessaram com a lança."
Comentário: Neste texto,  na cruz, Jesus revela seu grande amor ao ser atingido no seu coração pela lança do soldado. Por isso, a espiritualidade do Coração de Jesus é a espiritualidade do amor. Quem vive esta devoção reconhece o amor íntimo e profundo com que Deus o ama e dá a vida por ele, e responde com amor. Um amor solidário e reparador. Do coração de Jesus nasceu a Igreja, cuja missão é testemunhar o amor de Jesus em todos os lugares e tempos.
Como têm lembrado freqüentemente os papas, a devoção ao Coração de Cristo tem um sólido fundamento na Escritura. Jesus, (...) apresenta-se a si mesmo como mestre "manso e humilde de Coração" (Mt 11, 29). Pode-se dizer que do lado de Cristo atravessado pela lança, brotou sangue e água, símbolo do "sacramento admirável de toda a Igreja". (Cf Diretório sobre a Piedade Popular, da Congregação para o Culto Divino. Vaticano, Dezembro de 2001).
O texto de São João que narra a apresentação das mãos e do lado de Cristo aos discípulos (Cfr. Jo 20, 20) e o convite dirigido por Cristo a Tomé para que estendesse a sua mão e a introduzisse no seu lado (Cfr. Jo 20 27), tiveram também um influxo notável na origem e no desenvolvimento da piedade eclesiástica ao Sagrado Coração.

2. Meditação(Caminho) - O que a Palavra diz para mim? Para nós?
Santo Agostinho diz:
"A entrada é acessível: Cristo é a porta.
Também se abriu para você quando o seu lado foi aberto pela lança.
Lembra o que dali saiu; portanto olha por onde pode entrar.
Do lado do Senhor pendurado que morria na Cruz saiu sangue e água quando foi aberto pela lança.
Na água está a sua purificação, no sangue a sua redenção."


3. Oração (Vida) O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
"No Coração de Jesus existe tudo o que precisamos: fortaleza para os fracos, coragem para os tímidos, luz e conselho para os hesitantes; e para todos: humildade, paz, caridade e alegria de viver". (Santa Paula Frassinetti)
Rezamos, agora, com muita consciência e fé, a Ladainha do Coração de Jesus.

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Filho do Pai eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, majestade infinita, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, templo santo de Deus, tende piedade de nós
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo, tende piedade de nós
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do Céu, tende piedade de nós
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor, tende piedade de nós
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor, tende piedade de nós
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, tende piedade de nós
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, tende piedade de nós
Coração de Jesus, Rei e centro de todos os corações, tende piedade de nós
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, tende piedade de nós
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, tende piedade de nós
Coração de Jesus, no qual o Pai põe todas as suas complacências, tende piedade de nós
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós participamos, tende piedade de nós
Coração de Jesus, desejado desde toda a eternidade, tende piedade de nós
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia, tende piedade de nós
Coração de Jesus, rico para todos que vos invocam, tende piedade de nós
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, tende piedade de nós
Coração de Jesus, propiciação por nossos pecados, tende piedade de nós
Coração de Jesus, saturado de opróbrios, tende piedade de nós
Coração de Jesus, esmagado de dor por causa dos nossos pecados, tende piedade de nós
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, tende piedade de nós
Coração de Jesus, atravessado pela lança, tende piedade de nós
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação, tende piedade de nós
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, tende piedade de nós
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, tende piedade de nós
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, tende piedade de nós
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, tende piedade de nós
Coração de Jesus, esperança dos que morrem em vós, tende piedade de nós
Coração de Jesus, delícias de todos os santos, tende piedade de nós
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
Jesus, manso e humilde de coração. Fazei nosso coração semelhante ao vosso.
Oremos:
Deus Onipotente e Eterno, olhai o Coração do vosso diletíssimo Filho e os louvores e reparações que pelos pecadores vos tem tributado; e aos que invocam vossa misericórdia, vós, aplacado, sede fácil no perdão, pelo mesmo Jesus Cristo que convosco vive e reina para sempre, na unidade do Espírito Santo. Amém.

4. Contemplação(Vida/ Missão) - Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Só pode ser um olhar de amor que se doa, como o de Jesus.

Bênção - Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.


Sugestões:
Se você quiser receber em seu endereço eletrônico o Evangelho do Dia, acesse o seguinte endereço e preencha o formulário de cadastro.http://www.paulinas.org.br/loja/CentralUsuarioLogin.Aspx
ou, assine RSS para receber por e-mail em: http://leituraorantedapalavra.blogspot.com/
Irmã Patrícia Silva, fsp

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sugestão da CNBB para formação de jovens



Brasília, 01 de junho de 2012.
PJ Nº - 0481/12
Caros irmãos Párocos e Administradores Paroquiais,
Vigários Paroquiais e demais Presbíteros.

Deus nos concede mais um mês para viver na sua Graça e a seu serviço! É junho: mês de tantas celebrações! Mês em que contemplamos em muitos lugares os jovens envolvidos plenamente em atividades que os mantêm animados em trabalhos que amadurecem sua fé, seus relacionamentos, seus dons. Quanto vai-e-vem para a confecção dos belos tapetes de Corpus Christi bem como para a arrumação das barraquinhas e atividades das Festas Juninas! Ninguém consegue ficar alheio ao ver tantos jovens envolvidos com generosidade nesta preparação! A nossa alegria de pastores se soma à certeza de que eles, além do dever cumprido, crescem consideravelmente quando encontram espaços adequados e pessoas que os valorizam e os incentivam. Como os jovens gostam de ver seus sacerdotes ao seu lado, apoiando suas iniciativas!
Este mês também vem tocar em um assunto muito querido aos jovens: o amor! O amor de Maria, em maio, nos aponta para o amor de Seu Filho, em junho, com a festa do Sagrado Coração de Jesus! É nossa missão auxiliar os jovens a perceberem o infinito amor daquele que nos disse um dia: “eu vos chamo amigos” (Jo 15, 15). É um Coração que revela tudo; não esconde nada do que é essencial para a felicidade.
Mas o mês de junho também vai falar do amor dos namorados. Dia 12 está chegando e, certamente, é um assunto que ‘vai rolar’ nas conversas pessoais, nos facebooks e twitters da vida! E as nossas comunidades, como irão tratar deste assunto? Ou melhor, como temos abordado esta questão junto aos nossos adolescentes, jovens, catequizandos? Os senhores já conhecem o valioso material que a CNBB preparou para a formação deles na área da afetividade-sexualidade? O subsídio que se intitula “Aos Jovens com Afeto” disponibiliza 50 fichas com temas atuais, embasados na Palavra de Deus e no Magistério da Igreja, e com uma linguagem apropriada para esta nova geração. No mínimo, cada catequista e líder de jovens deveria ter este material complementar para a sua ação evangelizadora. Ele poderá ser adquirido diretamente nas Edições CNBB: http://www.edicoescnbb.com.br/loja/catalogo.php?loja=302647&IdDep=12.
                Caros irmãos, continuemos apostando nos jovens. A Peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora está semeando pelo Brasil afora um novo tempo, não só para a juventude, mas para a Igreja e – porque não dizer também! – para a sociedade na qual ela se encontra e vive.
Sejamos criativos e ousados – como eles! – favorecendo-lhes espaços e calor humano em nossas comunidades. Às vezes os jovens só necessitam de um sinal para perceberem o grande amor de Deus. E este ‘sinal’ passa também pelo ‘seu’ e ‘meu’ coração para atingi-los e cativá-los. O Coração de Jesus quer bater forte no peito de cada um dos pastores para que a força do seu amor possa atingir o coração das ovelhas. “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem”(Jo 10, 27)

No Coração de Jesus e de Maria deposito-os todos os senhores com minhas orações.
Com estima,     
 
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ)

 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Junho: mês dedicado ao Coração de Jesus


Espiritualidade do  Coração de Jesus

“tirareis água com alegria das fontes da salvação” (Isaías 12,3)

Textos da Carta do Papa Bento XVI sobre o culto ao Coração de Jesus dirigida ao Padre Peter-Hans Kolvenbach, Prepósito Geral da Companhia de Jesus no qüinquagésimo aniversário da Encíclica “Haurietis aquas” (Beberão águas) com a qual o pontífice promovia o culto ao Coração de Jesus. Vaticano, 15 de maio de 2006.

Ao promover o culto ao Coração de Jesus, a encíclica “Haurietis aquas” exortava aos crentes a abrir-se ao mistério de Deus e de seu amor, deixando-se transformar por ele. Cinqüenta anos depois, continua em pé a tarefa sempre atual dos cristãos de aprofundar  sua relação com o Coração de Jesus para reavivar em si mesmos a fé no amor de Deus, acolhendo-o cada vez melhor em sua própria vida.
Poderemos compreender melhor o que significa "conhecer” em Jesus Cristo o amor de Deus, experimentá-lo, mantendo o olhar nEle, até viver completamente da experiência de seu amor, para poder testemunhá-lo depois aos outros. De fato, diz Bento XVI, retomando uma expressão de meu  predecessor, João Paulo II, “junto ao Coração de Cristo, o coração humano aprende a conhecer o autêntico e único sentido da vida e de seu próprio destino, a compreender o valor de uma vida autenticamente cristã, a permanecer afastado de certas perversões do coração, a unir o amor filial a Deus ao amor ao próximo. Deste modo – e esta é a verdadeira reparação exigida pelo Coração do Salvador – sobre as ruínas acumuladas pelo ódio e a violência poderá edificar-se a civilização do Coração de Cristo” (“Insegnamenti”, vol. IX/2, 1986, p. 843).

Conhecer o amor de Deus em Jesus Cristo
 Na encíclica “Deus caritas est”, diz Bento XVI,  citei a afirmação da primeira carta de são João: “Nós conhecemos o amor que Deus nos tem e cremos nele” para sublinhar que na origem da vida cristã está o encontro com uma Pessoa (cf. n. 1). Dado que Deus se manifestou da maneira mais profunda através da encarnação de seu Filho, fazendo-se “visível” nEle; na relação com Cristo, podemos reconhecer quem é verdadeiramente Deus (cf. encíclica “Haurietis aquas”, 29,41; encíclica “Deus caritas est”, 12-15). Mais ainda, dado que o amor de Deus encontrou sua expressão mais profunda na entrega que Cristo fez de sua vida por nós na Cruz, ao contemplar seu sofrimento e morte podemos reconhecer de maneira cada vez mais clara o amor sem limites de Deus por nós: “tanto amou Deus ao mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que crer nele não pereça, mas que tenha vida eterna” (João 3, 16).
 Por outro lado, esse mistério do amor de Deus por nós não constitui só o conteúdo do culto e da devoção ao Coração de Jesus: é, ao mesmo tempo, o conteúdo de toda verdadeira espiritualidade e devoção cristã. Portanto, é importante sublinhar que o fundamento dessa devoção é tão antigo como o próprio cristianismo. De fato, só se pode ser cristão dirigindo o olhar à Cruz de nosso Redentor, “a quem transpassaram” (João 19, 37; cf. Zacarias 12, 10). A encíclica “Haurietis aquas” lembra que a ferida do lado e as dos pregos foram para numeráveis almas os sinais de um amor que transformou cada vez mais incisivamente sua vida (cf. número 52). Reconhecer o amor de Deus no Crucificado se converteu para elas em uma experiência interior que as levou a confessar, junto a Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” (João 20, 28), permitindo-lhes alcançar uma fé mais profunda na acolhida sem reservas do amor de Deus (cf. encíclica “Haurietis aquas”, 49).

Experimentar o amor de Deus dirigindo o olhar ao Coração de Jesus Cristo O significado mais profundo desse culto ao amor de Deus só se manifesta quando se considera mais atentamente sua contribuição não só ao conhecimento, mas também, e sobretudo, à experiência pessoal desse amor na entrega confiada a seu serviço (cf. encíclica “Haurietis aquas”, 62). Obviamente, experiência e conhecimento não podem separar-se: um faz referência ao outro.
Também é necessário sublinhar que um autêntico conhecimento do amor de Deus só é possível no contexto de uma atitude de oração humilde e de disponibilidade generosa. Partindo dessa atitude interior, o olhar posto no lado transpassado da lança se transforma em silenciosa adoração. O olhar no lado transpassado do Senhor, do qual saem “sangue e água” (cf. Gv 19, 34), nos ajuda a reconhecer a multidão de dons de graça que daí procedem (cf. encíclica “Haurietis aquas”, 34-41) e nos abre a todas as demais formas de devoção cristã que estão compreendidas no culto ao Coração de Jesus.
 A fé, compreendida como fruto do amor de Deus experimentado, é uma graça, um dom de Deus. Mas o homem poderá experimentar a fé como uma graça só na medida em que ele a aceita dentro de si como um dom, e procura vivê-lo. O culto do amor de Deus, para o qual convidava os fiéis a encíclica “Haurietis aquas” (cf. ibidem, 72), deve nos ajudar a recordar incessantemente que Ele carregou com este sofrimento voluntariamente “por nós”, “por mim”.
Quando praticamos este culto, não só reconhecemos com gratidão o amor de Deus, mas continuamos nos abrindo a esse amor, de maneira que a nossa vida vai ficando cada vez mais modelada por ele.
Deus, que derramou seu amor “em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (cf. Romanos 5, 5), nos convida incansavelmente a acolher seu amor. O convite a entregar-se totalmente ao amor salvífico de Cristo (cf. ibidem, n. 4) tem como primeiro objetivo a relação com Deus. Por esse motivo, esse culto totalmente orientado ao amor de Deus que se sacrifica por nós tem uma importância insubstituível para nossa fé e para nossa vida no amor.

Viver e testemunhar o amor experimentado

Quem aceita o amor de Deus interiormente fica plasmado por ele. O amor de Deus experimentado é vivido pelo homem como um “chamado” ao que tem que responder.
O olhar dirigido ao Senhor, que “tomou nossas fraquezas e carregou nossas enfermidades” (Mateus 8, 17), nos ajuda a prestar mais atenção no sofrimento e na necessidade dos demais. A contemplação, na adoração, do lado transpassado da lança nos sensibiliza frente à vontade salvífica de Deus. Torna-nos capazes de confiar em seu amor salvífico e misericordioso e, ao mesmo tempo, nos reforça no desejo de participar em sua obra de salvação, convertendo-nos em seus instrumentos.
Os dons recebidos do lado aberto, do qual saíram “sangue e água” (cf. João 19, 34), fazem que nossa vida se converta também para os outros em manancial do qual emanam “rios de água viva” (João 7, 34 – cf. encíclica “Deus caritas est”, 7). A experiência do amor surgida do culto do lado transpassado do Redentor nos tutela ante o risco de nos prendermos em nós mesmos e nos faz mais disponíveis para uma vida para os outros. “Nisto conhecemos o que é o amor: em que ele deu sua vida por nós. Também nós devemos dar a vida pelos irmãos” (I João 3, 16 – cf. encíclica “Haurietis aquas”, 38).
A resposta ao mandamento do amor se faz possível só com a experiência de que este amor já nos foi dado antes por Deus (cf. encíclica “Deus caritas est”, 14).
O culto do amor que se faz visível no mistério da Cruz, representado em toda celebração eucarística, constitui, portanto, o fundamento para que possamos converter-nos em instrumentos nas mãos de Cristo: só assim podemos ser arautos críveis de seu amor.
Esta abertura à vontade de Deus, contudo, deve renovar-se em todo momento: “O amor nunca se dá por “concluído” e completado” (cf. encíclica “Deus caritas est”, 17). A contemplação do “lado transpassado pela lança”, na qual resplandece a vontade infinita de salvação por parte de Deus, não pode ser considerada portanto como uma forma passageira de culto ou de devoção: a adoração do amor de Deus, que encontrou no símbolo do “coração transpassado” sua expressão histórico-devocional, continua sendo imprescindível para uma relação viva com Deus (cf. encíclica “Haurietis aquas”, 62).

O Coração de Jesus é uma escola de amor
“O lado aberto de Jesus é uma escola de amor. Contemplando-o somos irresistivelmente conquistados pelo amor” e, assim, nos unimos a Cristo para viver com Ele a experiência da oblação e da reparação: eis o nosso carisma dehoniano, o nosso jeito de ser do Coração de Jesus.
Contemplar o Coração de Jesus é contemplar sua própria pessoa; é no fundo contemplar o amor de Deus que se revela em Cristo, porque Deus é amor (1Jo 4,8). Um amor que se manifesta na doação da própria vida para fazer a vontade do Pai. Um amor que se faz eucaristia. Contemplar o Coração de Jesus é adorar a Cristo eucarístico. Por isso, somos convidados a esta vida de interioridade, de intimidade ao Coração de Jesus na eucaristia, valorizando a Santa Missa e a adoração eucarística tendo-os como ponto fundante de nossa espiritualidade.
Este amor à eucaristia e, portanto, ao Coração de Jesus, nos faz oferenda ao Pai. Nos unimos a oferta perfeita de Cristo, para sermos também nós oferenda agradável. Ofertamos com Cristo nossa vida no espírito do “Eis que venho ó Pai para fazer a tua vontade” (Hb 10,7), abandonando-nos totalmente à vontade de Deus. Queremos ser um outro Cristo para o mundo revelando o Amor em palavras e atitudes de testemunho.
Também aprendemos de Cristo a reparação. Cristo dá a vida por amor. Dá a vida para nos resgatar, nos libertar, nos amar. Um amor que se rasga na lança que transpassa o coração (Jo 19,34). É vítima de reparação, restituindo na terra a caridade, reconquistando o coração do homem com apropria vida, porque “quem ama dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13). Vivemos a reparação, procurando infundir o a amor na sociedade, restaurando corações feridos, denunciando injustiças, pregando o amor.
Portanto, ser do coração de Jesus é reproduzir este divino coração de uma maneira especial e distinta, segundo as nossas possibilidades e como a graça nos inspira: um coração que ama, se imola e não deixa jamais de se doar.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Mensagem da CNBB aos trabalhadores e trabalhadoras


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, no ensejo das comemorações do Dia Mundial do Trabalho, neste 1º de Maio, dirige sua mensagem de solidariedade e apoio a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A celebração desta data nos sugere, antes de tudo, um agradecimento a Deus pelo ser humano que, com criatividade e sabedoria, constrói o mundo e vive do trabalho de suas mãos.
O trabalho não é um mero apêndice na vida humana, mas uma dimensão fundamental de sua existência na terra. Por meio dele, o homem e a mulher “participam na obra do próprio Deus, seu Criador” e se realizam como seres humanos. O próprio Jesus viveu a realidade do trabalho a ponto de ser identificado como “o Filho do Carpinteiro” (Mt 13,55).
A busca do desenvolvimento a todo custo, no entanto, colocando o capital e o lucro acima da pessoa humana, tem transformado o trabalho em peso e castigo para milhares de trabalhadores e trabalhadoras no país. Isso contradiz a vocação humana ao trabalho e fere sua dignidade. Temos a missão resgatar a centralidade da pessoa humana para que o trabalho, “chave essencial de toda a questão social”, cumpra seu fim que é a realização do ser humano.
A Igreja, que “considera sua tarefa fazer com que sejam sempre tidos presentes a dignidade e os direitos dos homens do trabalho” (Laborem Exercens 1), se une, portanto, neste 1º de Maio, aos trabalhadores/as em suas justas reivindicações quais sejam a garantia de seus direitos e a defesa de sua dignidade.
Com eles denuncia as desigualdades sociais, que a distribuição de renda não consegue erradicar, o baixo salário, o desemprego e o subemprego, que condena inúmeras famílias a condições indignas de filhos e filhas de Deus. Repudia, igualmente, o trabalho escravo e infantil, chaga de nossa sociedade, bem como toda discriminação que possa existir no mundo do trabalho por idade, etnia, gênero.
Somos todos responsáveis pela construção da sociedade nova, justa e fraterna, sonhada por Deus para seus filhos e filhas. A garantia da justiça nas relações do trabalho é condição para atingirmos esse fim.
Que o carpinteiro São José, pai adotivo de Jesus, abençoe os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.
Brasília, 1º de Maio de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis - Arcebispo de Aparecida, Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva - Arcebispo de São Luis do Maranhão, Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner - Bispo Auxiliar de Brasília, Secretário Geral da CNBB